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De adolescente que admirava rótulos americanos a diretor de marketing de uma das maiores marcas de suplementos dos EUA

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Paulo Santiago

# De adolescente que admirava rótulos americanos a diretor de marketing de uma das maiores marcas de suplementos dos EUA

Paulo Santiago tinha 16 anos quando o pai voltou de uma viagem aos Estados Unidos com um pote de pré-treino comprado na GNC. Era um produto simples: pó, sabor artificial, promessa de energia. Mas o que ficou na cabeça do adolescente não foi o conteúdo. Foi a embalagem. As cores, o design, a forma como a marca se apresentava. Parecia um produto de outro planeta comparado ao que existia nas prateleiras brasileiras da época.

Essa memória poderia ter ficado guardada como curiosidade de adolescência. Não ficou.

Anos depois, Santiago estava morando nos Estados Unidos, trabalhando justamente no mercado que tinha observado com fascínio. Não como consumidor. Como profissional. Entrou na Bucked Up, marca de sports nutrition que viria a se tornar uma das operações de maior crescimento do setor americano, com mais de 500 produtos e presença em redes como Walmart, GNC e Vitamin Shoppe.

Antes dos Estados Unidos, a trajetória de Paulo passou por mesa de banco de investimento e pelo empreendedorismo no Brasil, até que decidiu apostar em algo maior e cruzar a fronteira. Já em solo americano, participou da criação de um aplicativo voltado ao crescimento de redes sociais que ultrapassou 100 mil usuários ao redor do mundo, operação da qual foi o principal executivo no Brasil. Foi dentro desse mesmo grupo empresarial que surgiu a oportunidade que mudaria o rumo da sua carreira: tornar-se o primeiro profissional de marketing da Bucked Up, uma marca de suplementos que dava os primeiros passos no seu processo de escala. Na prática, isso significava fazer de tudo: montar campanha, escrever copy, testar landing page, analisar dados de conversão, negociar com plataforma de mídia, enfim fazer o que fosse necessário para crescer.

Com o tempo, a empresa cresceu, e ele cresceu junto. Montou um time de quarenta pessoas. Passou a gerenciar dezenas de milhões de dólares por ano em investimento de mídia. Viveu Black Fridays com volume de 150 mil pedidos. Acompanhou  produtos criados por ele mesmo chegando às prateleiras do Walmart, GNC e se tornando best-sellers. E, talvez mais importante do que tudo isso, aprendeu o que significa fazer marketing quando o erro custa caro e o acerto precisa ser replicável.

O que Santiago descreve como seu maior aprendizado não é técnico. É cultural. Nos Estados Unidos, ele conta, o marketing de performance não é tratado como uma habilidade de apertar botão. É tratado como disciplina de negócio. O profissional de marketing precisa entender de produto, de margem, de supply chain, de comportamento do consumidor e de marca, tudo ao mesmo tempo. Quem só sabe comprar mídia fica para trás rápido.

Essa mentalidade é o que ele agora tenta trazer de volta ao Brasil. Nos últimos meses, Santiago começou a atender empresas brasileiras de e-commerce em formato de consultoria: marcas que já faturam bem, já investem em mídia, mas sentem que a operação de marketing poderia render mais. Seu diagnóstico é direto: muitas dessas empresas estão presas num modelo de execução conservador, com baixo volume de testes e poucas variações criativas rodando ao mesmo tempo. O resultado é previsível — oportunidades de crescimento ficam na mesa enquanto a operação se contenta em mostrar um ROAS positivo no relatório. Para Santiago, esse é o principal gargalo: empresas que poderiam escalar de verdade acabam crescendo menos do que o potencial permite porque otimizam para o número que fica bonito no report, não para o aprendizado que gera crescimento ao longo do tempo.

Não é um discurso de guru. Santiago faz questão de deixar claro que não construiu a Bucked Up sozinho. Era parte de uma equipe, de uma estrutura, de uma cultura que ele ajudou a construir. O que ele oferece não é uma fórmula de sucesso, mas um repertório construído em operação real, num mercado que não perdoa amadorismo.

Para quem acompanha a história de brasileiros no exterior, a trajetória de Santiago carrega algo que vai além do currículo. É a história de alguém que olhou para um mercado distante, sentiu que havia algo ali que valia a pena perseguir, e foi atrás. Sem atalho, sem garantia de que daria certo. O pré-treino que o pai trouxe dos EUA virou, sem que ninguém planejasse, o ponto de partida de uma carreira que hoje conecta dois mercados e duas formas de pensar marketing.

No fim, o que torna a história relevante não é o tamanho da empresa nem os milhões em faturamento. É o contraste. O garoto que admirava os rótulos americanos hoje ajuda a definir como uma dessas marcas se apresenta ao mundo. E está apostando que o mesmo tipo de disciplina que aprendeu lá fora pode mudar a forma como empresas brasileiras pensam sobre crescimento.

MedOracle anuncia parceria com a IFMSA Brazil e inaugura nova fase de evolução da plataforma sob a marca NAIA

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NAIA

A MedOracle anunciou uma parceria com a IFMSA Brazil, movimento que marca não apenas a aproximação com uma das principais organizações estudantis de medicina do país, mas também o início de uma nova etapa de evolução institucional da empresa. A aliança acontece em um momento particularmente simbólico para a healthtech, que passa a dar forma pública à sua transição para NAIA, nova marca que irá traduzir, de maneira mais ampla, a maturidade e a expansão de sua proposta.

A IFMSA está entre as maiores organizações estudantis do mundo, conectando cerca de 1,3 milhão de estudantes de medicina, por meio de 139 organizações nacionais-membro distribuídas em 130 países. No Brasil, a IFMSA Brazil reúne presença em mais de 200 escolas médicas, consolidando-se como uma rede de alta capilaridade na formação médica nacional. 

É nesse contexto que a parceria ganha densidade estratégica. Mais do que um acordo institucional, ela simboliza a convergência entre dois vetores que tendem a ganhar centralidade crescente nos próximos anos: a reformulação das experiências de aprendizagem em medicina e a incorporação mais inteligente, crítica e estruturada da tecnologia na jornada de formação médica.

