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Nome em expansão nos Estados Unidos, Andria Tagliari avança em projetos de alta visibilidade no mercado americano

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Andria Tagliari

# Nome em expansão nos Estados Unidos, Andria Tagliari avança em projetos de alta visibilidade no mercado americano

Construir uma trajetória fora do país exige mais do que domínio técnico. Exige visão, consistência, posicionamento e capacidade de conquistar confiança em um mercado altamente competitivo. A interior designer Andria Tagliari é um exemplo de como profissionais brasileiros têm ampliado sua presença internacional a partir da combinação entre repertório, estratégia e leitura de mercado.

Com mais de duas décadas de experiência, a profissional vem consolidando sua atuação nos Estados Unidos por meio de projetos residenciais de alto padrão, voltados a um público que valoriza não apenas estética, mas também coerência, funcionalidade e percepção de valor. Sua presença em um segmento exigente reflete uma construção gradual, baseada em credibilidade, execução precisa e capacidade de interpretar diferentes perfis de imóvel.

Um marco recente de alta visibilidade

Entre os marcos recentes dessa trajetória está a escolha de Andria para liderar a transformação da antiga residência de Shaquille O’Neal, no condomínio exclusivo IsleWorth, em Windermere, na região metropolitana de Orlando. Com mais de 30 mil pés quadrados, a propriedade é considerada um ativo de alta visibilidade e representa um projeto que exige não apenas domínio criativo, mas experiência em leitura espacial, escala e posicionamento.

A seleção para esse trabalho reforça o reconhecimento de sua atuação em projetos residenciais de grande porte e evidencia a crescente demanda por profissionais capazes de conectar design e estratégia. Em vez de pensar apenas em ambientes isolados, o foco passa a ser a construção de uma experiência coerente, capaz de ampliar o valor percebido da propriedade como um todo.

Resultado que acompanha o boom do luxo na Flórida

Ao longo de 2025, a operação da Tagliari Design nos Estados Unidos registrou faturamento acima de seis dígitos, resultado que acompanha o crescimento de sua presença no mercado americano e a procura por projetos que unem sofisticação, clareza conceitual e execução consistente. O dado não representa apenas desempenho comercial, mas sinaliza validação real de mercado em um setor no qual confiança e reputação têm peso decisivo.

Os números do mercado no qual a designer atua ajudam a dimensionar a oportunidade. Em 2025, segundo a Miami Association of Realtors, o sul da Flórida registrou 361 vendas de residências acima de 10 milhões de dólares, o segundo maior volume histórico do estado. O volume total transacionado em imóveis residenciais acima de 1 milhão chegou a 24,1 bilhões de dólares no ano. No fluxo de compradores internacionais, o Brasil ocupou a terceira posição em Miami, com investimento médio de 777.400 dólares por imóvel, e representou cerca de 20 por cento do capital estrangeiro investido em imóveis residenciais na cidade de Orlando, segundo a Florida Realtors.

Esse cenário cria uma base de clientes que reconhece com facilidade o valor do trabalho de profissionais brasileiros que operam com padrão internacional de execução. A combinação de afinidade cultural, leitura do mercado americano de alto padrão e repertório técnico consolidado em mais de duas décadas de atuação formam o diferencial competitivo da Tagliari Design em um segmento tradicionalmente disputado por escritórios globais.

“Empreender em um mercado maduro como o americano não é sobre escala no curto prazo. É sobre construir reputação que se sustente ao longo do tempo. Cada projeto bem entregue abre três ou quatro conversas novas, mas só se a qualidade e a consistência forem inegociáveis. Essa é a natureza do mercado de alto padrão, ele se move por recomendação e por reputação, e isso demanda paciência estratégica”, conclui Andria Tagliari

Posicionamento sólido como ativo competitivo

A trajetória de Andria reforça uma tendência cada vez mais evidente: profissionais brasileiros têm conquistado espaço internacional quando conseguem traduzir excelência técnica em posicionamento sólido. Em mercados maduros, ser escolhido para projetos de alta visibilidade não é apenas uma questão de talento, mas de credibilidade construída ao longo do tempo.

Sobre Andria Tagliari

Andria Tagliari é interior designer e arquiteta com mais de 20 anos de experiência. Membro da International Interior Design Association (IIDA) especializada em arquitetura de interiores de alto padrão, e da Tagliari Signature, boutique de curadoria de mobiliário brasileiro para o mercado norte-americano. Atua em Orlando, Miami e Sarasota, e idealiza o ArqCast, podcast sobre arquitetura, design e mercado. É autora do livro “Poder feminino nos negócios: estratégias de sucesso para mulheres empreendedoras”.

Empresas que auditam mídia paga antes de escalar economizam até 40% do orçamento, mas poucas fazem isso

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Dan Freitas, CEO da Nexus Growth

# Empresas que auditam mídia paga antes de escalar economizam até 40% do orçamento, mas poucas fazem isso

A lógica do marketing digital brasileiro, durante uma década, foi construída sobre uma premissa simples: quem investe mais, vende mais. Painéis de Meta Ads e Google Ads se multiplicaram nas empresas, orçamentos cresceram em ritmo acelerado e a função de gestor de tráfego se profissionalizou. O problema é que, em grande parte dos casos, a estrutura que sustenta essa operação não acompanhou o volume.

O resultado é um fenômeno que começa a ser dimensionado por assessorias especializadas em performance: empresas escalam investimento em mídia paga sem ter mapeado o que, dentro da própria conta, já está performando mal. O custo dessa cegueira não é pequeno. Auditorias prévias de contas de mídia paga têm revelado oportunidades de economia que ultrapassam 40% do orçamento total, segundo benchmarks do setor, além de ganhos de eficiência substanciais quando essas revisões antecedem o aumento de verba.

