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Neste Dia dos Pais, Wyndham São Paulo Ibirapuera convida famílias a presentearem com presença

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Hotel oferece 12% de desconto para pais e filhos viverem uma experiência especial em uma das quatro suítes temáticas do Snoopy; celebração coincide com o aniversário do personagem, em 10 de agosto

Em meio à rotina acelerada, aos compromissos e às agendas cada vez mais preenchidas, estar verdadeiramente presente tornou-se um dos presentes mais valiosos que pais e filhos podem compartilhar. Inspirado por essa ideia, o Wyndham São Paulo Ibirapuera Convention Plaza Hotel preparou uma condição especial para o final de semana do Dia dos Pais, convidando as famílias a transformarem a data em uma experiência marcada por convivência, afeto e novas memórias.

Durante o período, pais que se hospedarem com seus filhos em uma das quatro suítes temáticas do Snoopy terão 12% de desconto na diária. A condição especial é válida para as acomodações Clássico, Aviador, Astronauta e Escoteiro, desenvolvidas para transportar hóspedes de diferentes gerações ao universo imaginativo de um dos personagens mais conhecidos da cultura pop.

Mais do que quartos decorados, as suítes foram concebidas como experiências imersivas. Cada uma retrata uma das facetas de Snoopy: o personagem clássico, o aviador que enfrenta aventuras em sua imaginação, o astronauta que explora novos mundos e o escoteiro acompanhado de Woodstock. O projeto tornou o Wyndham São Paulo Ibirapuera o primeiro hotel da América Latina a estabelecer uma parceria oficial com a marca Snoopy.

A proposta da campanha parte de uma reflexão simples: roupas e objetos fazem parte das celebrações, mas são os momentos compartilhados que tendem a permanecer na memória das famílias. Uma noite fora de casa, o café da manhã sem pressa, as brincadeiras entre pais e filhos e a descoberta conjunta dos detalhes de uma suíte temática transformam a hospedagem em uma oportunidade de desacelerar e fortalecer vínculos.

“Vivemos um tempo em que as pessoas têm muitos compromissos, mas nem sempre conseguem estar inteiramente presentes umas para as outras. Neste Dia dos Pais, queremos lembrar que uma experiência compartilhada pode ter um significado muito maior do que um presente material. Nossa proposta é oferecer um ambiente em que pais e filhos possam se divertir, conversar, descansar e construir lembranças que continuarão com eles depois da hospedagem”, afirma Marc Balanger, diretor-geral do Wyndham São Paulo Ibirapuera Convention Plaza Hotel.

A experiência foi pensada tanto para famílias que vivem na capital paulista e desejam realizar uma pequena pausa na própria cidade quanto para hóspedes de outras regiões interessados em aproveitar São Paulo durante o final de semana. Localizado em Moema, o hotel está próximo ao Parque Ibirapuera, ao Shopping Ibirapuera, à estação Eucaliptos do metrô e a diferentes opções de lazer e gastronomia. O empreendimento possui cerca de 600 acomodações, restaurantes, bar, piscina e estrutura destinada a receber viagens de lazer, negócios e eventos.

A celebração ganha um significado adicional em 2026. O Dia dos Pais será comemorado no Brasil em 9 de agosto e, no dia seguinte, 10 de agosto, Snoopy celebra mais um aniversário. A data é reconhecida oficialmente pela Peanuts como o aniversário do personagem, criando uma coincidência especialmente oportuna para que pais e filhos comemorem juntos em um ambiente inteiramente inspirado em suas aventuras. Criado por Charles M. Schulz, Snoopy atravessou gerações com histórias que combinam imaginação, humor, amizade e sensibilidade. Essa capacidade de estabelecer conexões com adultos e crianças é um dos elementos centrais da experiência oferecida pelas suítes.

“Poucos personagens conseguem despertar afeição em tantas gerações. Muitos pais cresceram acompanhando Snoopy e agora podem apresentar esse universo aos seus filhos. Essa troca entre gerações está totalmente conectada ao que buscamos proporcionar: experiências que criem vínculos emocionais e façam com que a hospedagem seja lembrada não apenas pela estrutura, mas pelo que a família viveu junta”, acrescenta Marc Balanger.

A iniciativa integra a estratégia do Wyndham São Paulo Ibirapuera de transformar a hospedagem em uma jornada que ultrapasse os serviços tradicionais de hotelaria. Nos últimos anos, o empreendimento vem ampliando investimentos em gastronomia, lazer, bem-estar, atendimento e projetos voltados a diferentes perfis de hóspedes. Esse movimento também se reflete na avaliação do público. O hotel alcançou o grupo dos cinco hotéis mais bem avaliados de São Paulo no Tripadvisor, resultado associado à evolução da experiência oferecida e ao trabalho desenvolvido pelas equipes.