Ao mesmo tempo, o anúncio ocorre em meio a uma fase de fortalecimento da MedOracle, que vem ampliando sua presença, aprofundando conversas estratégicas com novos parceiros e avançando em uma agenda de crescimento que começa a atrair atenção de interlocutores relevantes do mercado. Sem transformar esse momento em discurso financeiro, a empresa sinaliza, com discrição, que entra em uma etapa de maior densidade institucional, com expansão de visibilidade, novas frentes de relacionamento e crescente interesse em torno de sua visão de longo prazo.

A transição para NAIA surge, nesse cenário, como expressão dessa evolução. A nova marca não se propõe a negar a trajetória construída até aqui, mas a organizar uma ambição mais ampla: refletir uma plataforma em amadurecimento, preparada para dialogar de forma mais clara com diferentes dimensões da formação, da prática e do desenvolvimento médico.

Para Thiago Padilha, médico e CTO da MedOracle, a parceria toca em uma questão estrutural da medicina contemporânea: “Essa parceria com a IFMSA Brazil tem um significado muito especial para nós porque toca em uma convicção central: a educação médica não pode continuar sendo pensada com a lógica de ontem para responder aos desafios de amanhã. A medicina se tornou mais complexa, mais dinâmica e mais exigente, e isso pede uma formação mais crítica, mais conectada com tecnologia e mais preparada para a realidade do cuidado. Celebrar essa união é, para nós, reconhecer que transformar a educação médica é parte essencial de transformar a própria saúde.” afirma, Thiago Padilha, médico e CTO da MedOracle

Na leitura da companhia, a nova fase pede menos soluções fragmentadas e mais experiências capazes de acompanhar a complexidade real da medicina. É justamente esse pano de fundo que sustenta o reposicionamento da marca e dá peso simbólico à parceria com a IFMSA Brazil: não se trata apenas de ampliar alcance, mas de participar, desde já, da construção dos repertórios que formarão os profissionais de amanhã.

Para Cristiano Nascimento, CEO da MedOracle, o valor dessa aproximação está precisamente em sua capacidade de unir visão e responsabilidade: “Para nós, essa parceria com a IFMSA Brazil representa a união de duas instituições comprometidas com impacto real na formação médica brasileira. Mais do que uma aproximação institucional, trata-se de construir pontes entre liderança estudantil, inovação e desenvolvimento de novas experiências de aprendizagem. Estar ao lado de uma organização com a relevância e a capilaridade da IFMSA Brazil reforça nosso compromisso de contribuir, com seriedade e visão de longo prazo, para uma educação médica mais forte no país.”

Do lado da IFMSA Brazil, a leitura é convergente: formar médicos para o futuro exige ferramentas mais aderentes à realidade acadêmica, mais acessíveis e mais alinhadas às transformações que já redefinem a medicina.

Yara Santos,Vice-presidente para assuntos externos da IFMSA Brazil, destaca “Acredito que a formação médica do futuro exige ferramentas inteligentes, acessíveis e alinhadas às necessidades reais dos estudantes de medicina. Nesse contexto, a NAIA surge como uma solução transformadora, desenvolvida para potencializar o aprendizado, otimizar a nossa rotina acadêmica e ampliar o acesso a recursos educacionais de alta qualidade para estudantes de medicina em todo o país. A parceria entre a MEDORACLE e a IFMSA Brazil reforça o compromisso em conectar estudantes às mais relevantes oportunidades de inovação, desenvolvimento profissional e transformação da educação médica. Mais do que uma colaboração institucional, esta união representa um investimento concreto no futuro da formação médica brasileira.”

Ao conectar o anúncio da parceria ao início de sua transição para a NAIA, a MedOracle transforma um movimento de marca em uma declaração de rumo. Em vez de apresentar apenas uma nova identidade, a companhia sinaliza uma mudança de escala narrativa: a de uma plataforma que amadurece, amplia sua visão e passa a se posicionar com mais clareza diante de um setor em transformação.

Em um ambiente no qual educação médica, prática clínica e tecnologia tendem a convergir de forma cada vez mais intensa, a parceria com a IFMSA Brazil inaugura essa nova etapa sob um signo particularmente forte: o da formação. E é justamente nesse ponto que a futura NAIA parece querer se afirmar, não apenas como reflexo de uma plataforma em evolução, mas como parte ativa da discussão sobre o que a medicina precisará se tornar nos próximos anos.

De Juiz de Fora à Alemanha: Sensio Leva Tecnologia Industrial Brasileira à Maior Feira do Mundo

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Sensio

A escolha do Brasil como país-parceiro oficial da Hannover Messe 2026, maior feira de tecnologia industrial do mundo, realizada entre 20 e 24 de abril na Alemanha, marca um reposicionamento que o país não ocupava desde 1980. A delegação brasileira é a maior da história do evento, com cerca de 270 integrantes distribuídos por mais de seis pavilhões. Mais do que uma vitrine diplomática, o pavilhão nacional funciona como declaração de intenção: o Brasil se apresenta ao mundo não apenas como fornecedor de commodities, mas como produtor de tecnologia aplicada à indústria.

No centro desta narrativa, uma empresa do interior de Minas Gerais ajuda a ilustrar o que, na prática, significa reindustrializar o país. A Sensio, ERP industrial nascido em Juiz de Fora e focado em pequenas e médias indústrias, chega à Hannover com 250 clientes ativos nos setores moveleiro, alimentício, têxtil, de embalagens, ferramentas, cosméticos e produção de máquinas. Fundada por profissionais que cresceram no chão de fábrica e que acompanharam de perto os gargalos operacionais que a maioria dos sistemas ignoram, a empresa condensa o recorte que o governo federal elegeu como prioridade: levar produtividade às PMEs brasileiras por meio de tecnologia acessível.

A base esquecida da reindustrialização

A Nova Indústria Brasil, política industrial do governo federal com R$300 bilhões em financiamentos previstos até 2026, estabelece como meta digitalizar 90% das indústrias brasileiras. É uma ambição de escala: o parque industrial nacional é formado majoritariamente por PMEs, historicamente deixadas à margem dos grandes movimentos de automação porque o custo e a complexidade dos sistemas tradicionais as excluíam.