O custo invisível de escalar antes de auditar

O erro mais recorrente é estrutural. Contas de mídia paga são compostas por centenas de campanhas, conjuntos de anúncios e criativos que foram sendo sobrepostos ao longo do tempo, muitos deles ativos por inércia, não por performance. Quando a empresa decide escalar, o reflexo comum é duplicar o orçamento das campanhas que parecem estar funcionando, sem limpar as camadas de ineficiência acumuladas.

Na prática, isso significa investir mais em um sistema que já estava desperdiçando recursos. A lógica é parecida com aumentar a pressão da água em um cano furado: o volume cresce, mas o vazamento também. E, em contas grandes, esse vazamento pode representar dezenas de milhares de reais por mês que deixam de gerar retorno.

Para Dan Freitas, CEO da Nexus Growth, consultoria de growth marketing que já administrou mais de R$328 milhões em mídia paga, com clientes como XP Inc. e a própria V4 Company, o diagnóstico é consistente na maioria das operações que chegam à assessoria. “Em alguns casos, a auditoria entregou um ganho de eficiência de 62%, a performance era X e passou a ser X + 62% apenas com ajustes estruturais, sem aumento de orçamento. Isso mostra que grande parte do gargalo não está na verba, está na arquitetura da conta”, afirma o executivo.

O conceito de mídia paga estruturada

O termo que vem ganhando espaço entre assessorias especializadas é mídia paga estruturada: a ideia de que escalar tráfego pago com lucro depende primeiro de infraestrutura, funis mapeados, testes A/B rigorosos, alocação data-driven, segmentações auditadas, e só depois de orçamento.

Em uma empresa com mídia paga estruturada, cada aumento de verba é precedido por uma pergunta simples: esse real adicional vai entrar em qual ponto da operação e com qual expectativa de retorno. Em empresas sem essa estrutura, o aumento é decidido por intuição do gestor ou por meta comercial isolada, e, não raro, passa a financiar campanhas que estavam sendo mantidas no ar por simples ausência de revisão.

“A diferença entre empresas que escalam com lucro e empresas que só aumentam o custo não está no tamanho do orçamento. Está na infraestrutura que precede o orçamento. Sem essa base, cada real novo investido tende a reproduzir os erros que já existiam, só que em maior escala”, diz Dan Freitas.

Por que poucas empresas fazem auditoria antes de escalar

A resistência tem explicações objetivas. A primeira é temporal: auditorias de mídia paga exigem de duas a seis semanas para serem conduzidas com profundidade, e empresas em crescimento costumam tratar esse tempo como custo de oportunidade. A segunda é política: a auditoria revela decisões anteriores do próprio time de marketing, o que gera atrito interno. A terceira é cultural, em um mercado habituado a resultados semanais, parar para analisar antes de agir soa como freio.

O paradoxo é que empresas que pulam a etapa costumam chegar ao mesmo ponto meses depois, mas com um custo maior: o orçamento escalou, a ineficiência também, e a auditoria vira procedimento de emergência em vez de decisão estratégica. Em contas acima de R$500 mil mensais em mídia paga, esse atraso pode representar cifras relevantes em receita não capturada.

O filtro dos próximos ciclos

A pressão por eficiência em marketing digital tende a aumentar nos próximos trimestres. Com o custo por clique em plataformas como Meta e Google em alta consistente, e com a expectativa dos conselhos por marketing mix modeling mais rigoroso, a era de escalar mídia paga por intuição começa a encontrar um teto. A advocacia do termo “estruturada”, infraestrutura antes de orçamento, tende a migrar da periferia do marketing para a camada de decisão executiva.

Para empresas B2B e consumer brands que operam com margem apertada, a diferença entre auditar antes e escalar antes deixa de ser técnica e passa a ser financeira. Um ganho expressivo em eficiência, em contas de porte médio, pode significar a diferença entre um ano de crescimento saudável e um ano em que o marketing consumiu o caixa sem entregar o retorno prometido.

Natal é pioneira no Brasil e adota inteligência artificial e redesenha o contrato entre prefeitura e cidadão

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Estela

# Natal é pioneira no Brasil e adota inteligência artificial e redesenha o contrato entre prefeitura e cidadão

Entre os desafios mais persistentes da gestão pública brasileira, há um que raramente é tratado como prioridade apesar de impactar praticamente todo cidadão: a distância operacional entre quem governa e quem é governado. Filas em unidades básicas de saúde, protocolos que se perdem entre secretarias, solicitações que demoram semanas para retornar e canais de atendimento que exigem deslocamento físico compõem o cotidiano de milhões de brasileiros que buscam serviços municipais. Em novembro de 2025, a Prefeitura do Natal decidiu atacar esse problema com uma ferramenta que, até então, estava ausente do dia a dia de capitais brasileiras: uma assistente virtual baseada em inteligência artificial, disponível 24 horas pelo WhatsApp.

A Estela, como a ferramenta foi batizada, é resultado de um projeto coordenado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla) a partir de determinação do prefeito Paulinho Freire, com desenvolvimento tecnológico da Winstons Inteligência, GovTech brasileira sediada em Natal. O sistema integra serviços de múltiplas secretarias, entre elas Saúde, Educação, Serviços Urbanos, Turismo e Obras, com tempo médio de resposta de 30 segundos. O que era processo que exigia horas e deslocamento virou conversa de texto ou áudio em um aplicativo que está na mão de praticamente todos os cidadãos.

