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DJ e produtor Maddix lança “Favela”, track inspirada em sua primeira viagem ao Brasil e anuncia apresentação em São Paulo

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O DJ e produtor holandês Maddix apresenta ao público seu novo single, “Favela”já disponível em todas as plataformas digitais. A faixa marca um momento especial na carreira do artista, inspirada diretamente em sua conexão com o Brasil – tanto musical quanto culturalmente – e reforça sua capacidade de transitar entre diferentes influências mantendo uma identidade clara e marcante.

Conhecido por sua abordagem que rompe barreiras dentro do techno e do rave, incorporando elementos de Hard House e trance, Maddix construiu uma trajetória sólida no cenário global. Com mais de 500 milhões de streams, cerca de 5 milhões de ouvintes mensais no Spotify e múltiplos #1 no Beatport, o artista segue se consolidando como um dos nomes mais relevantes da música eletrônica atual. Em 2023, lançou seu próprio selo, Extatic (XTTC), ampliando ainda mais seu impacto e moldando um movimento que vem ganhando cada vez mais força internacional, incluindo showcases da gravadora e eventos realizados ao redor do mundo.

Nos últimos anos, sua ascensão o levou aos principais palcos do mundo, incluindo festivais como Ultra Music Festival, EDC, Parookaville e Tomorrowland. Após performances de destaque no palco principal do Tomorrowland e do Ultra Miami, o reconhecimento global de Maddix atingiu um novo patamar, confirmando seu status como um dos artistas mais requisitados da cena eletrônica atual. Ele também se apresentou no palco principal do Tomorrowland Brasil, onde seu set se destacou pela intensidade e pela energia, rapidamente se tornando um dos momentos mais comentados entre os fãs da vertente mais pesada do line-up. Mesclando faixas marcantes como “My Gasoline” e “Heute Nacht” com seleções poderosas voltadas ao universo rave, Maddix entregou uma apresentação marcada por ritmo constante e forte conexão com o público, uma experiência que ele próprio descreveu como tendo uma “energia insana” do começo ao fim. A performance fortaleceu ainda mais sua relação com o público brasileiro e ajudou a inspirar “Favela”.

Na nova faixa, Maddix explora novos elementos sem abrir mão de sua assinatura energética. “Para mim, a track ‘Favela’ representa uma curiosidade genuína. Eu estava indo ao Brasil pela primeira vez e queria criar algo que refletisse isso. Venho de uma base muito ligada à percussão, então mergulhar nesses ritmos brasileiros foi natural e muito divertido. Combinado com um vocal brasileiro, tudo simplesmente se conectou. Ainda é muito o meu som – os synths e a energia estão todos lá -, mas com essas influências percussivas incríveis de outra cultura entrelaçadas. Tocá-la pela primeira vez no Tomorrowland Brasil fez tudo parecer completo”, conta o artista.

O lançamento chega em um momento estratégico, às vésperas de sua volta ao país. Maddix desembarca no Brasil nesta semana para uma apresentação especial na festa MEGA (Make EDM Great Again), que acontece no dia 19 de abril, em São Paulo. Após uma estreia marcante que movimentou a cidade, o evento retorna para seu segundo capítulo com a missão de resgatar a euforia, a união e a energia visceral que definiram a era de ouro da música eletrônica, elevando a experiência a um novo patamar de produção e curadoria – agora sob o comando de Maddix, um dos nomes mais requisitados da cena global.

Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo link: https://www.ingresse.com/m-e-g-a-maddix/

Com “Favela”, Maddix não apenas amplia seu repertório, como também fortalece sua conexão com o Brasil, entregando uma faixa que traduz sua curiosidade artística e sua capacidade de conectar diferentes culturas dentro da música eletrônica, aproximando pistas ao redor do mundo de novas referências rítmicas e emocionais.

NR-1 e saúde mental nas empresas: como a inteligência emocional corporativa entra de vez na rotina dos pequenos negócios

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José Roberto Marques

A discussão sobre saúde mental no trabalho acaba de mudar de patamar no Brasil. A partir de 26 de maio de 2026, a NR-1 passa a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, o que significa que empresas terão de identificar, avaliar, controlar e documentar situações como sobrecarga, assédio, falhas de comunicação, metas inexequíveis e ausência de apoio da liderança. Em março deste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego publicou um manual para orientar a aplicação prática da regra e reforçou que o tema faz parte da agenda oficial de prevenção e segurança no ambiente corporativo. 