“O problema não é a indústria em si, e sim a tecnologia não chegar nela do jeito certo. As PMEs ficaram de fora porque os sistemas eram caros, complexos e distantes da realidade do chão de fábrica. A Sensio nasceu para resolver exatamente isso.” Afirma, Renata Parma, Cofundadora Sensio

O diagnóstico tem respaldo nos dados. O programa Brasil Mais Produtivo, braço de modernização da Nova Indústria Brasil, atendeu 67,5 mil PMEs em dois anos e registrou aumento médio de 28% na produtividade e ganho de 19% em eficiência energética entre as empresas participantes. O Crédito Indústria 4.0 já destinou R$12 bilhões para modernização. A reindustrialização prometida passa, obrigatoriamente, pela base produtiva,  e essa base precisa de software.  Na prática, isso significa fábricas que deixam de perder produção por falta de matéria-prima, passam a planejar compras com antecedência e ganham previsibilidade operacional.

Da pandemia à IA no chão de fábrica

A origem da Sensio se confunde com o diagnóstico que hoje orienta a política industrial brasileira. Durante a pandemia, os fundadores observaram de perto o estresse a que indústrias não digitalizadas foram submetidas: controle de estoque manual, ordens de produção em planilhas, decisões tomadas com dados defasados. O custo dessa opacidade se traduziu em rupturas de estoque, perda de prazos e, em alguns casos, inviabilização de operações inteiras.

A resposta foi um sistema que opera em três frentes: controle de produção com Kanban visual, gestão de estoque com baixa automática e cálculo de necessidades, e otimizações com inteligência aplicada para previsão de demanda, planejamento de reposição, redução de rupturas de estoque e controle fiscal.A IA, que no discurso público costuma aparecer como promessa distante, funciona no ERP da Sensio como camada prática de análise automatizada, transformando o dado bruto da fábrica em decisão acionável pelo gestor. A empresa foi eleita em 2023 uma das dez soluções empresariais mais promissoras da América Latina pela revista norte-americana CIO Review.

“O que estamos levando para Hannover não é uma promessa de futuro, é realidade. A inteligência artificial já está rodando dentro de pequenas e médias fábricas brasileiras, ajudando a prever demanda, organizar produção e evitar desperdício. Isso muda completamente o jogo, porque mostra que inovação industrial não é privilégio de multinacional, ela já está acontecendo na base da indústria.” Comenta, Renata Parma

Tecnologia made in Brazil para a indústria brasileira

A presença da Sensio em Hannover dialoga com uma tese que ganha corpo no debate econômico: reindustrializar o país exige fortalecer a cadeia nacional de tecnologia industrial. Um ERP desenvolvido localmente, que compreende as particularidades fiscais e operacionais das fábricas brasileiras, tende a gerar mais produtividade real do que um software estrangeiro adaptado.

O ambiente macroeconômico ajuda. O Brasil recebeu US$84 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto entre janeiro e novembro de 2025, maior volume da última década, e foi o segundo maior receptor do mundo no período. O país também avançou de 70º para 40º lugar no ranking da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido), sinal de que a indústria brasileira voltou ao radar internacional.

Renata Parma, destaca “O Brasil sempre exportou matéria-prima. Agora começa a exportar inteligência industrial. Estar em Hannover simboliza exatamente isso: não estamos mais só produzindo, estamos construindo a tecnologia que define como a indústria opera.”

Se a primeira fase da reindustrialização é medida pela capacidade de instalar máquinas, a segunda, possivelmente a mais decisiva, será medida pela inteligência que opera essas linhas. E essa camada de inteligência, pela primeira vez em décadas, começa a ser produzida dentro do país, para dentro do país, por empresas que cresceram vendo, de perto, onde a indústria brasileira sangra e onde ela pode acelerar.

Quando a norma da Receita tenta redesenhar a coisa julgada: o que a liminar contra a IN 2.288/2025 revela sobre os limites do poder regulamentar

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Fernándo Silva

Em 13 de abril de 2026, a 10ª Vara Cível Federal de São Paulo concedeu liminar em mandado de segurança coletivo impetrado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), suspendendo a aplicação, em relação aos associados da entidade, das restrições introduzidas pela Instrução Normativa RFB nº 2.288/2025. A juíza federal substituta Mayara de Lima Reis reconheceu que as exigências criadas pela norma extrapolam os limites do poder regulamentar da Administração Tributária e podem configurar restrição não prevista em lei ao alcance subjetivo e temporal de decisões judiciais transitadas em julgado.

A decisão, proferida nos autos do Mandado de Segurança Coletivo nº 5006665-47.2026.4.03.6100, reabre um debate central para empresas que possuem créditos tributários reconhecidos em ações coletivas: até onde a Receita Federal pode regulamentar a habilitação desses créditos, e a partir de que ponto o ato administrativo passa a restringir direitos já assegurados por decisão judicial?

O que a IN 2.288/2025 alterou

Publicada em 10 de novembro de 2025, a Instrução Normativa RFB nº 2.288/2025 alterou dispositivos da Instrução Normativa RFB nº 2.055/2021, introduzindo novos requisitos para a habilitação administrativa de créditos tributários decorrentes de decisões proferidas em mandados de segurança coletivos. Entre as principais mudanças, passou a ser exigida a comprovação individualizada de filiação do beneficiário à entidade autora da ação, na data da impetração. Além disso, o direito creditório foi limitado aos fatos geradores ocorridos após a filiação do contribuinte à entidade.

Na prática, empresas que se associaram ao CIESP ou a outras entidades de classe após o ajuizamento de ações coletivas passariam a ter dificuldade para habilitar créditos já reconhecidos judicialmente. A Receita Federal justificou a medida como alinhamento ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.119, que trata da representatividade em ações coletivas. O CIESP impetrou mandado de segurança coletivo questionando a norma, argumentando que as exigências ultrapassam o poder regulamentar da Administração e afrontam a garantia constitucional da coisa julgada.