A ambição institucional de Natal

A Estela foi apresentada publicamente em julho de 2025, no Smart Metropolis FIWARE iHub Summit, evento de cidades inteligentes realizado no IMD/UFRN. Na ocasião, o secretário municipal de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, apresentou o tema “O Poder Público como Indutor das Cidades Inteligentes” e detalhou o diagnóstico que motivou a Prefeitura a desenvolver a solução.

“A Estela não é apenas uma ferramenta tecnológica, mas uma plataforma de transformação da relação entre governo e cidadão. O poder público não pode ser apenas um usuário passivo de tecnologias. Precisamos assumir o papel de indutores e articuladores dessas transformações”, afirmou Vagner Araújo durante a apresentação.

A visão por trás do projeto parte de uma leitura direta: municípios brasileiros operam, em sua maioria, com sistemas isolados e processos fragmentados que produzem duplicação de dados, retrabalho e distância do cidadão. A ambição de Natal foi romper essa lógica pela unificação da interface de contato.

“Antes da Estela, tínhamos sistemas isolados com 80% de duplicação de dados. Pretendemos reduzir isso para 20% oferecendo uma interface unificada para o cidadão”, detalhou o secretário no mesmo evento, apresentando o impacto esperado da integração de sistemas municipais.

A visão do parceiro tecnológico

A Winstons Inteligência, responsável pelo desenvolvimento da plataforma, leu no projeto de Natal mais do que uma oportunidade comercial. Para seu fundador, a adoção de IA no setor público é, antes de tecnologia, uma redefinição do contrato entre Estado e cidadão.

“A missão central de qualquer município é cuidar bem das pessoas e garantir que o cidadão tenha acesso simples, digno e eficiente aos serviços públicos. A inteligência artificial surge justamente como uma grande oportunidade de fortalecer essa missão, tornando o atendimento mais ágil, organizado e humano. Ela não substitui a responsabilidade do Estado, mas amplia sua capacidade de resposta, reduz barreiras, evita retrabalho e aproxima o poder público da população. Com isso, o cidadão deixa de enfrentar jornadas desgastantes para acessar um serviço e passa a vivenciar uma relação mais direta, inteligente e respeitosa com a gestão pública”, afirma Frederico Lima, diretor comercial da Winstons Inteligência

Na arquitetura da Estela, a lógica técnica acompanha a visão institucional. A plataforma opera de forma omnichannel, com um único ponto de contato para todas as demandas do cidadão. Quando a mensagem chega, modelos de linguagem natural identificam o tema, direcionam para a secretaria responsável e executam o registro. A interface aceita texto ou áudio, funciona em múltiplos idiomas e roda sob as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados.

O potencial de escala nacional

O que Natal está operando tem capacidade de replicação em escala nacional. O Brasil tem mais de 5.500 municípios, e a maioria esmagadora deles opera com a mesma lógica fragmentada que a Estela foi desenhada para superar: secretarias isoladas, canais de atendimento desconexos, processos que exigem presença física. Pequenos e médios municípios, em especial, enfrentam o desafio adicional de não ter capacidade técnica interna para desenvolver soluções próprias.

A legitimidade da IA no serviço público

A adoção de inteligência artificial em órgãos públicos ainda enfrenta resistência, em boa parte legítima. Questões sobre proteção de dados pessoais, governança algorítmica, transparência e responsabilização civil precisam de resposta técnica e jurídica. Soluções desenvolvidas para o setor público precisam estar alinhadas à LGPD, submeter-se a controle externo e passar por auditorias de segurança da informação.

“No setor público, a inovação de verdade é aquela que caminha ao lado da responsabilidade institucional. A inteligência artificial precisa estar alinhada à LGPD, aos mecanismos de controle, à auditoria e à transparência, porque é isso que garante confiança, segurança jurídica e sustentabilidade para a transformação digital. Mais do que um requisito, essa estrutura é o que permite que a inovação avance de forma sólida, ética e duradoura. No ambiente público brasileiro, tecnologia de alto impacto precisa nascer comprometida não apenas com eficiência, mas também com governança”, conclui Frederico Lima, diretor comercial da Winstons Inteligência

O que esperar dos próximos anos

A adoção de inteligência artificial em prefeituras e câmaras municipais deve acelerar nos próximos anos. O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028, lançado pelo governo federal em julho de 2024, prevê R$ 23 bilhões de investimento total no período, dos quais R$ 1,76 bilhão foram destinados especificamente à melhoria de serviços públicos via IA, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O movimento nacional conversa com iniciativas municipais como a de Natal, que se antecipou ao ciclo.

“O futuro da relação entre governo e cidadão será cada vez mais apoiado por inteligência, contexto e capacidade de resposta em escala. A grande oportunidade do nosso tempo está em construir essa transformação com soluções que compreendam a realidade brasileira, os desafios da gestão pública e a complexidade do atendimento ao cidadão. Quando a inteligência artificial é desenvolvida com esse olhar, ela deixa de ser apenas tecnologia e passa a ser instrumento de proximidade, eficiência e soberania institucional. O Brasil tem espaço e capacidade para liderar esse movimento com soluções próprias, preparadas para servir de forma mais precisa, responsável e conectada à nossa realidade”, afirma Frederico Lima, diretor comercial da Winstons Inteligência

Sobre a Winstons Inteligência

Fundada por Frederico Lima, a Winstons Inteligência é uma GovTech brasileira especializada em soluções de inteligência artificial para o setor público. A empresa tem sede em Natal (RN) e atua junto a prefeituras e câmaras municipais em todo o Brasil.

