Em alta
Geral

GestãoPro aponta os erros mais caros na escolha de um sistema ERP

Dados do Gartner e da Panorama Consulting revelam por que a maioria dos projetos de ERP estoura orçamento e prazo no Brasil

Dados do Gartner e da Panorama Consulting revelam por que a maioria dos projetos de ERP estoura orçamento e prazo no Brasil

A escolha inadequada de um ERP (Enterprise Resource Planning) compromete margens operacionais e pode exigir reimplantações cujo custo total supera o investimento original, pressionando o fluxo de caixa em períodos críticos da operação. Levantamentos do Gartner indicam que entre 55% e 75% dos projetos de sistemas de gestão empresarial falham em atingir os objetivos de negócio definidos originalmente, seja em retorno sobre investimento, otimização de processos ou adoção plena pelas equipes. Uma parcela desses casos, entre 20% e 25%, chega a configurar falha catastrófica: o sistema é abandonado, revertido para a plataforma legada ou interrompido antes mesmo de entrar em operação, segundo dados combinados de Gartner e Panorama Consulting.

É esse cenário que orienta a atuação da GestãoPro, fornecedora de sistemas de gestão para pequenas e médias empresas, junto a companhias em processo de escolha ou troca de ERP. Segundo o diretor da GestãoPro, boa parte das falhas mapeadas por Gartner e Panorama Consulting tem origem em três decisões tomadas ainda na fase de seleção do sistema, antes de qualquer linha de código ser implantada.

O escopo subestimado que encarece a implantação

A primeira dessas decisões, segundo Edson Souza, diretor da GestãoPro, é a subestimação do escopo de integração, um dos equívocos mais recorrentes na seleção de um ERP. Companhias adquirem soluções com base em funcionalidades de catálogo e deixam de mapear com profundidade os processos internos e as interfaces com sistemas legados. A Panorama Consulting estima que entre 22% e 32% dos projetos ultrapassam o prazo previsto para implantação, e aponta a subestimação da complexidade na migração de dados e nas integrações com sistemas antigos como a principal causa dos atrasos. O reflexo aparece logo na largada: cerca de 49% das organizações relatam algum grau de disrupção operacional ou perda de produtividade temporária nas primeiras semanas após o lançamento do novo sistema.

Preço de licença não pode ser o único critério

A segunda decisão de risco, na leitura da GestãoPro, é a escolha orientada exclusivamente pelo valor da licença. A Panorama Consulting calcula que entre 25% e 30% das empresas excedem o orçamento planejado, e que em cenários de alta complexidade, como operações multientidade ou customizações pesadas, o custo final pode superar a estimativa inicial em até 150%. Soluções de baixo custo inicial costumam exigir substituição em um horizonte de três a cinco anos, prazo curto demais para amortizar o investimento e capturar os ganhos de eficiência prometidos. Escalabilidade, qualidade do suporte técnico e o roadmap de evolução do produto precisam entrar na decisão com o mesmo peso do preço de tabela, segundo o executivo.

Decisão de tecnologia não pode ficar isolada da área de negócio

A terceira falha apontada pelo diretor da GestãoPro é a insuficiência de envolvimento das áreas de negócio na especificação de requisitos. Quando a escolha do sistema se restringe ao departamento de tecnologia, sem a validação de finanças, operações e comercial, o ERP tende a apresentar baixa aderência aos fluxos reais da companhia. Essa desconexão explica parte relevante dos 20% a 25% de projetos classificados como falha catastrófica: usuários resistem ao novo sistema, subutilizam os recursos contratados e, em casos extremos, recorrem a controles paralelos que fragmentam a base de dados e dificultam a consolidação de informações gerenciais. Para companhias com faturamento entre R$ 50 milhões e R$ 500 milhões, esse desvio compromete diretamente a capacidade de investimento e a sustentabilidade da operação.

Como reduzir o risco na escolha do ERP

Um processo de seleção estruturado, com critérios objetivos de avaliação, reduz de forma consistente a chance de revisões onerosas. A análise do TCO (Custo Total de Propriedade) em horizonte de cinco anos, a verificação de casos de uso em empresas de porte e setor similares e a definição prévia de indicadores de sucesso formam o tripé que a GestãoPro recomenda a seus clientes antes de qualquer contratação. A empresa oferece consultoria para implantação, voltada justamente a mapear processos e escopo de integração antes da contratação do sistema.

“A disciplina na fase de escolha preserva a capacidade de investimento e impede que o ERP, concebido como alavanca de eficiência, se converta em passivo operacional de difícil reversão no balanço da companhia”, afirma Edson Souza, diretor da GestãoPro.