Para os pequenos negócios, o impacto tende a ser especialmente relevante. Dados da RAIS citados pelo próprio MTE mostram que os estabelecimentos com 1 a 4 empregados representavam 2,6 milhões de unidades em 2024, o equivalente a 57,09% do total no país. Em outras palavras, a nova fase da NR-1 para saúde mental nas empresas não atinge apenas grandes corporações com áreas estruturadas de RH. Ela chega ao centro da realidade das micro e pequenas empresas, onde gestão, operação e liderança costumam estar concentradas nas mãos do próprio empreendedor. 

O pano de fundo ajuda a explicar a urgência. Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais e comportamentais, alta de 15,66% em relação a 2024. No plano global, a Organização Mundial da Saúde estima que depressão e ansiedade provocam a perda de 12 bilhões de dias de trabalho por ano, com impacto de US$1 trilhão em produtividade. O que antes podia ser tratado como tema lateral de clima organizacional agora aparece, cada vez mais, como variável econômica. 

É nesse ambiente que ganha novo contexto a trajetória de José Roberto Marques. À frente do IBC desde 2007, ele construiu ao longo de mais de 30 anos uma operação voltada ao desenvolvimento humano, liderança e comportamento, com alcance de mais de 6 milhões de pessoas treinadas, presença em mais de 40 países, mais de 140 mil alunos formados e 110 livros publicados com mais de 15 milhões de vendas. A tese que sustenta seu trabalho há décadas, a de que inteligência emocional corporativa não é adorno, mas infraestrutura de gestão, passa a dialogar de forma direta com a regulação.

“Há 30 anos falo que inteligência emocional não é soft skill, é infraestrutura organizacional. Agora a legislação confirma. A NR-1 não deveria ser novidade para nenhuma empresa que leva a sério sua força de trabalho. Para nós, do IBC, é a validação de décadas de trabalho”, afirma José Roberto Marques.

O ponto central da norma está menos na ideia de oferecer apoio pontual ao colaborador e mais na obrigação de revisar a forma como o trabalho é organizado. O guia do Ministério do Trabalho deixa claro que a gestão dos riscos psicossociais deve começar pela identificação das situações que afetam a saúde mental no ambiente laboral, com uso de instrumentos como avaliação ergonômica preliminar, análise ergonômica do trabalho, observação, questionários e oficinas. Depois disso, a empresa precisa estabelecer plano de ação, responsáveis, cronograma e mecanismos de acompanhamento. O foco, ressalta o governo, não é avaliar a saúde mental individual de cada trabalhador, mas corrigir condições organizacionais que geram adoecimento. 

Esse enquadramento é especialmente importante para quem toca negócios de menor porte. Na prática, a nova exigência empurra o empreendedor para uma pergunta objetiva: a operação está desenhada de um jeito que favorece desempenho sustentável ou produz desgaste contínuo? Quando metas, jornadas, comunicação e liderança passam a ser lidos também como fatores de risco, a fronteira entre gestão de pessoas e gestão do negócio fica menor.

“A NR-1 exige diagnóstico, plano de ação e acompanhamento de riscos psicossociais. Isso é exatamente o que fazemos com empresas há décadas. A diferença é que antes era opcional. Agora é obrigação legal”, diz José Roberto Marques.

Os dados de mercado reforçam essa mudança de percepção. No relatório State of the Global Workplace 2025, a Gallup mostrou que o engajamento global caiu de 23% para 21% em 2024, movimento que custou US$438 bilhões em produtividade. A consultoria também aponta que 70% do engajamento de uma equipe é atribuído ao gestor direto. Para pequenos e médios negócios, isso ajuda a traduzir a discussão: saúde mental no trabalho não depende apenas de benefício, palestra ou campanha interna. Ela passa, sobretudo, pela qualidade da liderança e pela forma como a rotina é estruturada. 

“As empresas que investiram em desenvolvimento emocional antes da NR-1 não terão que correr para se adequar. Já estão prontas. As que ignoraram vão descobrir que o custo de não investir em pessoas é muito maior do que o custo de investir”, afirma.

No fim, a mudança regulatória recoloca um tema antigo em termos novos. Para o pequeno empresário, cumprir a NR-1 não deve significar apenas evitar autuação ou passivo trabalhista. A nova regra sinaliza que organização do trabalho, maturidade emocional da liderança e saúde do ambiente interno passaram a fazer parte da lógica de produtividade. E isso ajuda a explicar por que a inteligência emocional corporativa deixou de ser tratada como repertório desejável para entrar, de vez, na agenda prática de gestão.