São Paulo recebe a primeira Corrida Muralha com festa cultural sino-brasileira

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A capital paulista recebe a primeira edição da Corrida Muralha de São Paulo, que transforma o Dia do Mandarim em uma grande vitrine do Ano Cultural China–Brasil. Será no dia 26 de abril, no Centro Esportivo Tietê, das 7h às 16h. Mais do que uma prova esportiva, o evento aposta alto na experiência do público e coloca no centro da programação uma vibrante feira gastronômica chinesa, que desponta como o principal atrativo da celebração. 

A iniciativa celebra a conexão entre Brasil e China em um momento simbólico de intercâmbio cultural, social e econômico. A programação convida atletas, famílias e o público em geral para vivenciar uma experiência completa de integração entre os dois países, além de fortalecer laços institucionais, culturais e comunitários. Aberta a participantes a partir de 16 anos, a corrida inclui categorias para pessoas com deficiência (PCD) e público 59+, reforçando o compromisso com inclusão e diversidade, com percursos de 5 km e 7 km. Todos os participantes que concluírem a prova receberão medalha, e os três primeiros colocados nas categorias masculino e feminino, além da categoria PCD, serão premiados. Também durante o evento, serão realizados sorteios de mais de 700 brindes para o público, como celulares, acessórios esportivos, relógios, entre muitos outros.  

A grande feira gastronômica chinesa acontece das 9h às 16h, no Espaço Vivência dos Atletas, e assume papel central na programação ao traduzir, por meio de uma rica diversidade de pratos típicos, a essência do intercâmbio cultural entre Brasil e China. Durante a feira, o público também poderá acompanhar diversas atrações culturais chinesas, que reforçam a imersão e transformam o espaço em um ambiente dinâmico de celebração e descoberta.

Inserida nas comemorações do Ano Cultural China–Brasil e no Dia do Mandarim, a Corrida Muralha de São Paulo se firma como uma celebração ampla e sensorial, onde o esporte conecta, a cultura aproxima e a gastronomia encanta. O evento é organizado pelo vereador Kenji Ito, em parceria com Associação Geral dos Empresários Chineses do Brasil, Associação Mundial dos Juventudes Fujianeses do Brasil, Juventude Chinesa do Brasil e o Instituto Beneficente Qingtian do Brasil, com a orientação do Consulado Geral da China em São Paulo e apoio da Associação Chinesa do Brasil, reforçando seu caráter institucional e diplomático. 

SERVIÇO: Corrida Muralha de São Paulo

Local: Centro Esportivo Tietê – Rua Santos Dumont, 843 – Luz – São Paulo – SP

Programação completa:
06h – Recepção dos participantes 
06h30 – Alongamento 
07h – Largada (5 km e 7 km) 
09h – Premiação 
09h – 15h – Espaço Vivência dos Atletas + atrações culturais + feira gastronômica chinesa 
16h – Encerramento 

ENTRADA GRATUITA

Vertical Connect sai na frente e transforma aviação elétrica em negócio real no Brasil

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Vertical Connect

# Vertical Connect sai na frente e transforma aviação elétrica em negócio real no Brasil

Em um setor onde boa parte das empresas ainda apresenta projeções e protótipos, a brasileira Vertical Connect, em parceria com a Dakila Pesquisas, já avançou para a operação prática. A companhia possui aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical em voo real, devidamente registradas na Agência Nacional de Aviação Civil, posicionando-se em um grupo restrito de players globais capazes de transformar desenvolvimento tecnológico em operação efetiva.

O movimento não é apenas tecnológico. É, sobretudo, econômico. Em um mercado global estimado em bilhões de dólares nas próximas décadas, a capacidade de execução antecipa receita, reduz risco percebido e encurta o caminho entre inovação e monetização. Em vez de competir no campo das promessas, a empresa passa a disputar espaço com base em ativos concretos.

Fundada pela direção de José Carlos Más, a Vertical Connect estruturou um modelo que combina engenharia aplicada, eficiência no desenvolvimento e foco em mercados com demanda imediata. A lógica é simples, mas rara: operar antes de escalar.

Esse posicionamento ganha relevância em um contexto em que grandes players globais ainda enfrentam entraves regulatórios, custos elevados de desenvolvimento e desafios para validar suas tecnologias fora do ambiente controlado. Ao avançar para testes reais e operação prática, a empresa brasileira altera a dinâmica competitiva e passa a dialogar diretamente com investidores estratégicos.

“Não estamos falando de protótipos ou conceitos. São aeronaves reais, operacionais, que já voam e estão registradas. Isso muda completamente a percepção de risco e o posicionamento da empresa no mercado”, afirma o CSO José Mello.

A estratégia também se reflete na escolha dos segmentos de atuação. Enquanto o debate global sobre mobilidade aérea urbana ainda depende de infraestrutura e regulação, a Vertical Connect encontrou no agronegócio um caminho mais imediato para geração de valor.

O principal exemplo é o SKYROS, aeronave agrícola 100% elétrica com capacidade de 400 litros. O equipamento surge como alternativa aos modelos tradicionais utilizados em pulverização aérea, com um diferencial direto no custo e na produtividade. Segundo a empresa, a operação pode ser até 58% mais barata em comparação aos aviões convencionais, além de alcançar uma capacidade de cobertura de até 450 hectares por dia.

A redução não se limita ao combustível. Envolve manutenção, logística e eficiência operacional, fatores que impactam diretamente a rentabilidade do produtor rural. Em um setor altamente sensível a custo por hectare, a equação econômica tende a acelerar a adoção.