“A IN 2.288 é um caso-exemplo do que descrevo no Volume II como triplo desvio do controle de legalidade. A norma cria requisitos que a Lei 9.430/1996 não previu, passa a exigir do contribuinte comprovação que a legislação tributária não demanda, e condiciona a fruição de direito já reconhecido por coisa julgada à filiação prévia à entidade de classe. Quando um ato infralegal faz isso, a hierarquia normativa é relativizada. Isso não é opinião, é o que a Constituição estabelece no artigo 5º, inciso II”, afirma o especialista em Direito Tributário Fernándo Silva, autor de “Controle de Legalidade na Compensação Tributária Federal” (SEQUER SE QUER, 2026).

O que a 10ª Vara Cível Federal decidiu

A decisão da juíza Mayara de Lima Reis enfrentou três questões preliminares suscitadas pela União antes de examinar o mérito. A primeira, sobre ilegitimidade passiva da autoridade impetrada, foi rejeitada sob o argumento de que a IN tem natureza administrativa geral e é aplicável por todas as unidades da Receita. A segunda, relativa à suposta inadequação da via eleita (Súmula 266 do STF, que veda mandado de segurança contra lei em tese), foi afastada ao se reconhecer que a pretensão não era de controle abstrato, mas de afastamento de aplicação diante de risco concreto a direito líquido e certo. A terceira, sobre limitação territorial da eficácia da decisão, foi rejeitada com base em jurisprudência consolidada do STF e do STJ sobre a eficácia subjetiva do mandado de segurança coletivo.

No mérito, a juíza examinou se a Administração Tributária pode, no exercício do poder regulamentar, estabelecer requisitos que impliquem restrição material ao alcance subjetivo e temporal de decisões judiciais transitadas em julgado. A conclusão foi negativa. A decisão fundamentou que o poder regulamentar tem natureza instrumental, limitado pela legalidade administrativa (art. 37 da Constituição Federal) e pelo art. 99 do Código Tributário Nacional, que estabelece que o conteúdo e o alcance dos atos normativos secundários restringem-se aos limites da lei que lhes dá fundamento.

A magistrada também destacou que a limitação temporal imposta pela IN, condicionando o crédito aos fatos geradores posteriores à filiação, não encontra respaldo na legislação tributária nem na jurisprudência consolidada dos tribunais superiores. Citou o AgInt no REsp 1.841.604/RJ, de 22 de abril de 2020, no qual o STJ reafirmou que a eficácia subjetiva da decisão proferida em mandado de segurança coletivo não se limita aos associados previamente identificados na ação. E citou o Tema 1.119 do STF no sentido inverso do que a Receita invocou: para a juíza, o Tema firmou entendimento de que não se exige relação nominal de associados nem comprovação de filiação prévia para execução dos efeitos patrimoniais da decisão coletiva.

“A decisão da 10ª Vara é tecnicamente precisa e chama atenção por um detalhe relevante. A Receita invocou o Tema 1.119 do STF como fundamento para a IN, e a juíza citou o mesmo Tema 1.119 como argumento contrário, porque o STF tratou da eficácia subjetiva do mandado de segurança coletivo de forma ampla, e não restritiva. Essa divergência interpretativa dentro do mesmo precedente mostra que o debate não é se o STF decidiu a favor da Receita ou do contribuinte, e sim como um ato infralegal pode tentar sequestrar a leitura de um precedente para criar restrição que a lei não criou”, explica Silva.

O caso ilustra o triplo desvio em tempo real

No segundo volume de sua série editorial, Silva desenvolve o conceito de triplo desvio do controle de legalidade para descrever o padrão normativo que, segundo o especialista, impacta a compensação tributária no Brasil. O primeiro desvio ocorre quando uma portaria ou instrução contraria a lei. O segundo acontece quando a administração ignora a hierarquia normativa e aplica o ato infralegal como se ele se sobrepusesse à lei. O terceiro se manifesta quando garantias constitucionais do contribuinte são relativizadas por atos infralegais.

“O caso CIESP é o triplo desvio em tempo real. Primeiro, a IN cria exigência que a Lei 9.430/1996 não prevê, comprovação individualizada de filiação com marco temporal anterior à impetração. Segundo, a Receita aplica a norma e passa a indeferir habilitações com base nela, ignorando que a hierarquia normativa não admite esse movimento. Terceiro, ao condicionar a fruição do crédito à filiação prévia, relativiza a garantia constitucional da coisa julgada, prevista no artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição. Quando o Judiciário suspende a IN, está exercendo o controle de legalidade que a Administração deveria ter exercido antes de publicar a norma”, afirma Silva.

Por que o caso importa para empresas com créditos judiciais

A liminar concedida pela 10ª Vara Cível Federal produz efeitos em relação aos associados do CIESP integrantes da categoria representada. Mas o raciocínio jurídico construído pela decisão tem alcance conceitual mais amplo. Outras entidades de classe e empresas individuais que se veem prejudicadas pela IN 2.288/2025 podem invocar os mesmos fundamentos em demandas próprias. Escritórios de advocacia tributária têm registrado aumento da procura por essa via judicial desde a publicação da norma, em novembro de 2025.

O contexto ganha peso adicional às vésperas da reforma tributária. Com a transição entre o sistema atual e o novo modelo de IBS e CBS programada para 2026-2033, o estoque de créditos acumulados de PIS, Cofins, IPI e ICMS precisará ser aproveitado durante a transição. A forma como isso será regulamentado ainda depende de atos infralegais a serem publicados, e o precedente da IN 2.288 acende um alerta sobre o risco de que a regulamentação da transição repita o padrão.

 “O que a IN 2.288 fez no caso das ações coletivas pode ser repetido na regulamentação da transição da reforma tributária. A lógica é a mesma: atos infralegais que, sob aparência de procedimento, criam restrições materiais. Empresas que têm crédito acumulado precisam acompanhar cada ato normativo publicado a partir de 2026, porque é nesse intervalo que novas exigências podem ser criadas. Quem esperar a regulamentação se consolidar vai encontrar portas fechadas. Quem acompanhar o debate pode questionar na origem”, alerta Silva.