Serviço

Experiência de Dia dos Pais nas suítes do Snoopy

Local: Wyndham São Paulo Ibirapuera Convention Plaza Hotel
Endereço: Avenida Ibirapuera, 2.927 – Moema, São Paulo
Benefício: 12% de desconto para pais hospedados com os filhos em uma das suítes temáticas

Suítes participantes: Clássico, Aviador, Astronauta e Escoteiro

Central de Reservas: (11) 5091-2330 | WhatsApp: (11) 94011-5002
reservas@wyndhamspibirapuera.com.br
Wyndham São Paulo Ibirapuera Convention Plaza Hotel

Condição: oferta sujeita à disponibilidade e às regras da tarifa promocional

ONG Bom Samaritano desenvolve ações voltadas à saúde mental em Santo André

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A ONG Bom Samaritano desenvolve ações voltadas ao atendimento psicológico e ao cuidado com a saúde mental em Santo André. A iniciativa tem como objetivo oferecer acolhimento e suporte para pessoas que buscam acompanhamento nessa área.

Fundada pelo Sargento Lobo, a organização faz parte de uma trajetória ligada ao serviço público e ao trabalho social. Antes da atuação política, ele construiu carreira na área da segurança pública, onde participou de iniciativas relacionadas à Polícia Comunitária, modelo que busca aproximar moradores e agentes de segurança por meio do diálogo e da cooperação.


A experiência na área de segurança também esteve ligada a ações de integração entre comunidade e forças policiais, com foco em prevenção e participação da população na construção de soluções para questões relacionadas à segurança.

Além do trabalho desenvolvido pela ONG, Sargento Lobo atualmente exerce mandato como vereador em Santo André, participando das atividades legislativas e de debates relacionados a temas de interesse do município, incluindo segurança pública, saúde e políticas sociais.

Na área social, a ONG Bom Samaritano atua com iniciativas voltadas à saúde mental, uma pauta que ganhou maior atenção nos últimos anos diante do aumento da procura por atendimento psicológico e pela necessidade de ampliar espaços de acolhimento.

A atuação reúne experiências nas áreas de segurança pública, trabalho social e participação na vida pública do município.

Na era da IA, empresas precisam ser compreendidas também por máquinas, diz LAQI

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Daniel Maximilian Da Costa, founder e CEO do Latin American Quality Institute

Informação estruturada e evidências verificáveis ganham peso nas decisões

O que uma inteligência artificial consegue entender e comprovar sobre uma empresa? A pergunta começa a ganhar espaço em um cenário no qual sistemas automatizados já participam de etapas relevantes de análise, comparação e apoio à decisão no ambiente de negócios. Nesse contexto, organizações que não estruturam suas informações correm o risco de se tornarem pouco visíveis, e não por falta de prática, mas por ausência de evidência acessível.

Ferramentas baseadas em IA vêm sendo incorporadas a processos como seleção de fornecedores, avaliação de risco e análise de desempenho. Esses sistemas não substituem integralmente o julgamento humano, mas ampliam a necessidade de dados claros, rastreáveis e comparáveis. A mudança altera a lógica da transparência, em que empresas, mais do que comunicar, passam a precisar organizar informações de forma que possam ser interpretadas também por máquinas.

O movimento ocorre em paralelo a transformações regulatórias e técnicas. No Brasil, por exemplo, a Comissão de Valores Mobiliários reformulou regras de divulgação de sustentabilidade, enquanto o Banco Central mantém exigências específicas para instituições financeiras. O eixo da discussão deixa de ser apenas reputação e passa a envolver infraestrutura de informação.

Apesar desse avanço, há uma diferença entre grandes corporações e pequenas e médias empresas. Enquanto companhias de maior porte já produzem relatórios estruturados e bases públicas de dados, muitas PMEs mantêm práticas consistentes sem registros organizados. O resultado é um descompasso entre o que é feito e o que pode ser efetivamente analisado por sistemas digitais.

Para descrever essa lacuna, o Latin American Quality Institute (LAQI) utiliza o conceito de legibilidade institucional. A ideia parte da capacidade de uma organização tornar suas práticas, compromissos e resultados compreensíveis tanto para pessoas quanto para tecnologias. “Uma organização pode fazer muita coisa certa no mundo real e, ainda assim, ser quase ilegível no ambiente digital”, afirma Daniel Maximilian Da Costa, founder e CEO da LAQI. “A inteligência artificial não cria esse problema, mas torna mais evidente a diferença entre o que existe e o que pode ser comprovado”, complementa.

Segundo ele, a questão vai além da comunicação. “A confiança passa a depender da organização das evidências. Não basta dizer, é preciso estruturar, contextualizar e permitir verificação”, afirma. A proposta, segundo o executivo, é transformar práticas empresariais em informação consistente, capaz de ser analisada em diferentes contextos.

 

Organização em quatro dimensões

Uma das aplicações desse conceito é a LAQI Q-ESG Certification, que organiza a maturidade das empresas em quatro dimensões: Qualidade, Ambiental, Social e Governança, com base em 20 indicadores. O modelo prevê critérios objetivos de avaliação, análise de riscos e exigência de evidências mínimas verificáveis, com o objetivo de estruturar informações de forma comparável. O framework da LAQI Q-ESG Certification está disponível publicamente para consulta.