“O agronegócio brasileiro é um dos ambientes mais competitivos do mundo. Quando você entrega uma solução que reduz custo e aumenta eficiência, a adoção acontece de forma muito mais rápida. Nosso foco é oferecer não só a aeronave, mas um ecossistema completo de operação”, diz Mello.

Paralelamente, a empresa avança em uma segunda frente de maior complexidade e potencial de escala: a mobilidade aérea tripulada. O modelo AËROS, com capacidade para duas pessoas e autonomia de até uma hora e meia, posiciona a companhia em um mercado que ainda depende de amadurecimento regulatório, mas que tende a redefinir o transporte urbano nas próximas décadas.

A combinação entre esses dois mercados não é casual. Trata-se de uma estratégia deliberada de equilíbrio entre curto e médio prazo. Enquanto o segmento agrícola gera tração e receita mais imediata, o urbano consolida posicionamento em um mercado de alto crescimento futuro.

Do ponto de vista industrial, a Vertical Connect também aposta em uma cadeia híbrida, combinando fornecedores globais em componentes críticos e nacionalização progressiva de partes estratégicas. O movimento abre espaço para o desenvolvimento de segmentos industriais no Brasil, como compósitos, eletrônica embarcada e sistemas elétricos de alta potência.

A empresa já começa a desenhar sua próxima fase de crescimento. Após avançar com capital próprio e parcerias estratégicas, o plano agora é estruturar uma rodada de captação voltada à escala produtiva e à expansão internacional. América Latina, Oriente Médio e Europa aparecem como mercados prioritários.

“Estamos entrando em um momento de transição. Saímos da fase de validação e caminhamos para a escala. Isso exige capital, mas também parceiros estratégicos que tragam capacidade industrial e acesso a mercado”, afirma o CSO.

O ambiente regulatório ainda é um ponto de atenção. Como em qualquer tecnologia emergente, as regras seguem em construção. Para a empresa, a velocidade dessa evolução será determinante para o posicionamento do Brasil no cenário global.

Se conseguir avançar com marcos regulatórios claros e um ambiente favorável ao investimento, o país pode se consolidar como um dos polos de desenvolvimento da mobilidade aérea avançada. Caso contrário, corre o risco de perder protagonismo mesmo tendo vantagens naturais, como espaço aéreo menos congestionado e um dos maiores mercados agrícolas do mundo.

No pano de fundo, o que está em jogo é mais do que uma nova tecnologia. Trata-se da criação de um novo mercado. Modelos como mobilidade aérea como serviço, logística descentralizada e integração com cidades inteligentes começam a desenhar um ecossistema que vai além da fabricação de aeronaves.

Nesse contexto, a Vertical Connect se posiciona não apenas como fabricante, mas como uma empresa de tecnologia aplicada à aviação, um enquadramento que amplia seu potencial de valuation e a coloca no radar de investidores interessados em negócios de crescimento exponencial

Metodologia visa apoiar gestores na avaliação de programas bilíngues e evolução real dos alunos

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Apresentação da metodologia aos gestores teve início no GEduc 2026.

# Metodologia visa apoiar gestores na avaliação de programas bilíngues e evolução real dos alunos

O crescimento desse modelo já é observado tanto na demanda de famílias quanto na ampliação da oferta por escolas. Ao mesmo tempo, dados internacionais mostram que o Brasil ainda enfrenta um desafio estrutural em proficiência no idioma, o que pressiona o setor educacional a ir além da oferta e avançar em critérios de qualidade e acompanhamento.

É nesse cenário que ganha relevância uma mudança de abordagem: o bilinguismo deixa de ser apenas um diferencial competitivo e passa a ser tratado como um componente estratégico do projeto pedagógico, o que requer indicadores claros, comparáveis e contínuos.

Centro Oficial de Cambridge no Brasil há mais de 20 anos e pioneira em Programa Bilíngue no País, a Seven Bilíngue, hub de soluções investe no desenvolvimento da “Métrica da Fluência”, uma metodologia própria voltada a apoiar escolas na avaliação da qualidade de seus programas e no acompanhamento da evolução dos estudantes.

A proposta parte de um princípio central: tornar visível o que antes era percebido de forma subjetiva. 

“Temos atendido muitos gestores que percorreram um caminho no aprendizado bilíngue diferente e perceberam que foi pouco efetivo. Não veem seus alunos produzindo e falando inglês. Por isso buscamos trazer um pouco dessa nossa visão, atuando diretamente junto aos gestores com informações e ferramentas que contribuam em reunir os critérios mais adequados para fazer uma escolha assertiva, explicou a diretora executiva da Seven, Patrícia Romano, ao acrescentar que “uma solução bilíngue eficaz precisa entregar o aluno falando inglês e  equilibrar o desempenho real com investimento viável e que promova uma transformação perceptível a professores, aos alunos e às famílias”.

Na prática, a metodologia se baseia em utilizar os dados gerados nos simulados aplicados nos Centros Preparatórios de Exames Cambridge e instrumentos avaliativos já presentes em programas da própria Seven, a exemplo do Comunicação Consciente para produzir relatórios que permitem:

  • acompanhar o progresso do aluno ao longo do tempo
  • identificar lacunas por habilidade
  • orientar intervenções pedagógicas mais precisas
  • apoiar a formação continuada de professores
  • qualificar a comunicação com famílias e mantenedores
  • Redirecionar o programa bilíngue para apresentar resultados ainda mais efetivos 

Alinhamento a padrões internacionais

A Métrica da Fluência é desenvolvida a partir da experiência da Seven como Centro Oficial de Cambridge no Brasil e tem incentivado as escolas a interagirem com a atividade, se tornando um Centro Preparatório, o que possibilita entre as atividades, a aplicação dos simulados. 