Três frentes de atuação para contribuintes

Silva organiza a resposta prática em três frentes complementares. A primeira é o conhecimento técnico, entender exatamente o que a lei permite, o que o ato infralegal exige a mais, e onde está a divergência. A segunda é o planejamento, mapear créditos existentes, documentar a cadeia de filiação à entidade quando houver ação coletiva envolvida, estruturar pareceres jurídicos robustos. A terceira, quando necessária, é a judicialização, buscar no Judiciário a aplicação da lei que a administração não aplica de imediato.

“A decisão do CIESP não é vitória isolada. É sinalização de que o Judiciário está atento e disposto a exercer controle de legalidade sobre atos infralegais que tentem redesenhar direitos já assegurados por coisa julgada. Para o contribuinte, a mensagem é clara, a barreira é informacional e operacional, não jurídica. Empresas que entendem a hierarquia normativa, documentam bem e judicializam quando preciso conseguem preservar seus créditos. Esperar para agir depois que a restrição já se consolidou é sempre mais caro”, conclui o especialista.

Sobre Fernándo Silva

Fernándo Silva é especialista em Direito Tributário, com atuação destacada em compensação tributária federal, e sócio da FS Soluções Tributárias, sediada em Goiânia (GO) e com atuação nacional. Autor de “Compensação Tributária — Fundamentos Constitucionais, Limites Administrativos e Perspectivas Práticas” (Dámais, 2025), “Controle de Legalidade na Compensação Tributária Federal” (SEQUER SE QUER, 2026) e “A Nova Ordem Tributária Nacional” (em produção). Atua em operações de compensação com créditos de terceiros e precatórios em âmbito federal.

Nanotecnologia no agro orgânico: como a AFB AGRO está revolucionando a produção de café na região Norte

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AFB Agro

Quando se fala em inovação no agronegócio brasileiro, a imagem mais comum é a de máquinas autônomas em lavouras de soja no Centro-Oeste ou drones mapeando plantações de cana. Poucas pessoas associam nanotecnologia ao campo, e quase ninguém à produção de café na Amazônia. Mas é exatamente nesse cruzamento improvável que uma das fronteiras mais promissoras da agricultura brasileira está sendo construída.

A nanotecnologia aplicada ao agro envolve o uso de materiais e compostos em escala nanométrica, bilionésimos de metro, para melhorar a eficiência de insumos agrícolas. Fertilizantes de liberação controlada, biodefensivos com nanopartículas que aumentam a absorção pelas plantas e sensores de solo de alta precisão são algumas das aplicações que já saíram do estágio experimental e começam a ser adotadas comercialmente no Brasil, segundo pesquisas da Embrapa Instrumentação e do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

No setor cafeeiro, essas tecnologias têm potencial transformador. O café é uma cultura sensível a variações de solo, clima e manejo, fatores que se tornam ainda mais críticos em regiões não tradicionais de cultivo, como a Amazônia. É nesse cenário que a nanotecnologia encontra sua aplicação mais relevante: permitir que o cultivo em novas fronteiras alcance padrões de qualidade e produtividade competitivos com regiões consolidadas.

A AFB Agro é uma das operações que têm explorado esse território. Segundo, Celso Lucas Martins – Eng. Agrônomo e Gerente de Operações da AFB Agro: “A nanotecnologia nos permite otimizar cada etapa do cultivo orgânico, desde a nutrição do solo até a proteção contra pragas, com uma fração dos insumos convencionais. Além disso, atuamos com tecnologia própria chamada EPT (Energia Potencial da Terra). Para uma operação na Amazônia, onde o equilíbrio ambiental é premissa, isso faz toda a diferença.”

Do ponto de vista econômico, a nanotecnologia tende a reduzir custos de produção no médio prazo. Nanofertilizantes, por exemplo, liberam nutrientes de forma gradual e direcionada, diminuindo desperdício e necessidade de reaplicação

A AFB utiliza nanofertilizantes orgânicos, fósforo natural ativado e nanoadjuvantes agrícolas. Os resultados quantitativos obtidos incluem: redução de até 70% no uso de inseticidas químicos, economia de até 40% em fertilizantes convencionais, redução de 20% a 30% em adjuvantes sintéticos e, o melhor de tudo, redução de até 20% nos custos totais de produção, com aumento de 15% a 25% na produtividade, especialmente do café e do cacau.

A rastreabilidade é outro campo onde a nanotecnologia avança no café. Nanopartículas podem ser incorporadas ao produto em diferentes estágios da cadeia, funcionando como “impressão digital” que permite rastrear a origem do grão desde o campo até a xícara. Para mercados premium e de exportação, onde a certificação de origem é fator de precificação, essa tecnologia representa vantagem competitiva concreta.

“O consumidor internacional quer saber de onde vem o café, como foi produzido e qual o impacto socioambiental. A tecnologia nos ajuda a responder essas perguntas com dados, não com promessas.” Afirma Celso Lucas Martins – Eng. Agrônomo e Gerente de Operações da AFB Agro

O Brasil investe aproximadamente 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. No agro, a transferência de tecnologia de ponta para o campo ainda enfrenta gargalos, desde a falta de escala de produção de nanomateriais até a ausência de regulamentação específica. Mas o ritmo de adoção tem acelerado, impulsionado por startups de agtechs e pela demanda de mercados internacionais por produtos mais eficientes e sustentáveis.

Para a cafeicultura amazônica, a nanotecnologia pode ser o diferencial que viabiliza a competição em escala global. Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir melhor, com menos insumo, mais precisão e rastreabilidade total. É ciência aplicada ao campo, com resultados que estão começando a desafiar o que se achava possível na agricultura brasileira.

O papel do contador na decisão tributária: por que a parceria com especialistas muda o jogo

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Carlos Gago, CEO Trinity Consultoria Tributária

O contador sempre foi o primeiro conselheiro financeiro do empresário brasileiro. É ele quem conhece os números, entende o regime tributário e orienta decisões que impactam diretamente o caixa da empresa. Mas a crescente complexidade da legislação fiscal, com mais de 400 mil normas tributárias publicadas desde a Constituição de 1988, segundo o IBPT, criou um cenário em que mesmo os melhores escritórios contábeis enfrentam dificuldades para acompanhar cada oportunidade de otimização fiscal disponível.

