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Afinal, quem é a mulher mais cotada a assumir a presidência do Corinthians?

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Advogada e conselheira vitalícia, Miriam Athie acumula mais de seis décadas de ligação com o clube, participou de conquistas para as mulheres associadas, atuou pela permanência da quadra da Gaviões da Fiel, contribuiu para a chegada do metrô a Itaquera e buscou investidores para ajudar o Corinthians a enfrentar suas dívidas


Em meio às movimentações políticas e às discussões sobre o futuro do Corinthians, um nome feminino começou a ganhar cada vez mais espaço entre conselheiros, associados e torcedores: Miriam Athie.


Advogada, empresária e conselheira vitalícia do Sport Club Corinthians Paulista, Miriam possui uma relação de mais de seis décadas com o Parque São Jorge. Sua história com o clube começou ainda na infância, ao lado da família, e atravessou diferentes gerações, administrações, conquistas esportivas e crises institucionais.


Essa ligação fez com que Miriam deixasse de ocupar apenas o papel de torcedora e passasse a participar ativamente da vida social e política do Corinthians.


Ao longo de sua trajetória, esteve envolvida em iniciativas voltadas às mulheres associadas do Parque São Jorge. Entre os feitos atribuídos à conselheira está a conquista de uma casa destinada ao acolhimento e à realização de atividades para as mulheres que frequentavam o clube.


Outra atuação que ganhou importância entre os torcedores foi sua participação na luta pela permanência da quadra da Gaviões da Fiel. O espaço representa não apenas a sede de uma das maiores torcidas organizadas do país, mas também parte da cultura, da identidade e da história construída pela torcida corintiana.


Miriam também relata ter participado significativamente das articulações que contribuíram para a inauguração da Estação Corinthians Itaquera. A linha de metrô facilitou o deslocamento da população da Zona Leste e, posteriormente, tornou-se uma das principais formas de acesso dos torcedores à região da arena.


Sua trajetória profissional como advogada também influencia diretamente sua atuação no Corinthians. Miriam costuma defender uma administração baseada em responsabilidade jurídica, transparência, profissionalização e participação mais efetiva dos conselheiros nas decisões do clube.


O perfil firme e direto, no entanto, também fez com que ela se envolvesse em episódios de grande repercussão. Miriam já criticou administrações do Corinthians, questionou decisões tomadas nos bastidores e cobrou maior transparência na condução financeira e institucional do clube. Essas posições conquistaram apoiadores, mas também provocaram resistência entre grupos tradicionais da política corintiana.


Um dos episódios mais comentados envolve a busca por investidores estrangeiros para auxiliar o Corinthians no enfrentamento de suas dívidas. Segundo Miriam, ela entrou em contato com um assessor ligado à Emirates e iniciou uma aproximação que poderia abrir caminho para uma negociação envolvendo recursos destinados à quitação ou à redução da dívida do clube.


Ainda de acordo com o relato da conselheira, a oportunidade foi apresentada à presidência do Corinthians, mas não recebeu o encaminhamento esperado por parte do presidente Osmar Stabile.


O episódio provocou questionamentos entre torcedores sobre os motivos que impediram o avanço da conversa e passou a ser utilizado por Miriam como um exemplo da necessidade de mais agilidade, profissionalismo e responsabilidade nas negociações estratégicas do clube.


A conselheira também se posicionou sobre propostas de mudanças na administração do futebol, incluindo projetos que defendem uma maior participação dos torcedores. Sua postura tem sido a de que qualquer modelo precisa ser conhecido, analisado e debatido com transparência antes de uma decisão definitiva.


Em ano de eleição no Corinthians, o nome de Miriam Athie passou a ser citado como uma possível candidata à presidência. Em entrevista publicada em fevereiro de 2026, ela afirmou que considera uma honra ter seu nome lembrado para o cargo, embora, naquele momento, ainda não tivesse confirmado oficialmente a candidatura.


O desejo de concorrer, porém, já foi manifestado publicamente. Miriam defende que o Corinthians precisa romper com antigas práticas políticas e construir uma gestão mais técnica, transparente e preparada para enfrentar os desafios financeiros do clube.


Entre suas principais propostas está a formação de uma administração profissional, com especialistas responsáveis por áreas como futebol, finanças, marketing, patrimônio e departamento jurídico.


Para Miriam, o Corinthians não pode continuar dependendo apenas de acordos políticos internos. O clube precisa ser administrado de acordo com sua grandeza, seu patrimônio, sua história e, principalmente, com a dimensão de sua torcida.


Uma eventual candidatura também representaria um marco para a participação feminina na política corintiana. Até hoje, Marlene Matheus foi a única mulher a presidir o Corinthians, entre 1991 e 1993.


Miriam defende que as mulheres precisam ocupar mais espaços de decisão dentro dos clubes e considera que o Corinthians pode voltar a fazer história ao escolher uma mulher para o principal cargo de sua administração.


Sua presença no debate eleitoral reúne diferentes elementos: uma vida ligada ao clube, experiência jurídica, atuação no Conselho Deliberativo, serviços prestados aos associados, proximidade com setores da torcida e disposição para enfrentar as estruturas tradicionais da política interna.


Por outro lado, seu perfil combativo, suas críticas públicas e as polêmicas envolvendo administrações anteriores e atuais devem ocupar um papel importante em uma eventual campanha.


Miriam Athie desperta apoio e resistência, mas dificilmente passa despercebida. A candidatura ainda depende de articulações, apoios e dos movimentos que serão realizados nos bastidores do Parque São Jorge. Entretanto, seu nome já aparece entre aqueles que pretendem apresentar um caminho diferente para o Corinthians.


Afinal, Miriam Athie será candidata à presidência?
A resposta oficial ainda deverá ser apresentada nos próximos capítulos da política corintiana. Mas, entre os nomes discutidos para o futuro do clube, a advogada e conselheira vitalícia já se coloca como uma das mulheres mais cotadas para assumir o comando do Corinthians.

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