Esse alinhamento permite que a escola tenha uma leitura mais estruturada do desenvolvimento do aluno, através de dados objetivos, com comparabilidade entre períodos, séries, turma por professor e maior segurança na tomada de decisão — um ponto cada vez mais valorizado por gestores.

Além do ganho pedagógico, a adoção de métricas estruturadas traz um efeito direto na gestão das escolas:

  • maior previsibilidade de resultados
  • redução de risco na escolha de parceiros
  • fortalecimento do posicionamento institucional
  • aumento da confiança das famílias

“A escola precisa de clareza para entender se o programa contratado está, de fato, entregando resultado. Quando a escola consegue mostrar evolução real, com dados e critérios claros, ela muda o patamar da conversa com a comunidade escolar”, analisa Patrícia.

Sobre a Seven Bilíngue

A Seven é um hub de soluções bilíngues com quase 40 anos de atuação no Brasil. Presente em mais de 200 escolas, já impactou mais de 200 mil alunos e formou 25 mil professores, apoiando instituições na construção, implementação e evolução de programas bilíngues alinhados às demandas contemporâneas da educação.

Mentor dos mentores: o homem por trás de nomes como Joel Jota, Walcyr Carrasco e Natália Guimarães

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José Roberto Marques

# Mentor dos mentores: o homem por trás de nomes como Joel Jota, Walcyr Carrasco e Natália Guimarães

No mercado brasileiro de desenvolvimento humano, poucos nomes conseguiram atravessar, ao mesmo tempo, o universo empresarial, o entretenimento, a comunicação e a formação de lideranças. É nessa zona de influência ampliada que José Roberto Marques passou a ocupar espaço. Fundador do Instituto Brasileiro de Coaching, ele se tornou uma referência em um ecossistema que já alcançou milhões de pessoas e que, ao longo dos anos, passou por trajetórias públicas de perfis distintos, como Joel Jota, Walcyr Carrasco e Natália Guimarães.

A leitura mais interessante sobre esse percurso talvez não esteja apenas na lista de nomes associados ao seu trabalho, mas no tipo de influência que ela revela. Em vez de se projetar apenas como personagem central de um mercado altamente personalista, José consolidou sua imagem como formador de formadores, alguém cuja presença aparece menos na dependência e mais na multiplicação. Num ambiente em que o prestígio costuma ser medido por audiência e exposição, sua tese caminha em outra direção: o verdadeiro mentor não cria seguidores, mas cria líderes capazes de produzir impacto próprio.

“Eu não formo seguidores. Eu formo líderes. O maior orgulho que tenho não é ter milhões de formados, é ver que muitos deles se tornaram referência nos seus próprios campos. Isso é o que define um mentor: criar pessoas que não precisam mais de você.”

A força dessa narrativa encontra respaldo no momento atual do mercado de trabalho. O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, mostra que inteligência emocional, escuta ativa, empatia, liderança e aprendizagem contínua estão entre as competências mais valorizadas pelas empresas. Na mesma direção, a Gallup registrou queda no engajamento global em 2024 e apontou a deterioração entre gestores como um dos sinais mais claros da fragilidade atual da liderança. Em outras palavras, cresce o valor de quem não apenas performa, mas desenvolve outras pessoas para performar também. 

É nesse ponto que a ideia de “mentor dos mentores” ganha densidade. José Roberto Marques construiu ao longo de mais de quatro décadas no campo do desenvolvimento humano, em uma operação que alcançou escala rara no setor, com mais de 6 milhões de pessoas treinadas, presença em mais de 40 países, mais de 140 mil alunos formados e 110 livros publicados com mais de 15 milhões de vendas.. Mais do que escala, esse percurso sugere um efeito de capilaridade raro: alunos que se tornam influenciadores, comunicadores, empresários, executivos e novos agentes de formação. 

O caso de Joel Jota ajuda a ilustrar essa conexão. Em 2025, o próprio Joel recebeu José Roberto Marques no Jota Jota Podcast, em um episódio centrado em propósito, transformação pessoal e construção de negócios, movimento que reforça a interlocução entre dois nomes fortes do desenvolvimento humano no país. Já no campo do entretenimento, a presença do IBC e de José Roberto Marques chegou a aparecer em horário nobre na Globo, em O Outro Lado do Paraíso, novela de Walcyr Carrasco, quando uma personagem menciona diretamente sua formação ligada ao instituto.

Esse trânsito entre áreas distintas ajuda a explicar por que sua trajetória ultrapassa o nicho do coaching. Ao formar pessoas que depois se tornam referência em seus próprios segmentos, José Roberto Marques passou a ocupar uma posição menos visível, mas potencialmente mais relevante: a de agente de bastidor na formação de narrativas públicas, lideranças e repertórios de alta performance.

“As pessoas me perguntam qual é o segredo do IBC. Não existe segredo. Existe método, ciência e dedicação. Tudo o que construímos nasce de décadas de estudo e prática com milhões de pessoas.” Destaca, José Roberto Marques.

No Brasil de hoje, essa discussão ganha peso extra. A liderança contemporânea vem sendo cobrada não apenas por capacidade técnica ou resultados de curto prazo, mas por repertório emocional, escuta, influência e habilidade de formar equipes mais maduras. Nesse cenário, a autoridade deixa de estar apenas em quem ocupa o palco e passa a se distribuir também entre aqueles que ajudam a formar quem estará nele amanhã.

É essa lógica que sustenta a construção de José Roberto Marques como “mentor dos mentores”. Não porque seu nome precise aparecer acima dos demais, mas porque sua atuação se projeta justamente no êxito de outras trajetórias. Num mercado saturado de protagonistas, esse talvez seja o sinal mais raro de influência.