É nesse contexto que surge um modelo de colaboração que está ganhando força no mercado: a parceria entre escritórios de contabilidade e consultorias tributárias especializadas em recuperação de créditos judiciais.

O dilema do contador generalista

O dia a dia de um escritório contábil é consumido por obrigações acessórias, fechamento de balanços, apuração de impostos e atendimento regulatório. Sobra pouco tempo, e estrutura, para analisar teses tributárias, monitorar mudanças jurisprudenciais ou conduzir diagnósticos fiscais aprofundados.

“O contador conhece a empresa melhor do que ninguém. Mas pedir que ele, além de tudo que já faz, também acompanhe a evolução de teses tributárias nos tribunais superiores é irreal. São competências complementares, não concorrentes”, afirma Carlos Gago, CEO da Trinity Consultoria Tributária.

Segundo pesquisa do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), 67% dos escritórios contábeis brasileiros têm até 5 funcionários. Para a maioria deles, montar uma equipe jurídico-tributária interna é inviável economicamente. A alternativa é contar com parceiros especializados que agreguem valor sem competir pelo cliente.

Parceria, não competição

A Trinity Consultoria Tributária opera com um modelo desenhado para fortalecer, não substituir, a relação entre contador e empresário. Na prática, isso significa que a consultoria entra como braço técnico do escritório contábil, nunca como concorrente.

“Nosso principal contato em qualquer empresa é com o contador. Antes de falar com o empresário, sentamos com o escritório contábil, apresentamos o diagnóstico e alinhamos a estratégia. O contador precisa estar confortável e informado, porque é ele quem vai continuar cuidando da empresa no dia a dia”, explica Carlos Gago.

Esse alinhamento prévio serve a dois propósitos: garantir que a estratégia tributária seja compatível com a realidade contábil da empresa e fortalecer o contador como facilitador de uma economia que o cliente não teria acesso de outra forma.

O ganho para o contador

Para o escritório contábil, a parceria com uma consultoria tributária especializada gera benefícios concretos. O primeiro é retenção de clientes: um contador que apresenta ao seu cliente uma oportunidade de economia tributária real, sem custo inicial, via success fee, demonstra proatividade e sofisticação.

“Temos diversos casos em que o contador estava perdendo um cliente insatisfeito com a carga tributária. Quando ele trouxe a solução de créditos judiciais como uma opção concreta, não só reteve o cliente como fortaleceu a relação de confiança”, relata Gago.

O segundo benefício é a capacitação. A Trinity realiza reuniões técnicas e workshops com escritórios parceiros, explicando as teses disponíveis, os procedimentos de compensação e as mudanças regulatórias. O objetivo é que o contador se sinta seguro para recomendar a via tributária aos seus clientes.

Por que contadores estão buscando parcerias com consultorias tributárias

O movimento não é isolado. Com a complexidade crescente da legislação fiscal e a pressão dos clientes por resultados além da conformidade básica, escritórios de contabilidade de todo o Brasil estão buscando parcerias estratégicas com consultorias tributárias especializadas.

“O contador que apresenta ao seu cliente uma solução concreta de economia tributária, com análise técnica, respaldo jurídico e sem custo, muda de patamar. Deixa de ser visto como operacional e passa a ser reconhecido como conselheiro estratégico”, observa Carlos Gago.

A lógica é simples: o empresário confia no contador. Quando a recomendação de revisar a situação tributária vem de quem já cuida dos números da empresa, a receptividade é significativamente maior do que em qualquer abordagem externa. Esse vínculo de confiança transforma o contador em peça central da decisão tributária, e consultorias que entendem isso constroem parcerias de longo prazo em vez de disputar o mesmo cliente.

Como funciona na prática

O processo de parceria segue um fluxo estruturado:

1. Diagnóstico gratuito, a Trinity analisa a carteira do escritório contábil e identifica quais clientes têm potencial de recuperação de créditos. O diagnóstico é feito sem custo.

2. Alinhamento técnico, reunião com o contador para apresentar as oportunidades identificadas, explicar as teses jurídicas e alinhar a abordagem ao empresário.

3. Apresentação em conjunto, a consultoria apresenta a proposta ao empresário junto com o contador, reforçando que a iniciativa partiu do escritório contábil.

4. Execução com success fee, se o empresário aprovar, a Trinity conduz todo o processo de análise e da compensação. A remuneração é exclusivamente sobre o resultado obtido, risco zero para o empresário e para o contador.

“Atendemos com SLA de 24 horas. Quando o contador nos aciona com uma dúvida ou um novo cliente, a resposta é no mesmo dia. Isso é fundamental para que ele confie em indicar nosso trabalho”, conclui Carlos Gago, CEO da Trinity Consultoria Tributária.

Da advocacia à TV nacional: Doutora Ivy Beltran conquista o Brasil no Mundo Empresarial, na RedeTV!

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Arquivo Pessoal

Com mais de 25 anos de atuação na advocacia, a Dra. Ivy Beltran construiu uma carreira sólida e respeitada no segmento aeroportuário, tornando-se referência em direitos trabalhistas voltados a colaboradores dessa área. À frente da Advocacia Beltran, escritório localizado em Guarulhos, ela acumula uma trajetória marcada por inúmeras audiências, resultados expressivos e, principalmente, pela satisfação de seus clientes — um dos pilares que norteiam sua atuação profissional.

“Um dos momentos mais marcantes da minha profissão acontece quando o cliente entra no escritório apreensivo e, algum tempo depois, sai com a notícia de que o trabalho foi bem-sucedido, com o reconhecimento dos seus direitos. Essa é a essência do que eu faço e o que mais me realiza”, destaca.

Esse histórico de sucesso levou a advogada a expandir sua atuação para além dos tribunais. Convidada pela direção do Programa Mundo Empresarial, produção da Global Mídia Digital que há mais de 11 anos apresenta histórias corporativas na televisão brasileira, Ivy passou a compartilhar seu conhecimento com um público ainda mais amplo. O programa tem transmissão nacional pela RedeTV!, aos domingos às 8h30, e pela VTV SBT, às 10h30.

