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Pandecor antecipa nova onda no mercado de revestimentos ao integrar produtos e instalação

Presente em mais de 10 estados, rede amplia portfólio e planeja chegar a todas as unidades da Federação até o fim de 2027

Presente em mais de 10 estados, rede amplia portfólio e planeja chegar a todas as unidades da Federação até o fim de 2027

A busca por praticidade na construção e na reforma abre espaço para modelos de negócio que aproximam a venda de materiais da execução dos serviços. Nesse movimento, a Pandecor ampliou seu portfólio de revestimentos e aposta na capacitação técnica dos franqueados para oferecer produtos e instalação em uma mesma operação.

Presente em mais de 10 estados brasileiros, a rede tem como meta estar em todos os estados e no Distrito Federal até dezembro de 2027. A estratégia é crescer com unidades especializadas em revestimentos flexíveis, reunindo orientação sobre os materiais, comercialização e instalação.

O cenário acompanha um setor em expansão, ainda que sob pressão dos juros elevados. Segundo dados do IBGE divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a construção civil cresceu 1,1% no primeiro semestre de 2026. A indústria de materiais também dá sinais de retomada: de acordo com a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), o faturamento das fabricantes em agosto foi 3,6% maior que no mesmo mês de 2025.

“O cliente costuma comprar o revestimento em um lugar e buscar quem instale em outro. Quando essas etapas não conversam, surgem dúvidas sobre aplicação, acabamento e responsabilidade. Nosso modelo foi estruturado para reunir essas soluções”, afirma Danilo Santana, CEO da Pandecor.

O portfólio inclui placas flexíveis com efeitos marmorizados, de pedras e outros padrões, além de ripados, decks e pisos vinílicos em geral. A oferta também contempla rodapés, rodatetos, boiseries, guarnições, brises e perfis de acabamento para pisos e placas.

A ampliação ocorre em um mercado que incorpora alternativas de instalação mais ágil. De acordo com o Instituto Brasileiro do PVC, os pisos vinílicos vêm ganhando espaço em diferentes ambientes, com a facilidade e a rapidez de instalação entre seus principais atrativos. Os sistemas incluem aplicação por colagem ou encaixe. Levantamento da consultoria Mordor Intelligence estima que o mercado brasileiro de revestimentos de piso deve alcançar US$ 12,87 bilhões em 2026, com o segmento residencial respondendo por 70% da demanda e os pisos vinílicos entre as categorias com crescimento projetado até 2031.

Para a direção da Pandecor, a marca chama a atenção do mercado pela capacidade de unir soluções. A proposta conecta a variedade de produtos à formação de instaladores credenciados, permitindo ao consumidor contratar o revestimento já instalado, com garantia estendida conforme as condições da rede. A capacitação ganha relevância em um setor no qual a mão de obra qualificada segue entre os principais desafios, segundo a Sondagem da Indústria da Construção, da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com a CBIC.

“A especialização precisa ir além do catálogo. O franqueado deve conhecer o produto, orientar a escolha e ter capacidade técnica para realizar a instalação. É essa combinação que buscamos reproduzir nas unidades”, diz Roberto Cruz, sócio-fundador da Pandecor.

No modelo da franquia, a comercialização dos materiais e os serviços de instalação representam duas frentes de receita. A rede também mantém um leque de fornecedores homologados em diferentes localidades, estrutura que, segundo a empresa, contribui para oferecer preços competitivos nos pontos de venda e ampliar sua participação nos mercados locais.

“Homologar fornecedores em regiões distintas permite considerar o frete na decisão de compra. A logística pode pesar no custo final dos revestimentos; por isso, comparar produto e transporte em conjunto é fundamental para manter preços competitivos”, explica Cruz.

Com o plano de expansão nacional, a Pandecor busca se consolidar entre as principais redes especializadas em revestimentos flexíveis do Brasil. O avanço dependerá da abertura de unidades e da capacidade de manter o padrão técnico que sustenta a proposta de integrar compra e instalação.