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Nasce no Centro-Oeste brasileiro o primeiro wellness district do país: o que existe dentro dos 3 milhões de m² da Fazenda do Lago

Às margens dos 170 km² do Lago Corumbá IV, em Abadiânia (GO), a 1h10 de Brasília, um empreendimento do Grupo CPR propõe uma categoria nova para o mercado brasileiro: não um condomínio com clube, mas um distrito de bem-estar em que a infraestrutura chega antes dos moradores. Este é o inventário completo do projeto: os quatro clubes autorais, as 19 amenidades, os 470 lotes e a tese que organiza tudo isso

Às margens dos 170 km² do Lago Corumbá IV, em Abadiânia (GO), a 1h10 de Brasília, um empreendimento do Grupo CPR propõe uma categoria nova para o mercado brasileiro: não um condomínio com clube, mas um distrito de bem-estar em que a infraestrutura chega antes dos moradores. Este é o inventário completo do projeto: os quatro clubes autorais, as 19 amenidades, os 470 lotes e a tese que organiza tudo isso

O mercado imobiliário brasileiro conhece bem o roteiro do lançamento à beira de lago: vende-se o lote, promete-se o clube, e a infraestrutura chega, quando chega, anos depois da primeira escritura. A Fazenda do Lago, empreendimento do Grupo CPR às margens do Lago Corumbá IV, inverteu a ordem, e é essa inversão que sustenta a ambição de inaugurar uma categoria no país: a do wellness district.

A palavra é nova no vocabulário imobiliário brasileiro, mas a ideia por trás dela não é abstrata. Um distrito de bem-estar não é um condomínio que ganhou academia e piscina. É um território inteiro organizado em torno de saúde, esporte, convívio e rotina, em que os equipamentos não são cortesia da incorporadora, e sim a razão de existir do endereço. A diferença aparece na ordem em que as coisas são feitas, e é uma diferença cara.

O que é um wellness district

A categoria vem do wellness real estate, segmento internacional que une saúde, esporte, bem-estar e patrimônio no mesmo produto e cresce em mercados maduros há pelo menos uma década. A lógica é simples de enunciar e difícil de executar: em vez de vender metro quadrado e prometer estilo de vida, entrega-se primeiro a estrutura que produz o estilo de vida, e o metro quadrado passa a ser consequência.

Até aqui, o Brasil tinha exemplos pontuais da categoria em regiões litorâneas e nenhum representante de escala no Centro-Oeste. A Fazenda do Lago se apresenta como o primeiro wellness district do país, e a reivindicação se apoia menos no discurso do que no inventário: quatro clubes com operação independente, 19 amenidades e uma malha de infraestrutura urbana projetada antes da ocupação.

“O conceito de wellness district não é ter amenidades, é organizar a vida ao redor delas. A infraestrutura vem antes porque é ela que define quem escolhe morar aqui”, afirma Herif Batista, incorporador do projeto.

A escala: 3 milhões de m² debruçados sobre um lago de 170 km²

São 3 milhões de metros quadrados de área total, o equivalente a cerca de 300 hectares, voltados para o Lago Corumbá IV, reservatório com 170 km² de espelho d’água no interior de Goiás. A proporção entre as duas medidas explica boa parte da tese do projeto: o lago não é paisagem de fundo, é a maior amenidade do empreendimento, e é público.

O Corumbá IV é hoje um dos maiores espelhos d’água do Centro-Oeste e vinha sendo ocupado de forma dispersa, com chacreamentos e condomínios de baixa infraestrutura. A aposta do Grupo CPR é que um projeto de escala e categoria internacional muda o patamar da região inteira, e que o beneficiário dessa mudança é quem chegou primeiro com estrutura entregue.

Onde fica e como se chega

O empreendimento está em Abadiânia, município goiano no eixo entre as duas principais capitais do Centro-Oeste. A distância é de 1h10 de Brasília, 50 minutos de Anápolis e 1h40 de Goiânia, com acesso 100% asfaltado pela BR-060.

O detalhe do asfalto não é decorativo. No mercado de segunda residência, o último trecho de estrada de terra é o que separa a casa de uso semanal da casa de duas visitas por ano: ele define se a família sai de Brasília numa sexta à noite com chuva. Acesso pavimentado de ponta a ponta é o que coloca um projeto no raio da rotina, e não no do feriado prolongado. Há ainda heliporto no programa do empreendimento.

Os quatro clubes autorais

A palavra clube costuma chegar ao mercado imobiliário como sinônimo de área comum: um espaço, uma lista de equipamentos, um salão de festas ampliado. Na Fazenda do Lago, são quatro clubes distintos, cada um com identidade, operação e propósito próprios, distribuídos pelos 3 milhões de metros quadrados.

SPA. Organiza a camada de saúde e bem-estar, e é a âncora conceitual do posicionamento de wellness district. É o clube que dá sentido à categoria: sem uma estrutura dedicada de bem-estar, o conjunto seria um condomínio esportivo com boa vista.

