Atriz brasileira integra nova geração de cineastas que buscam inserção no circuito internacional com projetos autorais
A atriz e diretora brasileira Roxy Fernandez, membra da Academia Brasileira de Cinema, vive um momento de expansão profissional ao consolidar sua transição para a direção e investir na construção de uma carreira internacional no audiovisual.
Atuando entre o Brasil e os Estados Unidos, a artista desenvolve projetos autorais que dialogam com o cinema contemporâneo e refletem um movimento crescente de cineastas brasileiras em busca de novas oportunidades fora do país.
Com formação em Teatro, Televisão e Cinema pela Escola de Atores Wolf Maya e técnica habilitada em teatro, Roxy construiu sua trajetória artística inicialmente como atriz no cinema nacional independente. Nos últimos anos, passou a direcionar sua pesquisa criativa para a linguagem da direção, com interesse especial pelo cinema autoral, pela força simbólica das imagens e por narrativas que atravessam questões sociais e humanas.

A presença de Roxy na Academia Brasileira de Cinema reforça sua posição como profissional ativa no setor e amplia sua atuação para além da criação artística. Como membra votante do Prêmio Grande Otelo e integrante da comissão responsável pela escolha do filme brasileiro indicado ao Oscar, a cineasta participa diretamente dos debates e decisões que moldam o futuro do cinema nacional.
O movimento de internacionalização da carreira acompanha uma tendência observada no audiovisual brasileiro. Dados da Ancine indicam que, apesar do crescimento da participação feminina no setor, mulheres ainda ocupam menos de 25% das funções de direção em longas-metragens no país. Diante desse cenário, muitas cineastas têm buscado residências artísticas, parcerias e desenvolvimento de projetos fora do Brasil como estratégia para ampliar acesso a recursos, redes e circulação internacional.
“Construir uma trajetória internacional não é sobre sair do Brasil, mas sobre ampliar horizontes. Estar em contato com outras cinematografias me permite amadurecer meu olhar como diretora e compreender o cinema como uma linguagem global, sem perder minha identidade artística”, afirma Roxy Fernandez.
Influenciada pelo cinema autoral e pelo surrealismo, a diretora cita nomes como Jean-Luc Godard, Luis Buñuel, Quentin Tarantino, Angelina Jolie e Martin Scorsese como referências que atravessam sua formação estética. O interesse por produções em preto e branco, pela construção simbólica das imagens e pela autonomia criativa marca seu processo de desenvolvimento como cineasta.
Ao apostar em uma carreira que transita entre países e linguagens, Roxy Fernandez se insere em uma nova geração de mulheres que vêm posicionando o cinema brasileiro no cenário internacional, não apenas como intérpretes, mas como criadoras, diretoras e agentes ativas da indústria audiovisual.
