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Nenhuma escola estadual paulista aparece entre as 100 melhores notas do Enem e resultado reacende debate sobre a educação

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A divulgação dos microdados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 trouxe um dado que voltou a colocar a educação pública paulista no centro do debate. Nenhuma escola da rede estadual de São Paulo aparece entre as 100 instituições do estado com as maiores médias no exame. Entre as cem primeiras colocadas, apenas quatro escolas públicas figuram no ranking, sendo elas vinculadas à Unesp, USP, Instituto Federal de São Paulo e uma escola técnica municipal, todas com processo seletivo para ingresso.


O resultado chama atenção por envolver a maior rede estadual de ensino do país, responsável por milhares de escolas e pela maior parte dos estudantes do ensino médio paulista. Especialistas apontam que o desempenho no Enem é um dos indicadores utilizados para avaliar a aprendizagem, embora não seja o único parâmetro para medir a qualidade da educação pública. A própria Secretaria da Educação do Estado ressalta que comparações entre a rede estadual e colégios privados devem considerar diferenças de perfil socioeconômico e de seleção de alunos.


Para o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira, o levantamento reforça a necessidade de ampliar os investimentos e fortalecer as políticas públicas voltadas à educação.


“Esse resultado precisa servir como um alerta para toda a sociedade. A educação é o principal instrumento de transformação social e merece prioridade absoluta. Precisamos valorizar os professores, investir na estrutura das escolas, garantir condições de aprendizagem e construir políticas públicas capazes de oferecer oportunidades iguais para todos os estudantes. Quando a educação avança, todo o estado cresce.”


O desempenho do Enem costuma ser acompanhado por educadores, gestores públicos e famílias por oferecer um panorama sobre o aprendizado dos estudantes e contribuir para a discussão de estratégias que possam elevar a qualidade do ensino em todo o estado. O desafio, segundo especialistas, passa por investimentos contínuos na formação docente, infraestrutura escolar e permanência dos alunos na escola, além de políticas voltadas à redução das desigualdades educacionais.

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