O sistema inclui, ainda, uma camada pública de verificação. Registros individuais podem ser acessados por meio de um registro público verificável com autenticação em blockchain. O recurso garante a integridade do registro de emissão, mas não substitui auditorias independentes ou validações externas das práticas. Mais detalhes sobre o funcionamento do modelo estão disponíveis na política de transparência da LAQI.

Um exemplo é a GBMX, antiga Greenbrier Maxion, companhia do setor ferroviário que se apresenta como a maior da América do Sul. A empresa possui registro Q-ESG público e verificável. O certificado, emitido antes da mudança de marca, permanece disponível com dados estruturados e autenticação digital, permitindo consulta sobre o ciclo vigente.

No modelo adotado pela LAQI, a certificação funciona como base técnica para organização das informações, enquanto reconhecimentos institucionais decorrem de critérios e trajetória. A distinção busca separar a estrutura de evidências de iniciativas de valorização de marca.

“Com a ampliação do uso de inteligência artificial em fluxos corporativos, a forma como empresas registram e disponibilizam suas informações tende a ganhar relevância estratégica. Nesse cenário, a capacidade de transformar práticas em dados compreensíveis e verificáveis deixa de ser diferencial e passa a integrar as condições básicas de competitividade”, finaliza Da Costa.

Dia dos Pais: restaurante em SP apresenta uma experiência gastronômica inspirada na Amazônia

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Imagens: Divulgação Namazônia

Comemorar o Dia dos Pais pode ser também uma oportunidade para descobrir uma cozinha que ainda permanece pouco explorada na capital paulista. Em uma cidade conhecida pela diversidade gastronômica, a culinária amazônica segue despertando curiosidade por reunir ingredientes, técnicas e receitas que carregam séculos de tradição e revelam uma das identidades culinárias mais ricas do país.

Entre os endereços dedicados exclusivamente aos sabores da região Norte está o Namazônia, na Vila Mariana. Comandado pelo chef e empresário paraense Pedro Amaral, o restaurante aposta em receitas tradicionais preparadas com ingredientes típicos da Amazônia, sem adaptações para agradar ao paladar do Sudeste.

A proposta da casa é apresentar parte da cultura amazônica por meio da gastronomia. O cardápio reúne clássicos como tacacá (R$ 45,90), maniçoba (R$ 62,90), pato no tucupi (R$ 99,90), açaí premium (R$ 32,90), e peixes de água doce como pirarucu, filhote, tambaqui e dourada. Muitos dos preparos seguem técnicas tradicionais e utilizam ingredientes característicos da floresta, como tucupi, jambu e diferentes tipos de farinha, preservando sabores ainda pouco conhecidos por boa parte dos paulistanos.

Imagens: Divulgação Namazônia

O jambu, por exemplo, é um dos ingredientes que mais desperta curiosidade. A erva amazônica provoca uma leve sensação de dormência na boca, causada naturalmente pelo espilantol, composto que tornou o ingrediente um dos maiores símbolos da culinária da região Norte. Presente em receitas como o tacacá, o pato no tucupi e o arroz paraense, ajuda a explicar por que uma refeição amazônica costuma ser lembrada muito tempo depois da primeira visita.

O ambiente acompanha a proposta da cozinha. Grafismos indígenas, peças da cultura marajoara e referências ao Círio de Nazaré ajudam a criar uma atmosfera que remete à Amazônia sem recorrer a estereótipos, reforçando a diversidade cultural e gastronômica da região.

Imagens: Divulgação Namazônia

Para quem busca um programa diferente no Dia dos Pais, a casa oferece uma oportunidade de conhecer ingredientes, sabores e histórias que fazem parte da culinária brasileira, mas que ainda aparecem com pouca frequência nas mesas paulistanas.  

Serviço

Namazônia

Rua Áurea, 361 – Vila Mariana – São Paulo

Instagram: @namazoniaoficial

Cardápio: https://linktr.ee/namazoniaoficial

Medicina do futuro: entre máquinas, algoritmos e a essência do médico-médico

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Marco Orsini, Wladimir Bocca e Acary Bulle de Oliveira

Especialistas alertam que a tecnologia deve ampliar, não substituir, o raciocínio clínico e a relação humana na medicina

Os médicos Marco Orsini, Wladimir Bocca e Acary Bulle de Oliveira analisam os impactos da inteligência artificial, da automação e das novas tecnologias sobre o futuro da medicina e levantam uma questão que ganha cada vez mais relevância: até que ponto as máquinas podem transformar a prática médica sem modificar a própria essência de ser médico?

Para os especialistas, a evolução tecnológica oferece ferramentas capazes de ampliar o acesso ao conhecimento, auxiliar na interpretação de informações e contribuir para diagnósticos e tratamentos, mas também exige atenção para que o profissional não deixe de exercer uma das características fundamentais da medicina: o cuidado humano.

A reflexão parte de uma ideia frequentemente atribuída à antropóloga Margaret Mead, segundo a qual um fêmur quebrado e cicatrizado representaria um dos primeiros sinais de civilização, justamente porque alguém precisou permanecer ao lado daquele que havia se ferido, protegê-lo e ajudá-lo durante o período de recuperação.