“Meu legado não são os prêmios. São as pessoas. Cada vida transformada é o verdadeiro indicador de sucesso.”

Seu Espaço Firma Parceria Com OAB E Oferece Benefícios Exclusivos Para Advogados Em São Caetano Do Sul

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Salão de beleza, estética e Spa urbano amplia relacionamento com a comunidade jurídica e passa a oferecer condições especiais em serviços de cabelo, unhas, estética facial, corporal e bem‑estar.

Seu Espaço – Beleza, Estética e Spa Urbano, localizado na Rua Baraldi, 724, no Centro de São Caetano do Sul, acaba de firmar uma parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para oferecer descontos exclusivos em serviços de beleza e bem‑estar para advogados e advogadas da região. A iniciativa marca o início de um calendário de ações do salão voltado a grupos profissionais que enfrentam alta carga de trabalho e estresse no dia a dia. 

Idealizado pela empresária Adriana, o Seu Espaço reúne em um único endereço cabelo, manicure e pedicure, design de sobrancelhas, alongamento de cílios, massoterapia, spa dos pés e tratamentos estéticos focados em autoestima e autocuidado. O conceito é o de um Spa Urbano, que permite momentos de pausa e relaxamento em meio à rotina intensa de quem atua no mundo jurídico.

Pela parceria com a OAB, profissionais inscritos, seus dependentes e colaboradores vinculados à Ordem passam a contar com condições especiais em diferentes serviços, que podem incluir descontos em procedimentos de cabelo, pacotes de manicure e pedicure, protocolos de estética facial e corporal, massagens relaxantes e experiências de spa. A validação do benefício é feita mediante apresentação da carteirinha da OAB no momento do atendimento, seguindo as regras definidas entre as partes.

“A advocacia exige foco, disponibilidade e uma rotina muitas vezes pesada. A nossa ideia com essa parceria é oferecer a advogadas e advogados um lugar em que possam desligar por algumas horas, cuidar da imagem e da saúde emocional, e sair se sentindo melhor para enfrentar o dia a dia”, afirma Adriana, fundadora do Seu Espaço.

Com o acordo, o salão reforça seu compromisso de ser um ambiente acolhedor, ético e acessível, que entende o autocuidado como parte da qualidade de vida. A proposta é que o Seu Espaço se torne referência em beleza e bem‑estar para a comunidade jurídica de São Caetano do Sul, oferecendo experiências personalizadas, atendimento próximo e serviços alinhados às necessidades de cada perfil de cliente.

Selo da OAB CAASP Clube de Serviços no balcão do salão Seu Espaço em São Caetano do Sul
Selo da OAB CAASP – Clube de Serviços no balcão do Seu Espaço, reforçando a parceria que garante benefícios exclusivos a advogados em São Caetano do Sul.

Serviço

Seu Espaço – Beleza, Estética e Spa Urbano Serviços: cabelo, manicure e pedicure, design de sobrancelhas, alongamento de cílios, massoterapia, spa dos pés, estética facial e corporal. Endereço: Rua Baraldi, 724 – Centro – São Caetano do Sul. Agendamentos: WhatsApp pelo link na bio do Instagram @seuespacoscs.

Inteligência cambial: como dados e tecnologia estão mudando a forma como empresas gerenciam câmbio

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Vinícius Teixeira, Fundador da GX Capital.

# Inteligência cambial: como dados e tecnologia estão mudando a forma como empresas gerenciam câmbio

A gestão cambial nas empresas brasileiras funcionou da mesma forma por décadas. O dólar subia, o financeiro corria para travar uma taxa. O dólar caía, comemorava-se a economia pontual. Nenhuma estratégia. Nenhuma visão de longo prazo. Pura reação.

Esse modelo está morrendo. Em seu lugar, cresce o que o mercado começa a chamar de inteligência cambial: a combinação de análise de dados em tempo real, modelos preditivos e instrumentos financeiros estruturados para transformar o câmbio de custo reativo em vantagem estratégica.

Da reação à antecipação

“O maior custo cambial de uma empresa não é a taxa que ela paga. É a falta de estratégia. Empresas que operam sem inteligência cambial estão, na prática, apostando. E apostar com câmbio é o jogo mais caro que existe”, afirma Vinícius Teixeira, fundador da GX Capital.

A diferença entre operação cambial e inteligência cambial está no método. A operação tradicional reage ao mercado: o dólar mexeu, a empresa age. A inteligência cambial funciona ao contrário: ela integra dados macroeconômicos (Selic, inflação, balança comercial), sinais técnicos (PTAX, curva de juros, volatilidade implícita) e o fluxo de caixa específico da empresa para construir uma estratégia antes que o mercado se mova.

O papel da tecnologia e da inteligência artificial

Modelos de machine learning treinados com dados históricos de câmbio, indicadores macro e eventos geopolíticos já conseguem identificar janelas de oportunidade com precisão crescente. Não se trata de prever o dólar (ninguém faz isso de forma confiável), mas de calcular probabilidades e otimizar decisões.

“Na GX Capital, usamos modelos que analisam mais de 40 variáveis em tempo real para recomendar o timing e a estrutura ideal de cada operação cambial. Não é sobre adivinhar o dólar. É sobre tomar a melhor decisão possível com as informações disponíveis”, explica Teixeira.

Empresas que adotam abordagem data-driven na gestão cambial reportam redução de 15% a 25% no custo cambial efetivo em comparação com operações spot ou NDF simples. A diferença vem da combinação de timing melhor, instrumentos mais sofisticados e gestão ativa da carteira de hedge.