GIANA assina “Last Goodbye”, primeiro single em inglês de Gustavo Mioto e comenta bastidores da composição

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Amigos pessoais e parceiros criativos, artistas unem forças em faixa que marca nova fase internacional do cantor

Foto em alta: https://drive.google.com/file/d/1ufSgqJ2_a-B8deJq2ilABjA7F4C7KA0W/view?usp=sharing

A cantora e compositora GIANA participa de um momento marcante na carreira de Gustavo Mioto. Ela é uma das autoras de “Last Goodbye”, primeiro lançamento em inglês do artista, que simboliza sua expansão internacional. A colaboração reforça não apenas a sintonia artística, mas também a amizade pessoal entre os dois, já conhecida no mercado musical e que agora ganha um novo capítulo.

Essa conexão vem sendo construída ao longo dos anos, dentro e fora dos estúdios. Apesar de esta ser a primeira vez que GIANA assina uma composição em um projeto de Mioto, a dupla já acumula um histórico consistente de parcerias. O cantor, inclusive, participa de músicas da carreira da artista, como “Segredo Clichê” e faixas do álbum FELIDIA, incluindo “Amor Tranquilo”, “Não Compensou Eu Te Amar” e “Ex Sozinha”. Juntos, também emplacaram o hit “Vestígios Carnavais”, que soma mais de 4 milhões de plays nas plataformas digitais, evidenciando a força criativa dessa parceria.

“Essa parceria é muito gratificante, porque além da nossa amizade, a gente compartilha ideias e gostos musicais. Só temos a somar na carreira um do outro”, afirma GIANA.

Foi essa sintonia que levou os dois a se encontrarem em uma sessão de composição nos Estados Unidos, onde nasceu “Last Goodbye”. A proposta era criar uma música sobre relações marcadas por idas e vindas, até o momento definitivo do fim. 

O processo criativo da faixa aconteceu de forma muito natural e leve. “A letra e a melodia foram nascendo juntas, tudo foi fluindo ao mesmo tempo”, relembra GIANA. Durante a sessão, a identificação com a interpretação de Gustavo Mioto veio de imediato. Na hora percebemos que combinava com ele. Ele gravou ali mesmo e ficou incrível.”

A experiência internacional também trouxe novas percepções ao processo criativo da artista. “Percebi que eles compõem de formas diferentes de nós aqui no Brasil. Lá fora as músicas são mais simples, mais diretas. Aqui no Brasil a gente gosta de trabalhar com duplo sentido, com mais ‘sacadas’. Foi interessante viver esse contraste”, conta.

Influenciada por estilos como blues, pop e rock internacional, GIANA já tem familiaridade com composições em inglês e reforça que algumas canções pedem naturalmente esse idioma. “Às vezes não funciona traduzir. ‘Last Goodbye’ é um exemplo disso, nasceu para ser em inglês”, diz.

Paralelamente ao trabalho como compositora, GIANA também consolida sua trajetória como cantora, levando aos palcos de todo o país o repertório do álbum Felídia. O show estreou em São Paulo com ingressos esgotados e vem reforçando sua conexão com o público em apresentações marcadas pela intensidade e identidade artística.

A participação de GIANA na faixa reforça sua força como compositora e evidencia a sintonia artística com Gustavo Mioto em um projeto que amplia horizontes e conecta a música brasileira ao cenário internacional.

Roberto Carlos completa 85 anos; veja a lista de músicas mais ouvidas do Rei

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Poucos artistas conseguem traduzir sentimentos de forma tão universal quanto Roberto Carlos. No próximo dia 19, o Rei completa 85 anos — e os números ajudam a explicar o tamanho do fenômeno. Levantamento do ECAD mostra que o artista tem 733 obras e 1.304 gravações cadastradas. 

“É preciso saber viver”, parceria com Erasmo Carlos, lidera o ranking das mais tocadas nos últimos cinco anos. Na sequência aparecem “Além do horizonte” e “Como é grande o meu amor por você”, esta última a mais regravada do artista. 

Entre os intérpretes que mais registraram músicas do Rei estão, além de Erasmo, Maria Bethânia, Wanderléa e Agnaldo Timóteo. 

Na lista de músicas mais tocadas do artista entram ainda “Eu te amo, te amo, te amo”, Nossa Senhora Roberto Carlos, Gatinha manhosa, “Detalhes”, “Esse cara sou eu”, “Emoções” e “Sentado à beira do caminho”.

Foto : Maria Isabel Oliveira – O Globo

Formação de mulheres em elite global expõe lacunas do Brasil em liderança e acesso

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Andréa Campos

Programas internacionais de formação executiva têm se consolidado como espaços estratégicos para acelerar carreiras, ampliar repertórios e preparar lideranças para contextos de alta complexidade. Ao mesmo tempo, evidenciam uma lacuna relevante: o acesso ainda desigual de mulheres brasileiras a esses ambientes.