A medicina nasceu de um dos gestos mais essenciais da humanidade: cuidar de quem precisava de ajuda. Uma pessoa com uma fratura grave não conseguiria sobreviver sozinha por muito tempo em ambientes hostis, pois teria dificuldades para buscar alimento, água ou proteção.

A recuperação de um ferimento dessa natureza pressupõe a existência de alguém disposto a oferecer assistência. Essa perspectiva sintetiza uma característica que acompanha a medicina desde suas origens: o cuidado com o outro.

Séculos depois, diante do avanço acelerado da inteligência artificial, da automação, dos aplicativos e de sofisticados sistemas tecnológicos, a discussão deixa de ser apenas sobre o que as máquinas conseguem fazer e passa a envolver aquilo que os seres humanos não podem abrir mão de fazer.

A palavra medicina tem origem no latim e está relacionada à ideia de cuidar, tratar e encontrar o melhor caminho para a recuperação. Na Grécia antiga, aquele que promovia a saúde era associado ao termo higeiatros, ligado à saúde e à recuperação da harmonia. Ao longo dos séculos, a profissão passou por profundas transformações, especialmente a partir do final do século XIX e durante o século XX, quando novas descobertas científicas permitiram compreender melhor o funcionamento do corpo humano, as doenças e os mecanismos envolvidos na recuperação dos pacientes. Nesse processo, a relação entre médico e paciente permaneceu como um dos pilares da atividade.

O médico canadense William Osler, uma das referências históricas do ensino da medicina, contribuiu para transformar a formação médica ao aproximar estudantes dos pacientes e do ambiente hospitalar. A prática à beira do leito reforçou a importância de observar, ouvir, examinar e compreender o indivíduo para além de seus sintomas isolados.

A própria origem da palavra clínica remete à ideia de inclinar-se em direção ao paciente, ao leito e àquele que necessita de cuidado. Essa perspectiva ajuda a compreender por que a medicina nunca foi apenas uma atividade técnica. Ela envolve conhecimento científico, raciocínio, experiência, comunicação, tomada de decisão e, sobretudo, uma relação humana.

É justamente essa identidade que Marco Orsini, Wladimir Bocca e Acary Bulle de Oliveira colocam em discussão ao analisar os impactos da tecnologia sobre a medicina contemporânea.

Para os pesquisadores, a humanidade atravessou diferentes momentos tecnológicos, desde as máquinas de escrever até os grandes computadores e, posteriormente, sistemas capazes de processar volumes de informações que ultrapassam a capacidade humana de análise em determinadas situações. O desafio atual, entretanto, não estaria apenas em acompanhar a evolução dessas ferramentas, mas em compreender como utilizá-las sem permitir que elas ocupem o espaço destinado ao pensamento crítico e ao julgamento profissional.

Marco Orsini chama atenção para a necessidade de preservar o raciocínio clínico diante da crescente presença de algoritmos e sistemas automatizados. Na avaliação do pesquisador, a medicina exige que o profissional seja capaz de construir hipóteses, relacionar sinais e sintomas, interpretar informações e tomar decisões a partir de sua própria capacidade cognitiva. Quando essas etapas são substituídas de maneira indiscriminada por respostas produzidas por sistemas tecnológicos, existe o risco de enfraquecimento de habilidades desenvolvidas durante séculos de prática médica. Para ele, a tecnologia deve representar uma expansão das possibilidades humanas, e não uma substituição da capacidade de pensar.

Acary Bulle de Oliveira compartilha dessa preocupação e acrescenta que atribuir aos mecanismos artificiais uma autoridade cada vez maior sobre questões relacionadas à assistência médica, educação, comportamento, moral e segurança pode criar uma dependência perigosa. Para o médico, confiar excessivamente em sistemas automatizados para analisar e solucionar questões complexas pode produzir uma espécie de ilusão de segurança, na qual a capacidade humana de interpretar situações e elaborar respostas próprias passa gradualmente para as máquinas. O problema, nesse cenário, não estaria na existência da tecnologia, mas na possibilidade de o profissional deixar de questionar aquilo que o sistema apresenta como resposta.

Os especialistas não defendem, portanto, uma rejeição ao avanço científico. Pelo contrário, reconhecem que negar a evolução tecnológica seria incompatível com a própria história da medicina. Exames mais precisos, sistemas de apoio à decisão, inteligência artificial, automação e ferramentas digitais podem ampliar a capacidade dos profissionais, acelerar processos e contribuir para diagnósticos e tratamentos. O ponto central está na forma como essas tecnologias são incorporadas à prática. O médico precisa continuar sendo responsável pela interpretação das informações, pela decisão clínica e pela relação estabelecida com o paciente.

Nesse cenário, o futuro da medicina talvez não esteja na escolha entre o médico e a máquina, mas na construção de uma relação equilibrada entre ambos. A tecnologia pode assumir tarefas repetitivas, organizar informações, auxiliar na identificação de padrões e ampliar o acesso ao conhecimento. O profissional, por sua vez, precisa preservar aquilo que não pode ser delegado integralmente a um sistema: a escuta, a empatia, o julgamento, a responsabilidade, a autonomia e a capacidade de compreender o paciente como uma pessoa inteira.

