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Pede.ai lança pdv.ai para se tornar o sistema operacional do lojista no interior

Sistema de gestão para bares e restaurantes se soma ao marketplace, à logística, aos pagamentos e ao crédito que o grupo já oferece ao lojista. A aposta do Grupo pede.ai é levar ao restaurante de cidade pequena um ecossistema de soluções conectadas que o setor só encontrava nos grandes centros

Sistema de gestão para bares e restaurantes se soma ao marketplace, à logística, aos pagamentos e ao crédito que o grupo já oferece ao lojista. A aposta do Grupo pede.ai é levar ao restaurante de cidade pequena um ecossistema de soluções conectadas que o setor só encontrava nos grandes centros

O pede.ai, plataforma de delivery com atuação no interior do Brasil, lançou o pdv.ai, sistema de gestão para bares e restaurantes que reúne, em um só software, o atendimento no salão, as vendas por delivery, a cozinha, a parte fiscal e o controle financeiro do estabelecimento. A novidade completa um conjunto de soluções que o grupo vinha montando há anos para o comerciante do interior: o marketplace de delivery, a operação de entregas do leve.ai, os meios de pagamento do vende.ai e, desde este ano, o crédito ao lojista parceiro.

A referência é um movimento que vem transformando o setor de alimentação fora de casa no mundo: o do software que funciona como “sistema operacional” do restaurante, concentrando vendas, operação e gestão em um único lugar, modelo consolidado nos Estados Unidos com o exemplo da americana Toast e que começa a ganhar versões brasileiras. O pdv.ai leva essa lógica para o outro lado do mapa, com uma diferença de origem: ele não nasce sozinho, nasce conectado a um ecossistema que já existe nas cidades onde vai operar.

“O mercado tem bons sistemas de PDV há bastante tempo, é um produto ainda muito fragmentado no mercado, com centenas de fornecedores, inclusive vários atuando no interior. O que o lojista das cidades menores ainda não tinha era um sistema que conversasse com o resto da operação dele de maneira hiperconectada: o marketplace onde ele vende, o entregador que leva o pedido, a maquininha onde ele recebe, o crédito que ele precisa para crescer. A gente já tinha construído cada uma dessas peças. O pdv.ai é a que organiza a casa por dentro e liga todas as outras”, afirma João Neves, cofundador e CEO do pede.ai.

Uma trajetória de conectar

O pdv.ai é o resultado de uma sequência de passos que o grupo deu desde 2017, quando nasceu em Petrolina (PE) como aplicativo de delivery. Em 2024, a operação de entregas foi separada e relançada como leve.ai, que hoje conecta lojistas a uma rede de mais de 9 mil entregadores cadastrados. Em 2026, vieram os meios de pagamento, com o vende.ai, e o crédito para lojistas, com o pede.cash, oferecido dentro do próprio pede.ai em parceria com a instituição financeira Delfinance.

Faltava a peça do meio: o sistema que o restaurante usa todos os dias para operar, e por onde passam as informações que alimentam as demais. “Durante muito tempo, a gente enxergava a operação do lojista só pelo pedido que chegava pelo app. O restaurante recebia o pedido no pede.ai e digitava tudo de novo no PDV dele, de outro fornecedor. O salão ficava em um sistema, o delivery em outro, a nota fiscal em um terceiro. Às vezes até tinha integrações com o PDV, alguns do mercado, mas com a maioria ainda não. O pdv.ai existe para que isso vire uma coisa só”, diz Neves.

O que muda para o restaurante

Na prática, o pdv.ai cobre a rotina inteira do estabelecimento. No salão, organiza mesas, comandas e o aplicativo do garçom. No delivery, oferece um cardápio digital próprio, sem comissão sobre as vendas diretas, com um robô de WhatsApp com IA que recebe o pedido e acompanha o cliente até a entrega. Na cozinha, uma tela organiza a fila de preparo. Na gestão, emite a nota fiscal ao consumidor, controla estoque com fichas técnicas e consolida o financeiro. E se integra aos canais que o restaurante já usa, como integração ao próprio pede.ai, ao iFood, 99Food, meios de pagamento como cartão de crédito, PIX, NuPay, além das demais soluções do próprio grupo.

Os recursos digitais acompanham uma mudança no comportamento de quem compra e de quem vende. Segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) TIC 2025, do IBGE, 52,7% dos usuários de internet do país compraram ou encomendaram produtos e serviços on-line em 2025, ante 47,9% no ano anterior. Do lado dos negócios, levantamento do Sebrae em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), apresentado em setembro, em São Paulo, aponta que 25% dos restaurantes já usam alguma ferramenta de inteligência artificial.

O diferencial está no que acontece entre as frentes. O pedido feito no marketplace pede.ai entra direto no pdv.ai. A entrega é acionada no leve.ai a partir do próprio sistema também. O pagamento passa pelo vende.ai, também integrado. E o histórico de vendas registrado no dia a dia é o que pode abrir, para o lojista, o acesso a crédito pelo pede.cash. O sistema foi configurado para os formatos mais comuns do interior, de restaurante e bar a hamburgueria, pizzaria, açaiteria, cafeteria, lanchonete e marmitaria.

A entrada foi desenhada para o porte do comerciante de cidade pequena. “O restaurante do interior não compra software caro, compra software que se paga. O plano básico custa R$ 99 por mês e já inclui o cardápio digital, além da gestão de todo o salão, que sozinha já devolve o investimento rápido”, afirma Renno Machiolli, diretor comercial do pdv.ai.

O tamanho do mercado

O Brasil tem mais de um milhão de estabelecimentos de alimentação fora de casa, e mais da metade da população brasileira vive em municípios de até 150 mil habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE. A Abrasel projeta que bares e restaurantes encerrem 2026 com faturamento de R$ 540 bilhões, alta de cerca de 9% sobre os R$ 495 bilhões de 2025. O setor emprega cerca de 5 milhões de pessoas, o equivalente a 7,9% dos postos de trabalho do país, e reúne 2 milhões de empreendedores. É nesse recorte que o Grupo pede.ai já opera, em cerca de 200 cidades de 21 estados, com mais de 35 mil estabelecimentos parceiros cadastrados ao longo de sua história. Essa base é o ponto de partida natural do pdv.ai: o restaurante que já vende no marketplace e já entrega com o leve.ai passa a ter, na mesma estrutura, o sistema que organiza o restante do negócio. A projeção do grupo é levar a utilização do pdv.ai a 2.000 restaurantes até o fim de 2027.

“Cada frente do grupo resolve uma parte da vida do lojista. Com o pdv.ai, o ciclo fecha: o restaurante vende, entrega, recebe, gerencia e financia o crescimento dentro do mesmo ecossistema, numa cidade do interior do Pernambuco ou do Mato Grosso, com 20 mil habitantes”, diz João Neves.

SOBRE O GRUPO PEDE.AI

O pede.ai é uma plataforma brasileira de tecnologia para o delivery e para o comércio do interior, fundada em 2017 em Pernambuco. Reúne hoje pede.ai (delivery), leve.ai (logística last-mile), pdv.ai (software de gestão), vende.ai (pagamentos). O grupo está presente em cerca de 200 cidades de 21 estados e soma mais de 2,5 milhões de clientes e mais de 35 mil estabelecimentos parceiros cadastrados.

Site: www.pdv.ai