Embora as mulheres já representem mais de 50% dos formados no ensino superior no Brasil, sua presença em posições de alta liderança ainda é significativamente menor, um contraste que expõe não apenas desafios estruturais, mas também limitações de acesso a experiências formativas de alcance global.

Nesse contexto, iniciativas como as ligadas ao Harvard Negotiation Project, na Harvard Faculty Club e à Universidade Sorbonne revelam diferenças importantes entre o que é oferecido internacionalmente e as oportunidades ainda restritas no Brasil, especialmente no que diz respeito à exposição a ambientes de alta performance intelectual e redes de influência.

Para a executiva Andréa Campos, que também atua como conselheira na formação Theory and Tools of the Harvard Negotiation Project, realizada em Harvard e liderada pela CMI Interser, voltada especialmente para mulheres, essas experiências vão além do conteúdo técnico. Elas desenvolvem pensamento crítico, ampliam a capacidade de atuação em cenários complexos e, sobretudo, conectam profissionais a redes globais que influenciam decisões estratégicas.

“Existe uma intencionalidade clara em preparar mulheres para ocupar espaços de decisão. Não se trata apenas de qualificação, mas de posicionamento estratégico, acesso a redes globais e desenvolvimento de confiança para liderar em ambientes de alta complexidade”, afirma.

No Brasil, apesar dos avanços na formação acadêmica, a trajetória até posições de decisão ainda encontra barreiras relevantes. Entre elas, destacam-se o acesso limitado a programas internacionais, os custos elevados, a baixa exposição a contextos globais e, em muitos casos, a ausência de incentivo estruturado.

Mas há uma dimensão adicional que precisa ganhar protagonismo nessa discussão: a responsabilidade individual sobre a própria trajetória.

Se, por um lado, o apoio institucional é muito importante, por outro, torna-se cada vez mais essencial que as próprias mulheres assumam o planejamento e a condução de suas carreiras. Isso implica intencionalidade, disciplina e investimento contínuo em capacitação, no Brasil e no exterior.

Nesse sentido, a formação deixa de ser episódica e passa a ser estratégica. “Procuro, a cada ciclo, incluir no meu planejamento ao menos uma experiência internacional de aprendizado, mesmo com as minhas limitações de recursos, tempo e idiomas, como forma de ampliar repertório, visão e conexões. Ao mesmo tempo, reconheço o valor do investimento institucional. Tive a oportunidade e o privilégio de participar de uma formação em Portugal com apoio integral da empresa, um investimento relevante, que reflete confiança e compromisso com o desenvolvimento de lideranças”, afirma Andréa.

Ampliar repertório deixa de ser diferencial e passa a ser condição. Expor-se a diferentes contextos, acessar conteúdos de excelência e construir redes qualificadas são movimentos que impactam diretamente a capacidade de decisão e a ocupação de espaços estratégicos no longo prazo.

“O Brasil forma boas profissionais, mas ainda oferece pouco acesso e, muitas vezes, pouca intencionalidade para experiências que conectem essas mulheres a uma elite intelectual global”, destaca.

Outro aspecto relevante é o papel de iniciativas voltadas exclusivamente para mulheres, que criam ambientes seguros para troca, fortalecimento e construção coletiva de soluções. “Quando mulheres aprendem juntas, compartilham desafios e constroem caminhos, o impacto é exponencial. Isso transforma não apenas trajetórias individuais, mas ecossistemas inteiros”, afirma.

Esse debate ganha ainda mais relevância em um momento em que diversidade e inclusão deixaram de ser apenas pautas sociais e passaram a integrar a agenda estratégica de empresas e instituições. A formação de lideranças femininas com visão global torna-se, portanto, um diferencial competitivo e não apenas um ideal.

Investir em si mesma, na própria formação e na construção de repertório, não é um caminho simples. Exige escolhas, disciplina e, muitas vezes, renúncias. Mas é um investimento que ninguém pode retirar. Conhecimento e capital intelectual são ativos permanentes, que geram segurança, ampliam possibilidades e sustentam novos ciclos de crescimento.

E há, nesse movimento, uma dimensão que vai além do individual. Quanto mais mulheres se fortalecem, mais ampliam sua capacidade de influência, de contribuição e de impacto. Crescer, nesse contexto, não é apenas avançar, é também reverberar, compartilhar e contribuir para uma sociedade mais preparada, mais justa e mais consciente.