A reflexão proposta por Marco Orsini, Wladimir Bocca e Acary Bulle de Oliveira aponta para uma medicina que não precisa escolher entre inovação e humanidade. O desafio está justamente em fazer com que uma fortaleça a outra. A tecnologia pode ser uma poderosa aliada da ciência e do profissional, desde que permaneça como ferramenta e não se transforme em autoridade absoluta. Se utilizada como apoio, poderá ampliar a capacidade do médico. Se tratada como substituta do pensamento e da relação humana, poderá produzir uma medicina tecnicamente sofisticada, mas distante de sua própria origem.

No fim, a pergunta que permanece é simples e profunda: que tipo de médico a sociedade deseja formar diante de uma tecnologia cada vez mais poderosa? A resposta defendida pelos especialistas passa pela preservação da essência da profissão. Não se trata de formar máquinas de médicos nem médicos de máquinas, mas médicos capazes de utilizar máquinas sem deixar de ser médicos. Enquanto houver um profissional disposto a se inclinar diante de quem precisa de cuidado, ouvir sua história, interpretar seus sinais e assumir a responsabilidade por suas decisões, a medicina continuará preservando aquilo que a tornou uma das expressões mais importantes da civilização: a capacidade humana de cuidar de outro ser humano.

CNAA celebra conquista histórica após 38 anos de luta pela Acupuntura

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Dr. Igor Soares (delegado da FENAB), Ministro Alexandre Padilha, Dr. Jean Luís (Presidente da SBA) e Alexander da Silveira Assunção (Presidente do CNAA).

Regulamentação fortalece a profissão, amplia a segurança jurídica e beneficia milhões de brasileiros

Após 38 anos de mobilização, o Conselho Nacional de Autorregulamentação da Acupuntura (CNAA), a Sociedade Brasileira de Acupuntura (SBA) e a Federação dos Acupunturistas do Brasil (FENAB) celebram a sanção da Lei nº 15.345, de 12 de janeiro de 2026, que regulamentou o exercício multiprofissional da Acupuntura no Brasil. A medida encerra décadas de insegurança jurídica, fortalece o reconhecimento da profissão e beneficia mais de 370 mil profissionais em todo o país.

A regulamentação representa um marco para uma prática consolidada há mais de um século no Brasil, presente tanto na rede pública quanto na iniciativa privada. Para os presidentes Alexander da Silveira Assunção, Jean Luís Degrande de Souza e Afonso Henriques D’Oliveira Soares Romão, a nova legislação garante segurança jurídica aos profissionais habilitados e amplia a proteção aos pacientes.

A conquista é resultado de uma longa trajetória de diálogo e articulação institucional. Desde 2017, CNAA, SBA e FENAB intensificaram a atuação conjunta, contando também com o trabalho do vice-presidente do CNAA, Dr. Fernando Davino Alves, do advogado Dr. Nelson Rosemann e de diversas lideranças da categoria. Esse esforço foi decisivo para aperfeiçoar o texto legislativo até sua sanção presidencial.

Um dos maiores desafios enfrentados ao longo dos anos foi impedir que a Acupuntura fosse restrita exclusivamente à classe médica. A nova lei reconhece oficialmente seu caráter multiprofissional, estabelecendo critérios claros para o exercício da profissão e encerrando um longo período de disputas judiciais e interpretações divergentes.

A legislação amplia a oferta da Acupuntura no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalece as Práticas Integrativas em Saúde e favorece o atendimento por planos de saúde, seguradoras e convênios. Também determina que apenas profissionais devidamente habilitados possam exercer a atividade, elevando a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes.

A Lei nº 15.345 contempla graduados em Acupuntura, profissionais da saúde cujos conselhos reconheçam a especialidade, títulos revalidados obtidos no exterior e acupunturistas clássicos que comprovem atuação mínima de cinco anos antes da publicação da lei.

Na prática, a regulamentação beneficia fisioterapeutas, biomédicos, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, enfermeiros, nutricionistas, educadores físicos, fonoaudiólogos, biólogos, médicos, dentistas, médicos veterinários e acupunturistas tradicionais que atendam aos requisitos legais.

Para o presidente do CNAA, Dr. Alexander da Silveira Assunção, a regulamentação representa uma conquista histórica construída por várias gerações.

“Foram 38 anos enfrentando desafios que muitas vezes pareciam intransponíveis, mas nunca perdemos a convicção de que a união da categoria faria a diferença. A regulamentação representa uma vitória histórica para milhares de profissionais e para toda a população brasileira. Agora iniciamos uma nova etapa, com o compromisso de fortalecer a profissão e trabalhar pela criação do Conselho Federal de Acupuntura”.

As entidades destacam que a regulamentação marca o início de uma nova fase. Entre as prioridades está a criação do Conselho Federal de Acupuntura e dos Conselhos Regionais, responsáveis pelo registro e fiscalização profissional, além do fortalecimento da identidade da categoria.

