Léo e Rodrigo Almeida, do canal Almeidas Indicam, fizeram uma visita ao Cemitério da Consolação, em São Paulo, para resgatar a história silenciada de Sofia Gomide, vítima de feminicídio em 1906.
Acompanhados da criadora de conteúdo Marê Sanz, que trouxe essa narrativa esquecida, os Almeidas apresentam com sensibilidade e responsabilidade o caso da jovem Sofia, morta por um tiro na testa enquanto bordava uma peça do seu enxoval. Ela tinha 22 anos e faltava apenas uma semana para seu casamento com o engenheiro, promotor público e poeta Manuel Baptista Cepelos. Logo após o assassinato, Peixoto Gomide tirou a própria vida com a mesma arma.
Francisco de Assis Peixoto Gomide Júnior foi um influente político paulista. Foi presidente do Senado estadual (cargo equivalente ao de governador na época) entre 1897 e 1898 e ocupou diversas funções públicas renomadas. Ainda assim, em 1914, a Câmara Municipal de São Paulo nomeou uma das principais ruas da cidade em sua homenagem.
A rua que leva seu nome é a Rua Peixoto Gomide, uma das vias mais movimentadas e emblemáticas da região do Jardim Paulista e Avenida Paulista.
A trajetória de Peixoto Gomide e os detalhes do crime foram amplamente divulgados em jornais da época. Mesmo após o feminicídio e suicídio, o assassinato da filha nunca foi mencionado nas homenagens oficiais.
Atualmente, tramita na Câmara Municipal da capital o PL 483/2025, da Bancada Feminista do PSOL, que propõe proibir homenagens a figuras que cometeram feminicídio. Um projeto complementar, o PL 482/2025, propõe renomear a Rua Peixoto Gomide como Rua Sofia Gomide, como forma de reparação simbólica e valorização da memória da vítima.
Essa história completa está no canal Almeidas Indicam, em um vídeo que mostra tanto o Cemitério da Consolação quanto os detalhes do caso. Léo e Rodrigo seguem firmes em sua missão de dar voz a quem foi silenciado e iluminar as histórias que repousam nos cemitérios da cidade.
Confira o vídeo: