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Como a Fullimob está mudando a forma como corretores de imóveis originam negócios no interior paulista

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# Como a Fullimob está mudando a forma como corretores de imóveis originam negócios no interior paulista

O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de reorganização silenciosa. Enquanto a atenção nacional se volta a lançamentos e ciclos de juros, uma transformação mais profunda acontece na base do setor: a forma como corretores se conectam, colaboram e originam negócios está sendo redesenhada, e o interior paulista tem se consolidado como um dos principais laboratórios dessa mudança.

A 6ª edição do GID (Gestão Imobiliária Day), realizada em 10 de abril de 2026 no Wyndham Garden de Ribeirão Preto, é um dos retratos mais nítidos desse reposicionamento. Idealizado pela GID Eventos e Empreendimentos, o encontro já impactou diretamente mais de 1.800 profissionais ao longo de seis edições em Ribeirão e uma em Franca, reunindo 42 palestrantes e 97 empresas patrocinadoras. Os ingressos historicamente esgotam em poucos dias, um indicador comportamental relevante sobre a demanda por atualização e relacionamento no setor.

A leitura mais interessante do fenômeno, porém, não está no evento em si, mas no que ele sinaliza: o corretor de imóveis deixou de operar como agente isolado. Cada vez mais, a performance de uma transação depende menos de quem detém a carteira de um lado e mais de quem consegue conectar, com velocidade, o profissional que representa quem vende ao profissional que representa quem compra.

“O corretor individual, por mais qualificado que seja, atinge um teto natural de produtividade. O que estamos vendo agora é o mercado entendendo que a próxima camada de valor está na conexão entre corretores, não na disputa entre eles. Quem representa quem vende precisa falar com quem representa quem compra – e isso, por décadas, dependeu de relacionamento pessoal e sorte. Hoje, virou infraestrutura”, afirma Rafael Cunha, CEO da Fullimob.

A plataforma, que se posiciona como ferramenta para facilitar a vida do corretor, já conecta mais de 1.430 corretores apenas em Ribeirão Preto. O volume, concentrado em uma única praça, ajuda a explicar por que cidades do interior paulista têm se mostrado mais receptivas a modelos colaborativos do que grandes centros: a densidade profissional e o grau de relacionamento pré-existente tornam a adoção de plataformas de conexão um movimento natural, não uma ruptura.

Em um cenário em que fintechs, proptechs e grandes redes disputam a camada de distribuição imobiliária, a conexão peer-to-peer entre corretores aparece como um terceiro vetor. Ela não substitui o corretor, como algumas soluções prometem, nem o diminui a um ponto de contato genérico. Ela aumenta sua capacidade de originação sem tirar o controle da ponta humana, o que, no Brasil, ainda é decisivo para o fechamento de qualquer transação imobiliária relevante.

“Ribeirão mostrou, antes do resto do país, que corretor conectado fecha mais negócio do que corretor competindo. Nossa tese é que esse modelo vai se replicar em cada praça onde o setor tiver densidade profissional suficiente para isso fazer sentido”, complementa Leonardo Rosa, Sócio-Fundador da Fullimob.

Eventos como o GID cumprem um papel que nenhuma plataforma substitui: oferecem o ambiente onde relações profissionais começam. O que muda, e essa é a novidade estrutural do momento, é o que acontece depois do aperto de mão. A intermediação imobiliária do interior paulista deixa de ser uma agenda de contatos e passa a ser uma rede ativa, e quem estiver fora dela, progressivamente, opera em desvantagem competitiva.

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