Também fazem parte da agenda o incentivo à pesquisa científica, à realização de congressos, seminários e publicações especializadas, à expansão da graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado em Acupuntura, além do fortalecimento de parcerias internacionais e da valorização da formação presencial.

Enquanto o Conselho Federal não é criado, CNAA, SBA e FENAB continuarão atuando na representação institucional, na defesa da categoria e no acompanhamento de projetos legislativos voltados ao fortalecimento da Acupuntura no Brasil.

Para as entidades, a regulamentação representa uma conquista não apenas dos profissionais, mas de toda a sociedade. Ao estabelecer critérios objetivos para o exercício da profissão, a Lei nº 15.345 amplia a segurança dos pacientes, fortalece a credibilidade da Acupuntura e consolida uma nova etapa para uma das práticas integrativas que mais crescem no país.

Arismar Topografia moderniza mapeamento nacional com tecnologia LiDAR no país

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Arismar Guimarães

Tecnologia amplia a precisão e a eficiência de projetos de topografia em diferentes regiões do Brasil

A história da topografia brasileira acompanha uma transformação marcada pela evolução dos instrumentos de medição, pela digitalização dos processos e pelo avanço das tecnologias de geoprocessamento. Nesse cenário, a Arismar Topografia construiu, ao longo de mais de duas décadas de atuação, uma trajetória ligada à modernização do setor e à busca por soluções cada vez mais precisas para o mapeamento do território nacional.

Fundada em 2000 pelo empresário Arismar Guimarães, a empresa nasceu em um período de forte expansão do mercado goiano e acompanhou de perto a mudança dos métodos tradicionais de levantamento topográfico para sistemas digitais de alta precisão. A evolução dos equipamentos de posicionamento por satélite, especialmente os sistemas GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite), contribuiu para transformar a rotina dos profissionais da área e abriu espaço para novas possibilidades na coleta, processamento e interpretação de dados.

Ao longo dessa trajetória, a Arismar Topografia ampliou sua estrutura e passou a reunir diferentes especialidades em um mesmo ambiente de trabalho. A empresa conta com profissionais das áreas de agrimensura, topografia, arquitetura, engenharia civil e desenho técnico, além de uma estrutura voltada para o desenvolvimento de projetos e acompanhamento de obras. A integração entre essas áreas permite transformar os dados obtidos em campo em informações técnicas aplicáveis a diferentes etapas de projetos de infraestrutura.

Um dos principais marcos dessa modernização está na utilização da tecnologia LiDAR, sigla em inglês para Light Detection and Ranging. O sistema utiliza pulsos de laser para realizar varreduras e produzir informações tridimensionais sobre uma determinada área. A tecnologia permite obter grande quantidade de dados em pouco tempo e contribui para a criação de modelos digitais detalhados do terreno.

Na prática, o LiDAR pode ser utilizado em diferentes condições de levantamento, inclusive em áreas com vegetação, nas quais os métodos convencionais podem apresentar limitações. A capacidade de registrar informações em três dimensões possibilita uma análise mais detalhada da superfície e auxilia profissionais na identificação de características do terreno, planejamento de obras e desenvolvimento de projetos de engenharia.

A adoção de tecnologias avançadas também representa uma mudança na forma como os serviços de topografia são integrados às grandes obras. Com dados mais completos e processos digitais, equipes técnicas conseguem trabalhar com informações que facilitam o planejamento, a análise e a tomada de decisões durante diferentes fases de um empreendimento.

Para a Arismar Topografia, a evolução tecnológica está diretamente relacionada à própria transformação do setor. A empresa mantém a experiência acumulada desde sua fundação enquanto incorpora ferramentas desenvolvidas para atender às novas exigências de precisão, velocidade e detalhamento dos levantamentos topográficos.

A trajetória construída desde 2000 também acompanha a expansão da atuação da empresa para além do mercado regional. A combinação entre conhecimento técnico, equipe multidisciplinar e recursos tecnológicos tornou-se parte da estratégia da Arismar Topografia para atender projetos que exigem informações precisas sobre o território.

Mais do que representar uma mudança de equipamentos, a chegada de tecnologias como o LiDAR demonstra como a topografia passou a ocupar uma posição cada vez mais estratégica no desenvolvimento de projetos de infraestrutura, engenharia e planejamento territorial. A coleta de dados deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a fornecer informações fundamentais para compreender o terreno antes mesmo do início de uma obra.

Ao conectar os conhecimentos tradicionais da agrimensura e da topografia às ferramentas digitais de última geração, a Arismar Topografia acompanha uma transformação que vem redefinindo o mapeamento no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência, a empresa busca manter sua atuação alinhada às novas demandas do mercado e às possibilidades oferecidas pela geotecnologia.

A combinação entre experiência profissional e inovação tecnológica posiciona o trabalho de levantamento topográfico como uma ferramenta importante para projetos cada vez mais complexos. Nesse processo, soluções como o LiDAR ampliam a capacidade de coleta e análise de informações e ajudam a estabelecer novos parâmetros de precisão para o setor.