Há dois meses, ela estreou o quadro “Direitos Sem Drama”, criado com a proposta de traduzir o universo jurídico de forma leve, direta e acessível. Fugindo do tradicional “juridiquês”, Ivy apresenta orientações práticas para trabalhadores e empresas, aproximando o direito da realidade do dia a dia. O formato rapidamente conquistou o público — e também a direção do programa.

O sucesso foi tamanho que a advogada acaba de renovar seu contrato para mais um ano com o Mundo Empresarial. A nova fase do quadro promete ainda mais força: nova vinheta de abertura, cenário reformulado e ampliação da presença digital, incluindo o canal do programa no YouTube e as redes sociais da própria especialista.

Paralelamente, Ivy também comanda o podcast “Doutora Ivy Entrevista”, onde recebe personalidades, autoridades e profissionais do direito em conversas mais aprofundadas. O projeto, desenvolvido em parceria com o canal do Mundo Empresarial, amplia seu espaço como comunicadora e fortalece sua missão de democratizar o conhecimento jurídico.

A visibilidade conquistada na televisão abriu novas portas. Em menos de um ano, a advogada também foi convidada a participar do Programa Maravilha, apresentado pela cantora e apresentadora Mara Maravilha, exibido pela Rede Gospel de Comunicação, dentro do quadro “Maravilha é Empreender”.

“Estou muito feliz com essa oportunidade na televisão. Em pouco tempo, surgiram novos convites e isso é fruto de muito trabalho. Hoje tenho a responsabilidade de escolher com cuidado onde atuar, sempre com ética, compromisso com a profissão e respeito à OAB. Estar na TV como comunicadora tem sido uma revelação e um privilégio”, afirma.

Com uma trajetória que une técnica, experiência e comunicação, Dra. Ivy Beltran reforça seu posicionamento como uma profissional que vai além da advocacia tradicional. Seja nos tribunais, na televisão ou no ambiente digital, seu objetivo permanece o mesmo: informar, orientar e transformar vidas por meio do direito.

ExpoCarpina busca recolocar a Mata Norte de Pernambuco no mapa dos negócios do agro

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Divulgação

Em um momento em que o agronegócio brasileiro volta a ganhar tração, feiras regionais têm retomado relevância como plataformas de negócios, reputação e circulação de capital no interior do país. Em 2025, o PIB da agropecuária cresceu 11,7% no Brasil, alcançando R$ 775,3 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária com base no IBGE. Nesse contexto, a ExpoCarpina tenta ampliar sua estatura para além do calendário local e reforçar o papel da Mata Norte pernambucana como polo de articulação do setor.

A movimentação ganha peso adicional em Pernambuco. De acordo com dados reunidos pelo Mapa, o agronegócio responde por cerca de 5% do PIB estadual, o equivalente a mais de R$ 13 bilhões por ano, e envolve aproximadamente 10% da mão de obra ocupada no estado. Em um ambiente em que competitividade, escala regional e presença de mercado se tornam cada vez mais decisivos, eventos agropecuários deixam de ser apenas vitrines setoriais e passam a operar como ativos econômicos e institucionais.

Marcada para acontecer entre 22 e 26 de abril de 2026, no Parque Senador Paulo Guerra, a 47ª ExpoCarpina chega com uma programação voltada à pecuária e ao circuito equestre. Registros de entidades do setor e do calendário oficial de exposições indicam agenda para bovinos, ovinos e cavalos no evento, incluindo a exposição especializada do Mangalarga Marchador entre 23 e 25 de abril e remates previstos dentro da programação da feira.

É nesse reposicionamento que ganha protagonismo o empresário e influenciador Lutz Brito, conhecido como “Boi no Pix”, apontado por interlocutores do evento como um dos nomes mais ativos na mobilização da ExpoCarpina. Sua atuação ajuda a ilustrar uma transformação mais ampla do agro regional: a de que grandes feiras já não dependem apenas da tradição dos parques de exposição ou da qualidade dos remates, mas também da capacidade de construir audiência, engajamento e visibilidade para atrair produtores, investidores e marcas.

Na prática, a estratégia amplia o alcance da feira e reforça um movimento que vem se consolidando em diferentes mercados: o da convergência entre economia real e influência digital. Em vez de se limitar à lógica tradicional de exposição, a ExpoCarpina tenta se apresentar como um ponto de encontro entre liquidez pecuária, relacionamento comercial e ativação de imagem para uma região que busca maior protagonismo econômico dentro do estado.

A estrutura do evento também procura equilibrar duas camadas de interesse. De um lado, estão os leilões e negociações de maior valor agregado, que reúnem criadores e expositores voltados a genética, reposição e visibilidade de plantel. De outro, a feira preserva espaço para negócios locais e para a economia de entorno, numa dinâmica que costuma beneficiar comércio, serviços, logística e fornecedores da cadeia agropecuária. Esse desenho ajuda a explicar por que exposições desse porte seguem relevantes mesmo em um setor cada vez mais digitalizado.

A governança da feira está sob a presidência de Júnior de Val, com João Borba na presidência de honra, além da participação de nomes ligados à operação técnica e à articulação empresarial da região. O objetivo, segundo o desenho apresentado pelos organizadores, é consolidar a ExpoCarpina como uma plataforma de convergência entre tradição pecuária, negócios e influência regional, com capacidade de reunir grandes investidores e produtores de menor escala no mesmo ambiente de circulação econômica.

A base produtiva do estado sustenta essa ambição. Em 2024, Pernambuco registrou 2.653.403 cabeças de bovinos e 133.970 equinos, segundo o IBGE, números que ajudam a dimensionar a importância de eventos voltados à pecuária e ao mercado de animais no estado. Mais do que uma agenda simbólica, a feira se ancora em uma cadeia produtiva concreta, com massa crítica para gerar negócios, networking e projeção regional.

Ao tentar reposicionar Carpina como vitrine da Mata Norte, a ExpoCarpina espelha um movimento mais amplo do agronegócio brasileiro: o fortalecimento de polos intermediários capazes de transformar tradição local em ativo econômico. Para uma região que historicamente busca ampliar sua capacidade de retenção de investimentos, o sucesso da feira passa menos pelo apelo festivo e mais pela habilidade de converter visibilidade em negócios recorrentes, reputação setorial e densidade empresarial.