No fim, investir em si mesma é mais do que construir carreira. É expandir possibilidades, abrir caminhos e transformar o que antes parecia inalcançável em algo concreto, compartilhável e capaz de impactar muitas outras trajetórias.

Sobre Andréa Campos

Atualmente, Diretora de Processos, Qualidade e Experiência do Cliente em uma das líderes no mercado brasileiro de telecomunicações, com trajetória executiva em varejo, tecnologia, consultoria e telecomunicações.

Possui formação multidisciplinar e vivência sólida em Projetos, Marketing, Recursos Humanos, Gestão da Qualidade Total, Sistemas de Gestão, Neurociências, Processos, Negociação, Experiência do Cliente e Inteligência Artificial, com passagens por instituições de referência como FAAP, FGV, PUC, FIA, Harvard Faculty Club / CMI e Universidade Sorbonne.

É Conselheira da formação Theory and Tools of Negotiation, do Harvard Negotiation Program, iniciativa exclusiva para mulheres de países de língua portuguesa, e Conselheira do Law & Liberty Society Brasil. É coautora do livro “Mulheres em Telecom” e Embaixadora do Hub Amor pela Vida, iniciativa do IDELB, e diplomata civil humanitária pelo Jethro International.

Alta do boi gordo ganha força e acende alerta para novo ciclo de valorização no agro

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O mercado do boi gordo voltou a registrar valorização consistente nesta semana, com negócios alcançando até R$ 360 por arroba em Goiás e R$ 377 em São Paulo, patamares considerados recordes recentes. O movimento reflete uma combinação de fatores que vêm sustentando os preços em diversas regiões produtoras do país e já chama a atenção de agentes do setor.

Um dos principais vetores dessa alta é o encurtamento das escalas de abate. Em várias praças pecuárias, frigoríficos operam com programações mais curtas, o que aumenta a disputa por animais prontos para o abate e dá sustentação às cotações no mercado físico.

Ao mesmo tempo, a demanda segue aquecida. As exportações, especialmente para a China, continuam em ritmo elevado, garantindo o escoamento da produção brasileira. No mercado interno, mesmo diante de preços mais altos, o consumo tem mostrado resiliência, sobretudo nos cortes de maior giro, contribuindo para o equilíbrio da cadeia.

Outro ponto que começa a entrar no radar é o comportamento da oferta. Há indícios de redução no abate de fêmeas, movimento que historicamente antecede mudanças no ciclo pecuário. Esse cenário pode sinalizar uma transição para um período de menor disponibilidade de animais, o que tende a reforçar o viés de alta no médio prazo.

Para o consultor financeiro e zootecnista Fabiano Tavares, o atual cenário reúne elementos clássicos de uma virada de ciclo no mercado pecuário. “Quando a gente observa escalas encurtadas, exportações firmes e uma possível retenção de fêmeas, estamos diante de sinais claros de ajuste na oferta. Isso normalmente antecede um período de valorização mais consistente da arroba”, afirma.

Segundo ele, o comportamento do produtor também deve ser determinante nos próximos meses. “Se o pecuarista começa a segurar matriz e reduzir o volume ofertado, o mercado naturalmente reage. E com a demanda externa ainda forte, o Brasil continua muito competitivo, o que sustenta esse movimento de alta”, destaca.

Apesar do cenário positivo, Tavares pondera que o mercado ainda exige atenção. “É um momento favorável, mas que precisa ser acompanhado de perto. O consumo interno e o ritmo das exportações serão decisivos para manter esses preços em patamares elevados. Qualquer oscilação nesses fatores pode trazer ajustes”, explica.

O atual contexto é visto por analistas como um possível ponto de inflexão no ciclo pecuário brasileiro, indicando que a fase de baixa pode estar ficando para trás. Caso os sinais se confirmem, o setor pode entrar em um novo período de maior firmeza nos preços, impactando diretamente as estratégias de produção e comercialização no campo.

Jonathas Groscove e a virada do publipost: de prática informal a estratégia milionária no Brasil

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Muito antes do mercado de influenciadores digitais ganhar estrutura e relevância no Brasil, Jonathas Groscove, empresário e publicitário, já enxergava o potencial de uma prática que hoje movimenta milhões: o publipost. “Eu percebi cedo que a influência não era apenas exposição, mas uma ferramenta capaz de gerar resultados reais para as marcas”, diz Jonathas. Em uma época em que parcerias entre marcas e criadores aconteciam de forma intuitiva e sem planejamento estratégico, ele apostou na construção de valor por trás da influência.