Contato

Instagram.com/arismar.topografia

Telefone: (62) 99629-7744

Active Life aposta em snack salgado com 10g de proteína

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Produtos Active Life

Active Snack chega às grandes redes varejistas com proposta saudável, assada e sem selos de alerta, reforçando a estratégia de expansão da marca no segmento de alimentos funcionais

A onda dos alimentos funcionais no Brasil cresceu primeiro pelo lado doce. Barras de proteína, gomas vitamínicas, shakes e biscoitos proteicos dominaram as gôndolas nos últimos anos. O universo dos snacks salgados, no entanto, ficou de fora dessa primeira onda. Quem busca uma opção crocante, rica em proteínas e funcional para o lanche do dia a dia ainda encontra poucas alternativas, já que a maior parte da inovação em snacks saudáveis esteve voltada para o paladar doce.

Foi para preencher essa lacuna que a Active Life lançou o Active Snack, um snack salgado com 10 gramas de proteína por porção, que já chegou às gôndolas de grandes redes do país, como BH Supermercados, Drogarias Araújo e Rede São João.

O lançamento: Active Snack

O Active Snack é um salgadinho assado, desenvolvido como alternativa aos tradicionais snacks de pacote. Com 10 gramas de proteína por porção, o produto combina crocância, praticidade e uma proposta nutricional alinhada ao crescimento da demanda por alimentos funcionais.

A proposta da marca é oferecer ao consumidor “o salgadinho que ele ama, com a proteína que ele precisa”.

Diferenciais do produto

10g de proteína por porção;

Assado, não frito, preservando a crocância sem o excesso de óleo dos salgadinhos convencionais;

Rico em proteínas;

Sem lactose;

Corante natural;

Sem selos de alerta para alto teor de sódio, gordura saturada ou açúcar adicionado.

Presença nacional e portfólio em expansão

Desde o lançamento, o Active Snack já está presente em mais de 22 estados brasileiros e conta com mais de 10 mil clientes ativos. O produto integra um portfólio que reúne mais de 17 itens, entre vitaminas encapsuladas, gummies, barras de proteína, alfajor proteico sem açúcar e whey protein.

A entrada no segmento de snacks salgados reforça o movimento da Active Life de ampliar sua atuação do canal farma para o mercado de alimentos, acompanhando uma tendência de consumo que busca produtos mais práticos, funcionais e alinhados a um estilo de vida saudável.

Sobre a Active Life

A Active Life nasceu com o propósito de ativar o melhor em cada pessoa, oferecendo produtos que unem qualidade, praticidade e sabor. A marca acredita que cuidar da saúde não precisa ser um sacrifício, mas sim fazer parte da rotina de forma simples e prazerosa.

Presente em 15 estados e em mais de 10.000 clientes positivados, a Active Life mostra estratégia certa para agradar ao novo consumidor. O mercado de produtos saudáveis no país supera R$ 100 bilhões, impulsionado por uma demanda por praticidade e produtos “better for you” (mais saudáveis, mas saborosos).

“Ozempic Face”: Dr. Gabriel Machado explica como prevenir a flacidez facial

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Dr. Gabriel presente no podcast.

Especialista defende a prevenção como a melhor estratégia para evitar a flacidez facial causada pelo emagrecimento acelerado

O crescimento no uso das canetas emagrecedoras revolucionou o tratamento da obesidade e do sobrepeso, mas também trouxe um efeito colateral que tem chamado a atenção de especialistas e pacientes: o chamado “Ozempic Face”. Caracterizado pela perda acelerada de gordura na face, o fenômeno provoca flacidez, perda do contorno facial e um aspecto de envelhecimento precoce.

Durante participação no podcast Saúde em Rede, em conversa com o apresentador Cristhian Campos, o biomédico esteta Dr. Gabriel Machado explicou que esse cenário pode ser evitado quando o tratamento estético acompanha o processo de emagrecimento, em vez de ser iniciado apenas após a perda de peso.

Segundo o especialista, o grande erro é esperar que o paciente alcance o peso desejado para só então pensar na recuperação da face. Nesse momento, a estrutura facial já sofreu um esvaziamento importante, tornando o tratamento mais complexo, demorado e, muitas vezes, mais caro.

“A prevenção sempre será o melhor caminho. Quando estimulamos a produção de colágeno e acompanhamos o paciente durante o emagrecimento, a pele consegue se adaptar à nova estrutura do rosto. Isso preserva a sustentação facial e evita alterações marcantes que poderiam exigir procedimentos muito mais invasivos no futuro”, explica Dr. Gabriel Machado.

O conceito de transemagrecimento consiste justamente na realização de procedimentos estéticos durante o processo de emagrecimento, permitindo que a pele acompanhe as mudanças do corpo de forma mais equilibrada. Dentro dessa abordagem, Dr. Gabriel desenvolveu a Terapia de Colágeno, estratégia baseada na associação de diferentes técnicas para estimular a produção de colágeno, preservar a sustentação da pele e minimizar os efeitos da perda acelerada de gordura facial. Segundo o especialista, essa abordagem proporciona resultados mais naturais, reduz a necessidade de procedimentos reparadores e contribui para uma recuperação estética mais eficiente.