Longevidade e Emagrecimento Sustentável: O Método que Vai Além da Dieta e Transforma Seu Estilo de Vida

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Dr. Murillo Abdalla

Em um cenário onde dietas restritivas e soluções rápidas dominam o mercado, cresce uma nova consciência: emagrecer de forma definitiva exige mais do que disciplina momentânea exige transformação de estilo de vida.

É exatamente essa a proposta defendida pelo Dr. Murillo Abdalla, especialista em Medicina do Estilo de Vida com formação internacional. Segundo ele, o emagrecimento sustentável não está ligado a fórmulas milagrosas, mas sim à consistência de hábitos que atuam diretamente na saúde metabólica, hormonal e emocional.

“O corpo responde ao ambiente que você cria diariamente. Quando você melhora seus hábitos, o emagrecimento deixa de ser um esforço e passa a ser uma consequência natural”, explica.

A Medicina do Estilo de Vida, abordagem na qual o médico é especializado, é baseada em seis pilares fundamentais: alimentação equilibrada, atividade física regular, sono de qualidade, controle do estresse, relacionamentos saudáveis e abandono de hábitos nocivos. Esses fatores, quando alinhados, não apenas favorecem a perda de peso, mas também reduzem riscos de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade.

Diferente das estratégias tradicionais focadas apenas na estética, esse método atua na raiz do problema: o desequilíbrio do organismo. O resultado é um emagrecimento progressivo, sustentável e, principalmente, duradouro.

Outro ponto importante destacado pelo especialista é o impacto da longevidade. Ao adotar um estilo de vida saudável, o paciente não apenas vive mais, mas vive melhor com mais energia, disposição e qualidade de vida.

“Não se trata de viver mais anos, mas de viver bem durante todos eles. A longevidade precisa vir acompanhada de saúde e autonomia”, reforça.

Essa visão integrativa vem ganhando destaque global por unir ciência, prevenção e qualidade de vida em um único caminho. Mais do que perder peso, trata-se de construir uma rotina que sustente resultados ao longo dos anos.

Em um mundo cada vez mais acelerado, a mensagem é clara: cuidar do corpo deixou de ser uma escolha estética — tornou-se uma estratégia essencial para viver mais e melhor.

DJ e produtor Maddix lança “Favela”, track inspirada em sua primeira viagem ao Brasil e anuncia apresentação em São Paulo

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O DJ e produtor holandês Maddix apresenta ao público seu novo single, “Favela”já disponível em todas as plataformas digitais. A faixa marca um momento especial na carreira do artista, inspirada diretamente em sua conexão com o Brasil – tanto musical quanto culturalmente – e reforça sua capacidade de transitar entre diferentes influências mantendo uma identidade clara e marcante.

Conhecido por sua abordagem que rompe barreiras dentro do techno e do rave, incorporando elementos de Hard House e trance, Maddix construiu uma trajetória sólida no cenário global. Com mais de 500 milhões de streams, cerca de 5 milhões de ouvintes mensais no Spotify e múltiplos #1 no Beatport, o artista segue se consolidando como um dos nomes mais relevantes da música eletrônica atual. Em 2023, lançou seu próprio selo, Extatic (XTTC), ampliando ainda mais seu impacto e moldando um movimento que vem ganhando cada vez mais força internacional, incluindo showcases da gravadora e eventos realizados ao redor do mundo.

Nos últimos anos, sua ascensão o levou aos principais palcos do mundo, incluindo festivais como Ultra Music Festival, EDC, Parookaville e Tomorrowland. Após performances de destaque no palco principal do Tomorrowland e do Ultra Miami, o reconhecimento global de Maddix atingiu um novo patamar, confirmando seu status como um dos artistas mais requisitados da cena eletrônica atual. Ele também se apresentou no palco principal do Tomorrowland Brasil, onde seu set se destacou pela intensidade e pela energia, rapidamente se tornando um dos momentos mais comentados entre os fãs da vertente mais pesada do line-up. Mesclando faixas marcantes como “My Gasoline” e “Heute Nacht” com seleções poderosas voltadas ao universo rave, Maddix entregou uma apresentação marcada por ritmo constante e forte conexão com o público, uma experiência que ele próprio descreveu como tendo uma “energia insana” do começo ao fim. A performance fortaleceu ainda mais sua relação com o público brasileiro e ajudou a inspirar “Favela”.

Na nova faixa, Maddix explora novos elementos sem abrir mão de sua assinatura energética. “Para mim, a track ‘Favela’ representa uma curiosidade genuína. Eu estava indo ao Brasil pela primeira vez e queria criar algo que refletisse isso. Venho de uma base muito ligada à percussão, então mergulhar nesses ritmos brasileiros foi natural e muito divertido. Combinado com um vocal brasileiro, tudo simplesmente se conectou. Ainda é muito o meu som – os synths e a energia estão todos lá -, mas com essas influências percussivas incríveis de outra cultura entrelaçadas. Tocá-la pela primeira vez no Tomorrowland Brasil fez tudo parecer completo”, conta o artista.

O lançamento chega em um momento estratégico, às vésperas de sua volta ao país. Maddix desembarca no Brasil nesta semana para uma apresentação especial na festa MEGA (Make EDM Great Again), que acontece no dia 19 de abril, em São Paulo. Após uma estreia marcante que movimentou a cidade, o evento retorna para seu segundo capítulo com a missão de resgatar a euforia, a união e a energia visceral que definiram a era de ouro da música eletrônica, elevando a experiência a um novo patamar de produção e curadoria – agora sob o comando de Maddix, um dos nomes mais requisitados da cena global.

Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo link: https://www.ingresse.com/m-e-g-a-maddix/

Com “Favela”, Maddix não apenas amplia seu repertório, como também fortalece sua conexão com o Brasil, entregando uma faixa que traduz sua curiosidade artística e sua capacidade de conectar diferentes culturas dentro da música eletrônica, aproximando pistas ao redor do mundo de novas referências rítmicas e emocionais.