Publicitário e empresário, Jonathas foi um dos primeiros a entender que visibilidade sozinha não sustentaria o crescimento desse mercado. “Minha ideia sempre foi transformar atenção em valor. Não basta ter alcance, é preciso conectar estratégia à narrativa e à percepção de marca”, explica. Sua atuação foi além da intermediação: ele desenvolveu uma abordagem baseada em posicionamento, narrativa e alinhamento de expectativas, conceitos que hoje são considerados essenciais dentro do marketing de influência.

Ao longo de sua trajetória, o profissional se conectou com diferentes perfis de criadores, de talentos em ascensão a nomes já consolidados, sempre com um objetivo claro: transformar alcance em resultado real de negócio. “Cada campanha que estruturamos era pensada para gerar impacto mensurável, não apenas cliques ou likes”, afirma. Esse olhar estratégico contribuiu para tirar o publipost de um espaço informal e levá-lo para um ambiente mais estruturado, com métricas, entregas e planejamento.

“Quando se trabalha influência com estratégia, não estamos apenas vendendo espaço, mas construindo percepção de marca”, reforça Jonathas, destacando a importância de profissionalizar o setor desde a base.

Hoje, em um cenário onde o marketing de influência se tornou peça-chave para empresas de diferentes portes, a trajetória de Jonathas Groscove ganha ainda mais relevância. “O mercado amadureceu, mas ainda vejo espaço para inovação. Quem entende de estratégia e consistência sai na frente”, conclui. Sua visão antecipada não apenas acompanhou o crescimento do mercado, mas ajudou a moldar a forma como marcas e influenciadores se relacionam, mostrando que atenção sem estratégia é só ruído.

Sobre Jonathas Groscove

Jonathas Groscove é um influenciador digital, publicitário e empresário brasileiro conhecido por sua forte presença nas redes sociais e por defender valores como empatia, superação e conexões humanas no ambiente de negócios. Atuando no marketing digital, ele ganhou destaque com campanhas e cases de sucesso voltados à representatividade e à inovação, tornando-se uma figura reconhecida entre jovens empreendedores.

Gospel ganha escala no Brasil e entra no radar estratégico das marcas

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Gledson Nunes

O mercado gospel brasileiro deixou de ser um nicho e passou a ocupar uma posição relevante dentro da indústria cultural e do marketing. Atualmente, o segmento já figura como o segundo gênero musical mais consumido do país, impulsionado por um crescimento consistente de público e por um alto nível de engajamento.

Nos últimos anos, a expansão do gospel foi acelerada pela digitalização do consumo de música e pelo avanço das plataformas de streaming, que ampliaram o alcance de artistas e conteúdos. Ao mesmo tempo, a força das comunidades religiosas e a presença crescente de influenciadores ligados ao segmento contribuíram para consolidar um ecossistema que vai além da música.

Hoje, o gospel reúne eventos de grande porte, produções audiovisuais, criadores de conteúdo e uma base fiel de consumidores, formando um ambiente atrativo para marcas em busca de conexão qualificada com o público.

Esse cenário tem chamado a atenção de empresas de diferentes setores, que começam a direcionar investimentos para o segmento. As iniciativas vão desde parcerias com artistas e influenciadores até o desenvolvimento de conteúdo proprietário, patrocínio de eventos e ativações em plataformas digitais.

Para o empresário Gledson Nunes, à frente de uma das principais agências de relações públicas do mercado gospel no Brasil e responsável pela comunicação de alguns dos maiores nomes do gênero no país, esse movimento é consequência direta da popularidade e da capilaridade do segmento.

“O gospel hoje alcança todas as classes sociais e possui uma presença consistente em diferentes regiões do Brasil. Isso cria um ambiente favorável para que marcas se conectem com esse público de forma estratégica e com alto potencial de engajamento”, afirma.

Segundo ele, o mercado já apresenta maturidade suficiente para sustentar projetos mais estruturados e de longo prazo, acompanhando a evolução do próprio comportamento do consumidor.

“Nós buscamos essa aproximação porque entendemos que as marcas também têm um papel na promoção de valores positivos. O gospel está diretamente conectado a princípios como propósito, fé e construção de uma sociedade mais saudável. Ao se associarem a esse universo, as empresas não apenas ampliam seu alcance, mas também contribuem para o desenvolvimento de pessoas e comunidades mais conscientes e equilibradas”, diz.

Especialistas avaliam que o avanço do gospel acompanha uma transformação mais ampla no perfil do consumidor brasileiro, cada vez mais orientado por identidade, valores e propósito. Nesse contexto, o segmento passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de mídia, mas como um território estratégico para construção de marca.