Além do alerta sobre o Ozempic Face, o episódio também abordou um tema que vem ganhando espaço dentro da biomedicina estética: a necessidade de uma atuação cada vez mais humanizada e personalizada. Durante a conversa, Dr. Gabriel destacou que cada paciente possui características únicas e que protocolos padronizados, reproduzidos indiscriminadamente, tendem a comprometer tanto os resultados quanto a segurança dos tratamentos.

Ao longo da entrevista, Dr. Gabriel também reforçou que a verdadeira autoridade na área da estética não está em seguir tendências ou replicar protocolos da internet, mas em unir conhecimento científico, planejamento individualizado, ética e escuta ativa para entregar resultados que respeitem a individualidade e as necessidades de cada paciente.

Com o aumento da procura pelas canetas emagrecedoras, especialistas alertam que discutir os impactos da perda rápida de peso vai muito além da balança. Para Dr. Gabriel Machado, prevenir alterações como o Ozempic Face é parte fundamental do tratamento e demonstra que a biomedicina estética, quando baseada em ciência, responsabilidade e planejamento individualizado, pode contribuir não apenas para a aparência, mas também para a saúde, a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes.

Reforma Tributária: por que o verdadeiro risco para a indústria é financeiro, não fiscal

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Bruno Werner Manfron, sócio da área tributária do ZA Advogados, destaca que as empresas que se planejarem sofrerão menos impactos da Reforma Tributária.

Escritório gaúcho de consultoria tributária alerta que impactos no fluxo de caixa e no capital de giro podem pesar mais que a própria definição das alíquotas, num momento em que a maioria das empresas ainda não começou a se preparar.

A discussão pública sobre a Reforma Tributária costuma parar num ponto: quais serão as alíquotas. Para especialistas em direito tributário, porém, esse não é o dado que mais deveria preocupar empresários. O que muda de fato é o caixa. A nova sistemática de tributação sobre o consumo altera fluxo de caixa, formação de preço e relação com fornecedores, merecendo atenção especial enquanto ainda há margem de preparação..

Uma pesquisa do CRC-SP de janeiro de 2026 demonstrou que 72% das empresas não estão preparadas para a Reforma Tributária, enquanto que 33,2% ainda não iniciaram qualquer discussão internamente sobre os impactos da Reforma Tributária, nem mesmo preliminares. Esses números são impactantes e demonstram uma realidade brasileira: a falta de preparação para as grandes mudanças. 

“O problema não é a empresa estar correndo riscos. É não saber que está correndo esses riscos”, diz Bruno Werner Manfron, sócio da área tributária do ZA Advogados (Zimmermann Almeida Advogados), escritório com sede no Rio Grande do Sul. É essa lógica, segundo ele, que orienta o trabalho do escritório com clientes de portes e setores diferentes: mapear o risco antes que ele apareça na conta.

Um exemplo concreto veio de um estudo que o escritório conduziu para uma indústria com a Reforma Tributária já em vigor. A receita bruta da empresa subiria 4,22% ao ano. O custo, no entanto, subiria 9,53% no mesmo período. A diferença chegaria na casa de R$10 milhões por ano, cerca de 10% do faturamento global da companhia analisada.

Há ainda outra frente, menos discutida: o split payment. O mecanismo pode acabar com o que Manfron chama de “float” tributário, o intervalo de tempo que hoje existe entre o recebimento e o repasse dos tributos. Ainda há muitas dúvidas que permeiam a implementação desse sistema, mas em alguns casos, a ausência desse intervalo vai demandar capital de giro imediato assim que a nova sistemática de recolhimento entrar em vigor.

“A Reforma Tributária mexe na legislação. Mas, na prática, ela é financeira”, resume o sócio.

O ZA Advogados já conta com 30 anos de atuação,Rio Grande do Sul, e hoje amplia sua atuação em outros Estados, especialmente São Paulo, Paraná e Santa Catarina, disputando espaço com as grandes bancas do país. 

Para Manfron, o essencial é entender que a Reforma Tributária é uma mudança financeira antes de ser uma mudança legal. Decisões tomadas agora, antes da implementação, tendem a custar muito menos do que ajustes feitos depois, com a transição já em curso.

E agora passa a ser uma briga contra o relógio. Em 1º de janeiro do novo ano as empresas já estarão convivendo com os impactos financeiros da implementação da CBS (e da nova lógica de tributação). Isso evidencia que agora, ainda em 2026, é tempo de preparação: mapear onde estão os gargalos financeiros e operacionais e estabelecer uma estratégia para minimizar os impactos da Reforma Tributária, especialmente no caixa das empresas.

Ainda mais em um cenário de juros elevados e das indicações da sua permanência, depender de capital de giro externo acaba se tornando muito caro, sendo necessário voltar a atenção para o que pode ser feito internamente, para evitar esse cenário.

Sobre ZA Advogados

Zimmermann Almeida Advogados (ZA Advogados) é um escritório de advocacia especializado em consultoria tributária, com atuação voltada a empresas de middle market e indústria.