Por que boutiques lideram a transformação

As mesas de câmbio dos grandes bancos são construídas para volume. Processam milhares de operações por dia, todas parecidas. O importador de R$5 milhões/mês recebe o mesmo tratamento que o de R$500 mil. Personalização não faz parte do modelo.

Boutiques de inteligência financeira como a GX Capital ocupam esse espaço: entregam sofisticação de mesa de banco de investimento com a atenção individualizada de um family office.

“Nosso modelo combina três frentes: câmbio estruturado, crédito corporativo e proteção patrimonial. Porque câmbio não existe isolado. Ele é peça de uma estratégia financeira maior”, complementa Teixeira.

Inteligência cambial como categoria

Com o Banco Central ampliando o acesso a dados cambiais via Open Finance fase 4, a tendência é que a inteligência cambial deixe de ser diferencial e passe a ser requisito básico para empresas com exposição ao dólar.

Teixeira, que acumula mais de 15 anos no mercado financeiro e já estruturou operações que somam mais de R$2 bilhões em volume cambial, defende que estamos apenas no começo. “Daqui a cinco anos, nenhum CFO vai aceitar gerenciar câmbio na base do achismo. A inteligência cambial vai ser tão natural quanto um ERP ou um CRM. E quem começar agora vai construir vantagem competitiva que não se copia da noite pro dia”, conclui.

Nanotecnologia no agro orgânico: como a AFB AGRO está revolucionando a produção de café na região Norte

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AFB Agro

# Nanotecnologia no agro orgânico: como a AFB AGRO está revolucionando a produção de café na região Norte

Quando se fala em inovação no agronegócio brasileiro, a imagem mais comum é a de máquinas autônomas em lavouras de soja no Centro-Oeste ou drones mapeando plantações de cana. Poucas pessoas associam nanotecnologia ao campo, e quase ninguém à produção de café na Amazônia. Mas é exatamente nesse cruzamento improvável que uma das fronteiras mais promissoras da agricultura brasileira está sendo construída.

A nanotecnologia aplicada ao agro envolve o uso de materiais e compostos em escala nanométrica, bilionésimos de metro, para melhorar a eficiência de insumos agrícolas. Fertilizantes de liberação controlada, biodefensivos com nanopartículas que aumentam a absorção pelas plantas e sensores de solo de alta precisão são algumas das aplicações que já saíram do estágio experimental e começam a ser adotadas comercialmente no Brasil, segundo pesquisas da Embrapa Instrumentação e do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

No setor cafeeiro, essas tecnologias têm potencial transformador. O café é uma cultura sensível a variações de solo, clima e manejo, fatores que se tornam ainda mais críticos em regiões não tradicionais de cultivo, como a Amazônia. É nesse cenário que a nanotecnologia encontra sua aplicação mais relevante: permitir que o cultivo em novas fronteiras alcance padrões de qualidade e produtividade competitivos com regiões consolidadas.

A AFB Agro é uma das operações que têm explorado esse território. Segundo, Celso Lucas Martins – Eng. Agrônomo e Gerente de Operações da AFB Agro: “A nanotecnologia nos permite otimizar cada etapa do cultivo orgânico, desde a nutrição do solo até a proteção contra pragas, com uma fração dos insumos convencionais. Além disso, atuamos com tecnologia própria chamada EPT (Energia Potencial da Terra). Para uma operação na Amazônia, onde o equilíbrio ambiental é premissa, isso faz toda a diferença.”

Do ponto de vista econômico, a nanotecnologia tende a reduzir custos de produção no médio prazo. Nanofertilizantes, por exemplo, liberam nutrientes de forma gradual e direcionada, diminuindo desperdício e necessidade de reaplicação

A AFB utiliza nanofertilizantes orgânicos, fósforo natural ativado e nanoadjuvantes agrícolas. Os resultados quantitativos obtidos incluem: redução de até 70% no uso de inseticidas químicos, economia de até 40% em fertilizantes convencionais, redução de 20% a 30% em adjuvantes sintéticos e, o melhor de tudo, redução de até 20% nos custos totais de produção, com aumento de 15% a 25% na produtividade, especialmente do café e do cacau.

A rastreabilidade é outro campo onde a nanotecnologia avança no café. Nanopartículas podem ser incorporadas ao produto em diferentes estágios da cadeia, funcionando como “impressão digital” que permite rastrear a origem do grão desde o campo até a xícara. Para mercados premium e de exportação, onde a certificação de origem é fator de precificação, essa tecnologia representa vantagem competitiva concreta.

“O consumidor internacional quer saber de onde vem o café, como foi produzido e qual o impacto socioambiental. A tecnologia nos ajuda a responder essas perguntas com dados, não com promessas.” Afirma Celso Lucas Martins – Eng. Agrônomo e Gerente de Operações da AFB Agro

O Brasil investe aproximadamente 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. No agro, a transferência de tecnologia de ponta para o campo ainda enfrenta gargalos, desde a falta de escala de produção de nanomateriais até a ausência de regulamentação específica. Mas o ritmo de adoção tem acelerado, impulsionado por startups de agtechs e pela demanda de mercados internacionais por produtos mais eficientes e sustentáveis.

Para a cafeicultura amazônica, a nanotecnologia pode ser o diferencial que viabiliza a competição em escala global. Não se trata apenas de produzir mais, mas de produzir melhor, com menos insumo, mais precisão e rastreabilidade total. É ciência aplicada ao campo, com resultados que estão começando a desafiar o que se achava possível na agricultura brasileira.