A combinação entre escala, engajamento e conexão emocional coloca o gospel em uma posição singular dentro do mercado, consolidando o segmento como uma das principais frentes de crescimento para empresas que buscam relevância cultural e proximidade com o público.

Telecom, energia e academias: o que negócios multissetoriais revelam sobre o novo perfil de liderança empresarial

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Willian Rezende

A forma de empreender no Brasil vem passando por uma transformação relevante. Em vez de concentrar sua atuação em um único setor, uma nova geração de empresários tem construído presença em diferentes frentes da economia, combinando escala, diversificação e influência em mercados distintos. Nesse cenário, a liderança deixa de ser apenas operacional e passa a ser também estratégica, conectada à capacidade de estruturar ecossistemas.

É nesse contexto que a trajetória de Willian Rezende ganha destaque. Um dos nomes mais relevantes do setor de telecomunicações no Centro-Oeste, ele é sócio da Allrede Telecom, empresa que, segundo informações públicas da própria companhia e registros de mercado, opera em mais de 70 cidades, reúne mais de 200 mil assinantes B2C e mantém ainda uma carteira corporativa com milhares de clientes. A companhia também foi reconhecida em 2025 como destaque do prêmio Abrint na categoria de provedores entre 50 mil e 200 mil acessos, consolidando sua presença entre as operações regionais mais relevantes do país. 

Os números reforçam a dimensão da operação. Em consulta empresarial pública, uma filial da Allrede aparece com faturamento anual estimado entre R$ 200 milhões e R$ 3050 milhões, o que ajuda a dimensionar a força econômica associada à marca, ainda que o dado seja cadastral e não substitua um balanço consolidado auditado. A Allrede também é descrita em seus canais institucionais como a maior empresa de telecomunicações do Centro-Oeste e uma das referências nacionais do setor.

O controle da companhia foi recentemente adquirido pela Brasil TecPar, e passa a fazer parte de um conglomerado com mais de 1,5 Milhão de assinantes e 6.000 funcionários que rompe a geografia do Centro-oeste e se torna uma das operadoras mais valiosas do Brasil em Telecomunicações.

Mas o alcance de Willian Rezende vai além da conectividade. Sua atuação também passa pelo setor de tecnologia, com empresas ligadas a rastreamento veicular, eletropostos para carros elétricos e startups ligadas à inteligência de dados, desenhando um perfil de empresário que não enxerga negócios como ilhas isoladas, mas como partes de uma lógica maior de integração e expansão. Essa visão multissetorial ajuda a explicar por que sua presença vem ganhando peso como símbolo de construção de longo prazo.

No setor fitness, Willian também atua por meio da rede World Gym. Em bases públicas consultadas, foram identificadas ao menos 20 unidades da marca: com unidades em Brasília, no Distrito Federal, e outras regiões do país, inclusive em São Paulo. Os registros mostram a presença de Willian Rezende como sócio nas estruturas empresariais ligadas às unidades, o que reforça a leitura de um empreendedor que opera em diferentes territórios de consumo e relacionamento com o público.

A combinação entre telecomunicações, energia e academias revela mais do que diversificação de portfólio. Ela aponta para um novo perfil de liderança empresarial, menos dependente de um único mercado e mais orientado à construção de presença, relevância e impacto em diferentes camadas da economia. Em telecom, a lógica é infraestrutura e escala; em energia, inovação e visão de futuro; no fitness, comunidade, rotina e transformação concreta na vida das pessoas.

Nesse sentido, a atuação de Willian Rezende ilustra uma mudança de mentalidade que vem se tornando cada vez mais evidente no empresariado brasileiro: a de líderes que deixam de ser apenas donos de empresas para se tornarem construtores de ecossistemas. Mais do que crescimento pontual, o que se observa é a busca por estruturas capazes de atravessar setores, gerar impacto econômico e sustentar relevância no longo prazo.

“Deficiências invisíveis” afetam aprendizagem: 1 em cada 10 alunos pode ter problema de visão ou audição não diagnosticado

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Nem sempre uma criança que não acompanha a aula, se distrai com facilidade ou apresenta queda no rendimento escolar está lidando com um problema de comportamento ou aprendizagem. Em muitos casos, a dificuldade começa antes mesmo disso: na forma como ela enxerga e escuta.

Uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade de Stanford aponta que 1 em cada 10 alunos brasileiros apresenta as chamadas “deficiências invisíveis”, como baixa visão e perdas auditivas leves que não são diagnosticadas no ambiente escolar. O impacto é direto, essas crianças passam a aprender com lacunas, sem acesso completo às informações dentro da sala de aula.