Marina. Resolve a vida náutica de um lago com 170 km² de espelho d’água. É o equipamento que converte a paisagem em uso: sem marina, o lago é vista; com marina, é rotina de fim de semana. A marina conta com mais de 400 vagas e está disposta em um terreno de 30 mil metros quadrados. O programa inclui ainda estrutura de wakeboard.

Golf Course. Estrutura o esporte de contemplação, com traçado pensado para equilibrar competição e paisagem. Serão 9 buracos com expansão para 18 em novas fases. É também o clube de maior impacto urbanístico, porque um campo de golfe organiza o desenho do terreno de frente para uma das maiores represas do estado.

Surf Club. Abriga a maior piscina de ondas do Brasil, a mais de mil quilômetros do litoral mais próximo. É o dado mais disruptivo do projeto e o mais eloquente: onde o mapa diz cerrado, o empreendimento entrega onda com previsibilidade que o mar não tem.

As 19 amenidades: o que mais existe dentro

Em torno dos quatro clubes, o programa soma 19 amenidades. Além das estruturas já citadas, o conjunto reúne centro equestre, vinícola, quadras de tênis e de beach tennis, kids village, wellness club, ambulatório e heliporto. O empreendimento prevê ainda um hotel internacional dentro do próprio perímetro.

A leitura relevante não é a soma, é a natureza dos itens. Centro equestre, vinícola e campo de golfe são equipamentos de permanência, do tipo que ocupa uma manhã inteira. Kids village e ambulatório são equipamentos de viabilização: resolvem a infância e a emergência, que são os dois motivos que mais tiram uma família de um endereço distante da capital. O programa foi montado menos para impressionar em folder e mais para tornar o fim de semana desnecessariamente curto.

O desenho urbanístico: 470 lotes em 33 quadras

O parcelamento segue a régua da baixa densidade. São 470 lotes distribuídos em 33 quadras planejadas, espalhados por uma fração dos 3 milhões de metros quadrados: os números descrevem uma ocupação deliberadamente rarefeita, em que a maior parte da área do empreendimento não é lote.

É uma escolha com consequência econômica direta. Menos unidades significa menos receita por hectare, o que obriga o projeto a sustentar valor por outro caminho que não o volume. Esse caminho é a estrutura: quanto mais o endereço entrega em experiência, menos ele precisa entregar em quantidade de escrituras.

A infraestrutura que não aparece

Parte relevante do investimento do projeto está em obras que nenhum morador fotografa. Energia e iluminação são subterrâneas, o que elimina a malha de postes e fiação que costuma marcar a paisagem dos loteamentos de lago. Há monitoramento 24 horas e um ambulatório dentro do perímetro.

Esse tipo de decisão é o que distingue um distrito de um condomínio grande. Rede subterrânea, por exemplo, precisa ser executada antes da ocupação: depois que as casas sobem, o custo inviabiliza. É uma obra que só acontece se estiver no cronograma desde o começo, e por isso funciona como assinatura da tese de infraestrutura antecipada.

Como se entra: o Founder Circle

O acesso à comunidade passa pelo Founder Circle, curadoria de membros que funciona como porta simbólica e prática do empreendimento. Em vez de medir exclusividade só pelo preço, o projeto adota uma régua de afinidade, na lógica que transformou clubes internacionais em comunidades que se reconhecem. O empreendimento mantém ainda publicação própria, a The Farm Club Magazine, que documenta a rotina dos clubes e dos moradores.

“A curadoria não é sobre quem fica de fora. É sobre a qualidade do convívio de quem está dentro. O que vendemos, no fim, é a vizinhança”, afirma Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR.

Quem é o comprador

A localização entre Brasília, Anápolis e Goiânia mira um perfil específico: o morador de capital que busca segunda residência de uso semanal, e não a casa de veraneio visitada duas vezes por ano. É uma distinção de comportamento, não de renda, e ela reorganiza o produto inteiro.

Quem compra para usar todo fim de semana avalia coisas diferentes de quem compra para o réveillon: pergunta pelo tempo de deslocamento real com trânsito, pela existência de atendimento médico, pelo que as crianças fazem no sábado de manhã, pela segurança durante a semana em que a casa fica vazia. As 19 amenidades e a malha de infraestrutura respondem a essa lista de perguntas, uma a uma.

“A gente não vende lote, vende comunidade. O que estamos construindo é um lugar em que o clube é o centro da vida, e a casa vem em volta dele”, destaca Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR.

O que o projeto demonstra

Para o mercado imobiliário goiano, a Fazenda do Lago funciona ao mesmo tempo como o projeto mais inovador já feito na região e como uma hipótese em teste: a de que o interior do cerrado comporta produtos de categoria internacional quando o acesso é resolvido e a infraestrutura é entregue primeiro. É uma hipótese cara de testar, porque exige imobilizar capital em obra antes de ter receita de venda no volume que a obra consome.

Se ela se confirmar, o efeito ultrapassa o perímetro do empreendimento. O Corumbá IV deixa de ser um destino de fim de semana e passa a ser o que os incorporadores da região perseguem há uma década: um endereço. E o Centro-Oeste ganha um argumento novo numa disputa que costuma perder para o litoral: a de que é possível construir destino onde o mapa não previa, desde que se construa antes de vender.