Fundada por Thiago Henrique, empresa aposta na mudança de comportamento de consumidores que começam a trocar a posse de veículos premium pelo acesso, em um mercado de assinatura que já dobrou de tamanho no Brasil
Durante décadas, comprar um carro foi visto como sinônimo de patrimônio, conquista e status. Essa lógica, porém, começa a mudar. Em diferentes mercados do mundo, consumidores passaram a questionar se ainda faz sentido imobilizar centenas de milhares de reais em um veículo que perde valor ao longo do tempo. A chamada economia do acesso vem ganhando espaço justamente por oferecer uma alternativa: utilizar aquilo que se deseja sem necessariamente precisar possuir. No mercado automotivo, essa transformação impulsiona o crescimento dos modelos de assinatura, especialmente entre consumidores de maior poder aquisitivo.
No Brasil, os números mostram que essa mudança já está acontecendo. Segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), a quantidade de veículos disponíveis para assinatura passou de aproximadamente 80 mil em 2021 para 160 mil em 2023, uma expansão de cerca de 100% em apenas três anos. Em 2023, o segmento de carros por assinatura cresceu 31,2%, tornando-se uma das modalidades de maior expansão dentro do mercado de locação. A tendência acompanha uma transformação no comportamento do consumidor, que passa a valorizar cada vez mais flexibilidade, previsibilidade de custos e acesso a veículos de alto padrão.
Foi nesse cenário que o empreendedor Thiago Henrique, atuante no mercado automotivo desde 2017, identificou uma oportunidade antes de grande parte do setor. Depois de construir experiência na comercialização de veículos e movimentar mais de R$ 160 milhões no mercado automotivo, Thiago percebeu que existia uma demanda crescente por carros premium sem a necessidade de assumir todos os custos e riscos da propriedade. A partir dessa visão nasceu a GOX, com a proposta de transformar o acesso a veículos de luxo por assinatura em uma experiência mais simples, flexível e estratégica.
A mudança também passa por uma nova percepção sobre o custo real de um automóvel de luxo. Ao comprar um veículo de R$ 500 mil, por exemplo, o consumidor não assume apenas o valor da aquisição. Em determinados modelos e condições de mercado, a desvalorização patrimonial pode chegar perto de 15% em um ano, o que representaria aproximadamente R$ 75 mil sobre um veículo desse valor. E essa perda acontece antes mesmo de considerar outros custos da propriedade, como IPVA, seguro, manutenção, revisões, pneus, documentação, licenciamento e os custos e riscos envolvidos na revenda. Existe ainda o custo de oportunidade: o capital empregado no veículo deixa de estar disponível para investimentos, negócios ou outras oportunidades. É justamente nesse ponto que a assinatura ganha força: o consumidor paga pelo acesso e pela utilização do veículo, sem precisar necessariamente imobilizar seu patrimônio em um ativo depreciável.
É justamente essa mudança de mentalidade que coloca a GOX no centro de uma nova fase da mobilidade premium. A empresa busca atender executivos, empresários e profissionais de alta renda que desejam dirigir marcas como Porsche, BMW, Mercedes-Benz, Audi e Land Rover sem necessariamente transformar o automóvel em um patrimônio que precisa ser comprado, mantido e posteriormente vendido. Com o mercado brasileiro ainda em expansão e o modelo de assinatura crescendo em diferentes regiões do mundo, a GOX aposta que o próximo símbolo de luxo não será apenas possuir o carro mais desejado, mas ter acesso a ele, trocar quando quiser e não carregar sozinho o peso financeiro da propriedade.