O dado chama atenção para um problema pouco discutido, mas frequente. Diferente de outras condições mais evidentes, essas alterações não costumam ser percebidas facilmente por professores ou familiares. E, justamente por isso, acabam sendo interpretadas como desatenção, desinteresse ou dificuldade cognitiva.

Para o oftalmologista Dr. Hallim Féres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da Prisma Visão, a baixa visão na infância ainda é subdiagnosticada e, muitas vezes, silenciosa. “Muitas crianças não conseguem expressar que estão com dificuldade. Elas compensam, se aproximam dos objetos, memorizam conteúdos. Sem triagem visual sistemática nas escolas, esses casos passam despercebidos”, explica. 

Na rotina, alguns sinais podem indicar que algo não vai bem: aproximar o rosto de livros e telas, apertar os olhos, reclamar de dor de cabeça ou apresentar dificuldade para copiar da lousa. O problema é que, quando não identificado, o impacto vai além da visão. “Prejudica leitura, escrita e atenção sustentada. Muitas vezes, essas crianças acabam sendo encaminhadas com suspeita de déficit de atenção ou dificuldade cognitiva, quando o problema é visual”, afirma. 

O tempo de diagnóstico também pesa. Segundo o especialista, há momentos-chave para avaliação, como o primeiro ano de vida, a fase pré-escolar e antes da alfabetização. Em casos como a ambliopia, a chamada “visão preguiçosa”, a janela de tratamento é limitada. “Se não identificada precocemente, a recuperação da visão pode ser comprometida após os oito anos”, alerta.

A audição segue a mesma lógica silenciosa. A Dra. Roberta Pilla Otorrinolaringologista membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) explica que perdas auditivas leves ou moderadas costumam passar despercebidas porque a criança ainda responde a estímulos sonoros no dia a dia.

“O problema aparece principalmente em ambientes com ruído, como a sala de aula. A criança ouve, mas não compreende completamente. Ela perde partes da fala, e isso compromete o entendimento”, explica. 

Na prática, o quadro pode se manifestar como dificuldade para acompanhar instruções, necessidade de repetição, respostas fora de contexto e queda no rendimento escolar.

Situações comuns da infância também podem interferir nesse processo. Otites de repetição, por exemplo, podem causar perdas auditivas temporárias, mas frequentes, justamente em uma fase importante para o desenvolvimento da linguagem.

Esse padrão é reforçado pelo otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Segundo ele, a criança muitas vezes escuta, mas de forma incompleta.

“Ela acompanha em ambientes silenciosos, mas começa a perder partes importantes da fala em situações reais, como a sala de aula. Não é que não escute, ela escuta pela metade”, explica. 

Esse esforço contínuo para tentar compreender o que foi dito também cobra um preço. “É um esforço grande para completar a informação. Isso cansa e pode aparecer como desatenção ou desinteresse”, afirma. 

Entre os sinais que merecem atenção estão pedidos frequentes de repetição, aumento do volume de dispositivos eletrônicos e dificuldade em seguir instruções em grupo.

Quando o ouvido escuta, mas o cérebro não processa

Mesmo quando não há perda auditiva, a dificuldade pode estar em outra etapa do processo: a interpretação do som. A fonoaudióloga infantil Adriana Fiore explica que algumas crianças escutam normalmente, mas têm dificuldade para processar as informações. “Ouvir não garante compreensão. Em ambientes com muito estímulo, como a sala de aula, a criança pode não conseguir organizar e interpretar o que escuta”, afirma. 

Isso afeta diretamente habilidades importantes para o aprendizado, como memória auditiva, compreensão de comandos e organização da linguagem.

“Muitas dessas crianças são vistas como dispersas ou desatentas, quando na verdade têm dificuldade de decodificar a informação auditiva”, explica. 

O impacto aparece com mais força na alfabetização. A aprendizagem da leitura e da escrita depende da percepção e organização dos sons da fala e qualquer falha nesse processo pode comprometer o desenvolvimento escolar.

Diante desse cenário, especialistas reforçam que o maior desafio ainda é tornar essas dificuldades visíveis. “Nem toda dificuldade escolar é cognitiva ou comportamental. Muitas vezes existe uma barreira sensorial silenciosa por trás”, resume Dra. Roberta Pilla. 

A solução passa por um olhar mais atento, tanto da escola quanto da família, e por avaliações periódicas que permitam identificar precocemente alterações na visão e na audição. No fim, aprender também depende de algo básico e muitas vezes negligenciado: conseguir ver e ouvir bem.